“MAS EM AREIA NÃO FOI NO QUE SE TRANSFORMARAM, FOI EM NADA”: A PRECARIEDADE DA VIDA EM K. - RELATO DE UMA BUSCA

Cristina Napp dos Santos, Claudia Lorena Vouto da Fonseca

Resumo


A ditadura civil-militar do Brasil foi um período no qual opositores do regime e seus familiares foram expostos a graves violações dos diretos humanos. Tendo passado por esse período, Bernardo Kucinski (2011) tem se valido da literatura para expor e discutir esses crimes que deixaram traumas e sequelas no nosso corpo social. A partir disso, este artigo discute a violência física e simbólica perpetrada pelo Estado descrita no livro K.- Relato de uma busca. Para tanto, apoia-se nas discussões propostas por Derrida (1993), Agambem (2002), Butler (2015) e Safatle (2017).  


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