La máquina neoliberal y el profesorado: enfermedades visibles y sufrimiento invisible en la era pos-COVID

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5902/2236499494144

Palabras clave:

Salud docente, Política educativa, Neoliberalismo, Trabajo docente, Educación, Proyecto de sociedad

Resumen

El estudio analiza cómo un conjunto de políticas educativas neoliberales (BNCC, reforma de la enseñanza media y su revisión, plataformización, educación a distancia/hibridación, financiamiento condicional, PNLD digital y experiencias cívico-militares) reconfiguraron la escuela pública y el trabajo docente, empeorando la salud de los docentes en el proceso entre 2016 y 2025. Combinando una revisión crítica de la literatura y un análisis documental de los actos normativos federales, los marcos normativos y sus efectos concretos fueron sistematizados en marcos analíticos, con un foco ilustrativo en Paraná. Los resultados indican la consolidación de una maquinaria reguladora: estandarización curricular por competencias, mayor seguimiento mediante indicadores y plataformas, y desprofesionalización docente que ha generado malestar y enfermedad docente en la era pospandemia. Los ajustes recientes (nuevas Directrices Curriculares Nacionales para la formación inicial; reequilibrio en la educación secundaria) abren brechas institucionales, pero no alteran la lógica imperante. Finalmente, se destacan implicaciones y recomendaciones, como: reorientar el conocimiento escolar como un activo cultural; reprofesionalizar la docencia con una carrera, condiciones y autonomía; reconfigurar la evaluación con fines diagnósticos; regular la plataforma con gobernanza pública y protección de datos; y fortalecer la gestión democrática. La conclusión es que urge restablecer las condiciones laborales y una educación humanizada, requisito previo para mejorar el aprendizaje y preservar la dignidad profesional.

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Biografía del autor/a

Léia Aparecida Veiga, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Doctorado en Geografía por la Universidad Estatal de Maringá.

Marcelo Augusto Rocha, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Doctorado en Didáctica de las Ciencias y Educación Matemática por la Universidad Estatal de Londrina.

Taynara Arruda Santos, Universidade Federal da Integração Latino-Americana

Posee un título en Geografía de la Universidad Federal para la Integración Latinoamericana/UNILA.

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Publicado

2026-05-29

Cómo citar

Veiga, L. A., Rocha, M. A., & Santos, T. A. (2026). La máquina neoliberal y el profesorado: enfermedades visibles y sufrimiento invisible en la era pos-COVID. Geografia Ensino & Pesquisa, 30, e94144. https://doi.org/10.5902/2236499494144

Número

Sección

Ensino e Geografia