Tradução intersemiótica iluminada a obra de William Blake e sua releitura no Século XX

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2176148523549

Palavras-chave:

Tradução Intersemiótica, Blake, Livros iluminados

Resumo

Autores como Roman Jakobson e Julio Plaza dedicaram-se a discutir concepções e problemas acerca de tradução intersemiótica. Esta perspectiva, compreendida como um diálogo de significados, pode servir como base para discussão acerca de leituras e reinterpretações da obra iluminada do poeta e pintor inglês William Blake. Neste trabalho, discutimos a respeito da fortuna crítica sobre tradução intersemiótica, assim como sugerimos uma metodologia para interpretação desse tipo de operação de geração de sentido em relação à obra iluminada de Blake. Por fim, apresentamos uma lista de leituras e reinterpretações da obra do artista, centrando nossa leitura em obras literárias, musicais e audiovisuais.

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Biografia do Autor

Enéias Farias Tavares, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS

Enéias Farias Tavares é doutor em Estudos Literários. Atualmente, é professor adjunto na Universidade Federal de Santa Maria.

Andrio de Jesus Rosa dos Santos, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS

Andrio J. R. dos Santos é formando em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade de Cruz Alta (Unicruz), possui mestrado em Letras - Estudos Literários pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e atualmente é doutorando no mesmo programa e instituição. Já atuou nas funções de repórter radiofônico, repórter de jornal impresso e assessor de impressa. Também já exerceu as funções de redator e editor de audiovisuais em agência de publicidade. Trabalhou também como freelancer na área de produção editorial, como revisor e tradutor. Dedica-se ainda a produção artística, tendo um romance e diversos contos publicados. 

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Publicado

2015-12-18

Como Citar

Tavares, E. F., & Santos, A. de J. R. dos. (2015). Tradução intersemiótica iluminada a obra de William Blake e sua releitura no Século XX. Letras, (51), p. 109. https://doi.org/10.5902/2176148523549