Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia <p style="text-align: justify;">A revista <strong>Geografia Ensino &amp; Pesquisa, </strong>é um periódico mantido pelo Departamento de Geociências e pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia e Geociências - PPGGEO da Universidade Federal de Santa Maria, com objetivo de publicar Artigos originais na área de Geografia, visando abrir espaço para a divulgação científica e o debate qualificado dentro da ciência Geográfica. Para tanto, a revista aceita contribuições originais dentro de quatro grandes linhas temáticas: <em>Geoinformação e Sensoriamento Remoto; Meio Ambiente, Paisagem e Qualidade Ambiental; Produção do espaço e Dinâmica Regional; Geografia e Educação.</em></p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 2236-4994 | Qualis/CAPES (2021-2024) = A2</strong></p> Universidade Federal de Santa Maria pt-BR Geografia Ensino & Pesquisa 0103-1538 <p style="text-align: justify;">A revista <strong>Geografia Ensino &amp; Pesquisa</strong> deterá os direitos autorais dos trabalhos publicados. Os direitos referem-se a publicação do trabalho em qualquer parte do mundo, incluindo os direitos às renovações, expansões e disseminações da contribuição, bem como outros direitos subsidiá¡rios. Os autores comprometen-se com a originalidade do trabalho, e no caso de desistência da submissão, os autores assumem a responsabilidade de comunicar à revista.</p><p style="text-align: justify;">Após publicado os(as) autores(as) têm permissão para a publicação da contribuição em outro meio, impresso ou digital, em português ou em tradução, desde que os devidos créditos sejam dados à Revista Geografia – Ensino &amp; Pesquisa.</p><p style="text-align: justify;"> </p><p style="text-align: justify;"><span>A revista Geografia Ensino &amp; Pesquisa utiliza em suas publicações uma </span><a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" rel="license">Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License</a><span>.</span></p><p style="text-align: justify;"> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" rel="license"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br /><br /></p> O entre-lugar formação-profissão: desafios e caminhos para a construção do conhecimento profissional e da colegialidade docente em Geografia https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91618 <p>O artigo tem o intuito de analisar o período entre-dois de professores de Geografia, isto é, a passagem da formação para a profissão. Trata-se de compreender as concepções dos participantes da pesquisa acerca deste entre-lugar que corresponde ao término da licenciatura e o início da atuação profissional, visto que este período é decisivo no processo de construção da identidade docente ao influir nos modos de ser, estar e fazer do professor na sequência de sua carreira. Essa análise foi desenvolvida a partir dos conceitos de conhecimento profissional e de colegialidade docente enquanto principais lentes teóricas que direcionam as considerações explicitadas. Realizou-se uma pesquisa teórica por meio de revisão bibliográfica concernente à formação de professores de Geografia, bem como uma pesquisa de campo mediante entrevistas semi-estruturadas com seis professores de Geografia da rede pública da região metropolitana de Porto Alegre/RS. Constatou-se que os mesmos manifestam descontentamento com a formação para a prática profissional docente, ao apontarem que falta sentirem-se professores, reconhecerem-se como profissionais da docência e afirmarem sua posição na sociedade, o que evidencia a necessidade de repensar a formação de professores de Geografia, de maneira a fortalecer o conhecimento profissional e a colegialidade docente no período entre-dois.