O Intérprete de língua de sinais: reflexões sob a ótica dialógica e alteritária
DOI:
https://doi.org/10.5902/2176148585144Palavras-chave:
História de tradutores intérpretes da língua brasileira de sinais e português, História oral, Estudos da tradução, Estudos da interpretaçãoResumo
O objetivo deste artigo é analisar a emersão de intérpretes de línguas de sinais (ILS) nas comunidades surdas no Brasil, a partir de 1980, com o conjunto de ações e conhecimentos produzidos, inscrevendo-se no campo da história da tradução. Parte-se dos registros fotográficos e de vídeo individuais e coletivos e, principalmente, por meio da realização de entrevistas com intérpretes, pautadas nos conceitos da história oral. A metodologia adotada foi história-oral. Este estudo se desenvolveu pautado na perspectiva enunciativo-discursiva da linguagem, de Bakhtin e o círculo. Constata-se que a constituição dos ILS pioneiros se deu nas comunidades surdas, onde a formação se dava por meio da experiência e da constituição alteritária.
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