Os efeitos de uma linguística como reflexão antropológica no ensino e na pesquisa: o texto autoavaliativo em análise

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5902/2176148584620

Palabras clave:

Antropologia da Enunciação, Portfólio, Autoavaliação

Resumen

Este artigo objetiva explorar os efeitos da consideração da produção de textos, especificamente de textos autoavaliativos, como um fenômeno possível de ser abordado por uma antropologia da enunciação. Para isso, primeiramente, apresenta as perspectivas enunciativa de Benveniste e antropológico-enunciativa de Flores. Em seguida, desloca-as ao contexto educacional de modo articulado ao relato docente quanto à elaboração de portfólio como instrumento (auto)avaliativo que possibilita ao discente tematizar sua posição de falante. O percurso teórico-analítico produz efeitos tanto para o fazer do professor, na proposição de atividades e instrumentos avaliativos, quanto para o fazer do linguista, na proposição de encaminhamentos para a abordagem de fenômenos situados no contexto educacional.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Carolina Knack, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Professora Adjunta do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora e Mestra em Estudos da Linguagem pela mesma Universidade.

Citas

AMBRÓSIO, Márcia. O uso do portfólio no ensino superior. Petrópolis, RJ: Vozes, 2013.

BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral I. 5.ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2005.

BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral II. 2.ed. Campinas, SP: Pontes Editores, 2006.

FLORES, Valdir do Nascimento. O falante como etnógrafo da própria língua: uma antropologia da enunciação. Letras de Hoje, n. esp. (supl.), v. 50, p. 90-95, dez. 2015. DOI: https://doi.org/10.15448/1984-7726.2015.s.23143

FLORES, Valdir do Nascimento. A voz como objeto de uma antropologia da enunciação. Work. Pap. Linguíst., n. 19, p. 35-53, ago./dez., 2018. DOI: https://doi.org/10.5007/1984-8420.2018v19n2p35

FLORES, Valdir do Nascimento. Problemas gerais de linguística. Petrópolis, RJ: Vozes, 2019.

FLORES, Valdir do Nascimento. A condição figurativa na enunciação (por uma linguística dos seres falantes). In: OLIVEIRA, Giovane Fernandes; ARESI, Fábio (Orgs.). O universo benvenistiano: enunciação, sociedade, semiologia. São Paulo: Pimenta Cultural, 2020. DOI: https://doi.org/10.31560/pimentacultural/2020.281.30-45

KNACK, Carolina. De Benveniste às pesquisas prospectivas: a noção de deslocamento e seu valor teórico-metodológico. In: OLIVEIRA, Giovane Fernandes; ARESI, Fábio (Orgs.). O universo benvenistiano: enunciação, sociedade, semiologia. São Paulo: Pimenta Cultural, 2020. DOI: https://doi.org/10.31560/pimentacultural/2020.281.141-163

KNACK, Carolina; OLIVEIRA, Giovane Fernandes. Avaliação de textos acadêmicos escritos: uma perspectiva enunciativa. Desenredo – Revista do Programa de Pós-Graduação de Passo Fundo, n. 3, v. 13, p.706-732, set./dez. 2017. DOI: https://doi.org/10.5335/rdes.v13i3.7407

SILVA, Carmem Luci da Costa. Como a linguística da enunciação pode contribuir com o ensino-aprendizagem da língua materna? ReVEL, v. 18, n. 34, p. 1-22, 2020.

Publicado

2023-12-20

Cómo citar

Knack, C. (2023). Os efeitos de uma linguística como reflexão antropológica no ensino e na pesquisa: o texto autoavaliativo em análise. Letras, 56–66. https://doi.org/10.5902/2176148584620