</p> Leonardo Pinto dos Santos Roselane Zordan Costella Victória Sabbado Menezes Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-12 2026-05-12 30 e91618 e91618 10.5902/2236499491618 Desenvolvimento de um instrumento lúdico-didático para a discussão de problemas socioambientais e a valorização do patrimônio histórico-cultural local: “Bairro em Jogo” em Barcarena (Pará, Brasil) https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91796 <p>O uso de instrumentos lúdico-didáticos se configura como uma valiosa alternativa para o desenvolvimento de ações de ensino-aprendizagem voltadas a educação ambiental, estimulando o ensino de forma mais atrativa e criativa e contribuindo diretamente com o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo o desenvolvimento de um jogo voltado para a discussão de problemas socioambientais e a valorização do patrimônio histórico-cultural local da cidade de Barcarena (Pará, Brasil), que sirva de subsídio para ações de ensino e aprendizagem. Para isso, trabalhou-se em uma adaptação de um jogo de tabuleiro denominado “Bairro em Jogo” (ALVES; FIGUEIRÓ, 2010), que discute problemáticas socioambientais da localidade dos alunos através de desafios em forma de situações-problemas locais. Inicialmente foi feita a identificação e localização de conflitos socioambientais existentes sobre diferentes localidades da cidade de Barcarena-PA, os quais foram transformados em situações-problema a serem resolvidas pelos alunos dentro da trama lúdico-didática, sempre na busca de soluções que gerem maior qualidade de vida (QV), que é a “moeda” do jogo a ser acumulada. Os resultados obtidos incluíram a produção de 33 situações-problema, sendo 20 classificadas como conflitos socioambientais e/ou de infraestrutura da cidade, 5 como questões de valorização do patrimônio histórico-cultural local e 8 como “jogo-rápido”, que envolvem particularidades ou curiosidades lúdicas de determinados pontos da cidade. A experiência de aplicação do jogo indicou seu potencial de promoção de discussões do contexto vivido pelos alunos, contribuindo com o desenvolvimento de um olhar crítico e propositivo perante as possíveis soluções ou formas de amenizar tais problemáticas socioambientais.</p> Daniel Borini Alves Wanderson Carvalho da Silva Karina da Silva Cruz Jaqueline de Lima Sales Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-12 2026-05-12 30 e91796 e91796 10.5902/2236499491796 Alfabetização científica no ensino de Geografia: interrelações entre cibercultura, multiletramentos e práticas pedagógicas contemporâneas https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/93061 <p>Este artigo discute as contribuições dos conceitos de cibercultura, multiletramentos e alfabetização científica para a ressignificação das práticas pedagógicas no ensino de Geografia. Propõe-se uma reflexão teórico-conceitual sobre como essas três dimensões podem ser articuladas em propostas didáticas mais significativas e conectadas aos sujeitos contemporâneos. A análise parte do reconhecimento de que os estudantes da atualidade operam em lógicas comunicacionais e cognitivas próprias da cultura digital, exigindo da escola práticas mais dialógicas, interativas e contextualizadas. Discute-se, assim, o papel dos multiletramentos na formação de leitores ubíquos e o potencial da alfabetização científica em Geografia como eixo articulador de um ensino crítico, ético e cidadão. Defende-se que o uso de metodologias ativas, como a Aprendizagem Baseada na Resolução de Problemas (ABRP), aliado ao uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação, pode favorecer a construção de saberes geográficos mais alinhados aos desafios do presente.</p> Lucas Ayub de Medeiros Jerusa Vilhena de Moraes Thais Maria Sperandio Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-06-25 2026-06-25 30 e93061 e93061 10.5902/2236499493061 A máquina neoliberal e o corpo docente: doenças visíveis e sofrimentos invisíveis no pós-COVID https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/94144 <p>O estudo analisa como um arranjo de políticas educacionais neoliberais (BNCC, reforma do ensino médio e sua revisão, plataformização, EAD/hibridização, financiamento com condicionalidades, PNLD digital e experiências cívico-militares) reconfigurou a escola pública, o trabalho docente agravando a saúde de professores no processo entre 2016 e 2025. Combinando revisão de literatura crítica e análise documental de atos normativos federais, sistematizou-se marcos normativos e seus efeitos concretos em quadros analíticos, com recorte ilustrativo no Paraná. Os resultados indicam a consolidação de uma “máquina” de regulação: padronização curricular por competências, intensificação do controle por indicadores e plataformas, e desprofissionalização docente que vem provocando o mal-estar/adoecimento dos professores no pós-pandemia. Ajustes recentes (novas DCNs para formação inicial; reequilíbrios no ensino médio) abrem frestas institucionais, mas não alteram a racionalidade predominante. Ao final, aponta-se implicações e recomendações, como: recentrar o conhecimento escolar como bem cultural; reprofissionalizar a docência com carreira, condições e autonomia; reconfigurar a avaliação para fins diagnósticos; regular a plataformização com governança pública e proteção de dados; e fortalecer a gestão democrática. Conclui-se pela urgência de recompor condições de trabalho e de uma educação humanizada, condição para qualificar aprendizagens e preservar a dignidade profissional.</p> Léia Aparecida Veiga Marcelo Augusto Rocha Taynara Arruda Santos Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-29 2026-05-29 30 e94144 e94144 10.5902/2236499494144 Raciocínio geográfico em sala de aula: práticas investigativas no ensino fundamental https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/93117 <p>O artigo apresenta resultados da pesquisa realizada sobre o desenvolvimento do raciocínio geográfico em turmas do 9º ano do Ensino Fundamental, nas aulas de Geografia com base nas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A pesquisa foi estruturada em duas etapas: a primeira contemplou os fundamentos teóricos e metodológicos necessários à construção do raciocínio geográfico, abordando o pensamento espacial como conteúdo procedimental e a mobilização de categorias e princípios da Geografia; a segunda parte apresenta os resultados da aplicação de uma sequência didática em uma escola pública do Tocantins. A metodologia adotada é qualitativa e exploratória, com base em revisão bibliográfica e intervenção pedagógica. Os dados revelam que os estudantes demonstram avanços significativos na leitura e representação do espaço, embora ainda existem desafios relacionados à alfabetização cartográfica e articulação entre escalas e conceitos espaciais. Os resultados apontam que a implementação de práticas didáticas, fundamentadas teoricamente e contextualizadas à realidade dos estudantes, pode favorecer o desenvolvimento de competências espaciais e ampliar o potencial formativo do ensino de Geografia na educação básica com vistas ao desenvolvimento do raciocínio geográfico.</p> Mikcael Paes Negrão Carolina Machado Rocha Busch Pereira Sonia Maria Vanzella Castellar Rosane Balsan Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-29 2026-05-29 30 e93117 e93117 10.5902/2236499493117 A questão escalar no ensino de Geografia https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91742 <p>O artigo, de natureza teórico-conceitual, analisa como a escala geográfica pode ser compreendida e trabalhada no ensino de Geografia a partir de um diálogo entre os aportes científicos e as dificuldades enfrentadas no campo didático-pedagógico. Há uma defesa sobre como pensar geograficamente é pensar por meio das escalas e que isso não ocorre sem que haja um trabalho sistemático com esse conceito na escolarização formal. São analisados cinco desafios relacionados à escala no ensino de Geografia: a “prisão da representação” na abordagem das escalas geográficas; a necessidade de superação da concepção de escala como apenas um conteúdo do currículo escolar; a efetivação de uma análise multiescalar e a superação da ideia de círculos concêntricos; a complexidade da construção conceitual; e a mobilização da escala geográfica nas situações-problema. A partir desses desafios são feitas algumas indicações e reflexões para contribuir com a formação e atuação dos professores de Geografia.</p> José Vitor Rossi Souza Denis Richter Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-12 2026-05-12 30 e91742 e91742 10.5902/2236499491742 O cinema como recurso didático não convencional: uma análise a partir de livros didáticos de Geografia https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/92897 <p>Esta pesquisa teve como objetivo analisar uma coleção didática de Geografia dos Anos Finais do Ensino Fundamental, com foco no cinema e nas contribuições desse recurso para a aprendizagem. A metodologia adotada consistiu na abordagem qualitativa de caráter descritivo e documental, com procedimentos da Análise de Conteúdo. Por sua vez, as discussões dos resultados partiram de levantamento bibliográfico em artigos científicos, em dissertações e em livros sobre a temática. Os resultados indicaram, portanto, a presença expressiva de filmes e de documentários na coleção analisada, evidenciando uma alternativa em potencial para articular temas e conteúdos. Entretanto, foram identificadas lacunas na forma como esses materiais são apresentados, o que pode desestimular e/ou dificultar a organização de aulas de Geografia. As discussões favoreceram, assim, a compreensão de que, para ser utilizado e alcançar a formação do pensamento geográfico, o cinema necessita de planejamento adequado, o que reafirma a importância de o professor conhecer, com profundidade, as especificidades técnicas e artísticas dos filmes e/ou documentários com os quais busca trabalhar.</p> Ádila Eloisa Penha Lima Bartira Araújo da Silva Viana Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-06-25 2026-06-25 30 e92897 e92897 10.5902/2236499492897 A roteirização do Estudo do Meio como ferramenta pedagógica para o ensino de geografia na socioeducação https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/94460 <p>O presente artigo analisa a aplicação do Estudo do Meio como metodologia ativa no ensino de geografia em contextos de medidas socioeducativas destinadas a adolescentes em privação de liberdade. A proposta foi desenvolvida por meio de aulas de campo realizadas em diferentes espaços da Região Metropolitana de Belém. Para o desenvolvimento da pesquisa, realizou-se levantamento bibliográfico com o objetivo de dialogar com autores que discutem o ensino de geografia e o Estudo do Meio, culminando na elaboração de um roteiro com etapas orientadoras para a execução da proposta. Os resultados indicam que a experiência se mostrou relevante ao articular o processo de ensino-aprendizagem à apropriação de espaços urbanos historicamente negados às populações periféricas e de baixa renda, promovendo reflexões acerca das desigualdades sociais, da exclusão e das violências estruturais. Observou-se, ainda, que a metodologia contribuiu para a ressignificação do espaço urbano, bem como para o fortalecimento da autoestima, da cidadania e da dignidade dos adolescentes. Conclui-se que o Estudo do Meio configura-se como estratégia pedagógica dotada de competência no âmbito da socioeducação, ao potencializar aprendizagens significativas e fomentar posturas críticas diante das injustiças sociais e ambientais, reafirmando a educação como prática transformadora.</p> Thaysa Danniela Siqueira dos Santos Daniel Araujo Sombra Soares Pâmela Costa da Silva David Williams Souza Silva Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-29 2026-05-29 30 e94460 e94460 10.5902/2236499494460 A influência do ontem no hoje: a segregação socioespacial construída através da história de Fortaleza https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/92287 <p>O presente trabalho tem como objetivo analisar a construção do espaço urbano fortalezense e sua dinâmica de segregação socioespacial. A metodologia baseou-se em levantamento e revisão bibliográfica de artigos, teses e dissertações, com foco em dois períodos históricos: as secas de 1877, 1915 e 1932; e a constituição e expansão das favelas e conjuntos habitacionais nos séculos XX e XXI. Foram georreferenciadas cartografias com as localizações dos abarracamentos e campos de concentração, além da utilização de <em>shapefiles</em> dos assentamentos precários e conjuntos habitacionais da cidade. Os resultados indicam que Fortaleza se desenvolveu sob uma lógica de segregação socioespacial da população vulnerável, iniciada com o direcionamento dos refugiados das secas para áreas de confinamento. Esse processo se intensificou com a urbanização e o crescimento das periferias, habitadas por descendentes desses migrantes. Por fim, a análise revela um modelo de urbanização típico de cidades periféricas, que tende a afastar os efeitos da desigualdade para as bordas urbanas, mantendo as áreas centrais reservadas às elites econômicas e políticas.</p> Josafá Melo Nogueira Francisco Casimiro Filho Maria Inês Escobar da Costa Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-12 2026-05-12 30 e92287 e92287 10.5902/2236499492287 Dengue em Santa Catarina: perspectivas diante de um cenário complexo https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/93828 <p>A dengue tem se apresentada como um dos principais desafios no contexto da saúde pública no Brasil e no mundo. A ocorrência da doença é determinada por múltiplos fatores e a sua incidência e mortalidade têm aumentado especialmente em regiões em que outrora não ocorria, a exemplo do estado de Santa Catarina. O objetivo deste estudo foi avaliar a distribuição espaço temporal e os determinantes sociais de saúde associados à ocorrência de dengue no estado de Santa Catarina no período de 2022 até maio 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico retrospectivo e de caráter exploratório baseado em dados secundários do IBGE e do Ministério da Saúde (DataSus). Apresenta uma análise da distribuição da dengue em Santa Catarina, a partir de indicadores dos 295 municípios do estado catarinense com enfoque na incidência, perfil clínico e diagnóstico da doença. A dengue está se tornando endêmica no estado, com aumento das taxas de incidência, internações médias e óbitos, afetando principalmente indivíduos na faixa etária de 20-59 anos, sorotipo prevalente DENV1, PIB e IDHM mostraram-se positivamente associados à incidência da dengue, enquanto o esgotamento sanitário e a área territorial apresentaram associação negativa. Verificou-se maior incidência da doença nos meses que compreendem o primeiro semestre, apresentando um padrão sazonal de ocorrência. Este trabalho é de particular interesse para gestores de saúde, profissionais da área e demais pesquisadores, contribuindo para o aprimoramento das práticas de manejo e controle da dengue.</p> Gabriela Cristini Wickert Schafer Vanessa da Silva Corralo Walter Antônio Roman Junior Enrique Jorge Deschutter Isabela Valdameri Thiago André Carniel Maria Assunta Busato Junir Antonio Lutinski Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-06-25 2026-06-25 30 e93828 e93828 10.5902/2236499493828 Monitoramento da biomassa lenhosa em áreas de produção de carvão, distrito de Mabalane-Moçambique https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91211 <p class="Keywords">O distrito de Mabalane ainda possui uma quantidade considerável de recurso biológico, produzindo a maior parte do carvão vegetal que alimenta os maiores centros urbanos das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane. O monitoramento da biomassa em áreas de produção de carvão é essencial para garantir a sustentabilidade e a recuperação ambiental dessas regiões. Esse trabalho tem como objetivo aplicar índices de vegetação (IV’s) no monitoramento da biomassa lenhosa em áreas de produção de carvão vegetal no distrito de Mabalane-Moçambique. Foram utilizadas imagens de satélite Landsat 5 de 2008 e Landsat 8 de 2020, e calculados os índices de vegetação NDVI (Normalized Difference Vegetation Index), SAVI (Soil Adjusted Vegetation Index) e EVI (Enhaced Vegetation Index). No campo foram alocadas 45 parcelas de 30x30 m, e registado o DAP ≥ 2,5 cm. A biomassa foi estimada usando a equação de Sevene. Para determinar o melhor índice de vegetação (IV) para monitoramento da biomassa, foi utilizado o método de mínimos quadrados de correlação de Person, considerando a biomassa como variável dependente, e os valores de IV’s como variáveis independentes. O melhor índice foi determinado com base no maior valor de coeficiente de correlação e no coeficiente de determinação. Os resultados mostraram que a biomassa estimada variou entre 5,13 e 28,58 t/ha. Os valores de NDVI e SAVI de 2008 foram maiores, e os de EVI menores. A melhor correlação foi observada entre a biomassa estimada pela equação de Sevene e o NDVI de 2008.</p> Idolgy Ribeiro dos Santos Mabunda Laurindo António Guasselli Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-12 2026-05-12 30 e91211 e91211 10.5902/2236499491211 Uso do sensoriamento remoto na análise da superfície impermeabilizada e da cobertura vegetal em Porto Alegre/RS https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/92838 <p>A cidade é formada por processos simultâneos, dificultando a análise dos problemas urbanos. O sensoriamento remoto oferece ferramentas para diagnosticar o uso e a ocupação da superfície, por meio de imagens de satélite. A área de estudo deste trabalho é Porto Alegre/RS, e foram utilizados os índices NDVI e SAVI, que indicam a cobertura vegetal, e o ENDISI, que representa a impermeabilidade do solo. Foram analisadas 13 imagens Sentinel-2, de 2017 a 2023, nas estações de inverno e verão. As imagens passaram pelas seguintes análises estatísticas: teste de Kolmogorov-Smirnov, ANOVA, teste de médias de Tukey e correlação de Pearson. Observou-se que a cobertura vegetal aumenta com o afastamento das vias principais da cidade, sendo o SAVI o menos afetado por sombras. O ENDISI identificou áreas permeáveis cercadas por superfícies impermeáveis. As zonas centrais dos bairros apresentaram baixa densidade de vegetação e alta impermeabilização. NDVI e SAVI mostraram forte, significativa e direta correlação, enquanto o ENDISI teve correlação inversa, moderada e significativa. Também foi identificada relação entre maior valor do metro quadrado de venda dos imóveis e o aumento da impermeabilização do, e redução da vegetação. A análise integrada dos índices mostrou-se eficaz para estudar o ambiente urbano, considerando a sazonalidade das imagens.</p> Guilherme Rodrigues Camargo Sabrina Letícia Couto da Silva Luiz Felipe Velho Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-06-25 2026-06-25 30 e92838 e92838 10.5902/2236499492838 Índice de vulnerabilidade dos aquíferos da Folha de Camobi https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/89167 <p>O fortalecimento do polo universitário na região central do estado promoveu a expansão urbana, intensificando a demanda sobre os recursos hídricos subterrâneos e ampliando o risco potencial de contaminação dos aquíferos. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar a vulnerabilidade à contaminação dos aquíferos na área da Folha de Camobi (RS), por meio da metodologia GOD (Groundwater Overall Depth). O método integrou informações relativas ao tipo de aquífero (G), à litologia da zona não saturada (O) e à profundidade do nível freático (D), com base em mapas hidrogeológicos e dados técnicos de poços tubulares cadastrados no SIAGAS e validados pelo GWDBRAZIL (2025), processados no software QGIS. Na área de estudo, foram identificados 201 poços tubulares, dos quais 61 atenderam aos critérios de validação, abrangendo aquíferos livres, semiconfinados e confinados. Os resultados indicam a predominância de classes de vulnerabilidade insignificante à baixa na porção norte da Folha de Camobi, associadas principalmente a aquíferos confinados e semiconfinados, caracterizados por maior profundidade do nível freático e maior proteção natural. As classes de vulnerabilidade média ocorrem com maior expressão nas porções central e sul da área, relacionadas a unidades geológicas de permeabilidade intermediária. As áreas de vulnerabilidade alta a extrema, embora pontuais, concentram-se principalmente no município de Santa Maria, em regiões próximas às redes de drenagens e em áreas urbanizadas. Essas zonas estão associadas a aquíferos livres, depósitos aluvionares, arenitos das Formações Botucatu e Caturrita e zonas fraturadas da Formação Serra Geral, onde a reduzida profundidade do nível estático intensifica a suscetibilidade à contaminação. O mapa de vulnerabilidade gerado constitui um importante instrumento para o planejamento territorial e a gestão dos recursos hídricos subterrâneos, subsidiando ações de monitoramento e proteção dos aquíferos em escala municipal.</p> Juliane dos Santos Pinto Andréa Valli Nummer Rinaldo José Barbosa Pinheiro Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-29 2026-05-29 30 e89167 e89167 10.5902/2236499489167 Caracterização Geoambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Verde, Mato Grosso do Sul (Brasil) https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91694 <p>Neste estudo, é feita a caracterização geoambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Verde, Mato Grosso do Sul, Brasil, com objetivo de avaliar suas condições ambientais e dar subsídios a partir dos dados gerados, ao planejamento territorial. A escolha do recorte espacial justifica-se principalmente pelo avanço da silvicultura de eucalipto na região, atividade que pode comprometer sua função de corredor ecológico entre o Rio Paraná e o Pantanal. Os dados geoespaciais utilizados foram obtidos no USGS (2020), CPRM (2006), IBGE (2021) e MapBiomas - coleção 9 (2024), e os softwares empregados na análise foram ArcGIS Pro e QGIS 3.22. Os resultados, revelaram um ambiente frágil naturalmente, com solos arenosos suscetíveis à erosão (Neossolos Quartzarênicos) e vulneráveis a arenização devido às práticas agrícolas intensivas que não consideram a aptidão agrícola; além da perda de 66,49% da vegetação original. As mudanças no uso da terra alteraram os ecossistemas terrestres e aquáticos da região, e confirmaram que a alta pressão antrópica (monoculturas, hidrelétricas, práticas de manejo inadequadas) sobre os recursos naturais potencializam os conflitos socioambientais, aumentando a vulnerabilidade das comunidades inserida na bacia hidrográfica.</p> Ilciléia dos Santos Silva Viviane Capoane Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-29 2026-05-29 30 e91694 e91694 10.5902/2236499491694 Disposição de resíduos sólidos e seus impactos na qualidade das águas superficiais https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91527 <p>A disposição do lixo pode contaminar as águas superficiais do entorno. Neste trabalho, foram analisados parâmetros físico-químicos, microbiológicos (<em>Escherichia coli</em> e coliformes totais) e toxicológicos (teste de <em>Allium cepa</em>) de amostras de água coletadas em mananciais a montante e a jusante de cinco lixões e de cinco aterros sanitários do Brasil Central, totalizando 20 pontos de coleta. Os parâmetros avaliados foram associados com o uso e ocupação do solo das microbacias próximas aos pontos de coleta. A análise físico-química mostrou que a maioria dos pontos estudados apresentam valores fora dos permitidos pela legislação brasileira. A análise microbiológica mostrou contaminação com coliformes totais e <em>E. coli</em> em todos os pontos de coleta. A análise toxicológica revelou potencial tóxico das águas superficiais dos pontos de coleta próximos aos cinco aterros sanitários avaliados e a dois lixões dos cinco avaliados. A combinação dos parâmetros analisados revelou ausência de diferenças significativas entre as áreas de lixões e aterros sanitários, e entre águas a montante e a jusante dos depósitos de resíduos sólidos. A associação com o uso do solo mostrou que a urbanização contribui mais para a piora da qualidade das águas superficiais do que isoladamente a presença dos lixões/aterros sanitários. Dessa forma, políticas públicas precisam ser elaboradas para propiciar o crescimento controlado das cidades e o monitoramento constante da qualidade das águas superficiais urbanas.</p> Rodrigo da Costa Andrade Elisa Flávia Luiz Cardoso Bailão Luciane Madureira de Almeida Jéssica Rodrigues Silveira Poliana Nascimento Arruda Francyelli Mello-Andrade Alessandra Marques Cardoso Carlos de Melo e Silva Neto Leonardo Luiz Borges Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-29 2026-05-29 30 e91527 e91527 10.5902/2236499491527 História ambiental dos eventos associados às chuvas na cidade de Jacobina, Bahia https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/92109 <p>A presente pesquisa teve como objetivo analisar e identificar/catalogar a ocorrência dos eventos associados às chuvas na cidade de Jacobina, Bahia, por meio da análise de jornais dos séculos XX e XXI. Este trabalho parte de uma pesquisa de iniciação científica realizada no ano de 2023. O estudo sobre a história desses eventos ao longo do tempo em Jacobina, Bahia é importante, pois, nos leva a entender como esses fenômenos impactaram a cidade e a população. Nesta pesquisa foi utilizada a abordagem qualitativa, a metodologia adotada envolveu pesquisa bibliográfica para conceituação teórica dos fenômenos e pesquisa documental, e os procedimentos metodológicos subdivido em 4 etapas, sendo a revisão da literatura; a análise dos jornais, seguindo da sistematização dos dados em quadro e por último a apresentação dos resultados. Os resultados demonstraram que grande parte dos danos e prejuízos ocasionados pelos fenômenos decorrentes das chuvas foram as cheias dos rios Itapicuru Mirim e Rio do Ouro, e determinadas situações de transbordamentos dos mesmos, provocando inundações e enxurradas. Deste modo, afirma-se que a problemática com relação aos fenômenos e danos ocorridos, partiram e ainda partem de um planejamento e ordenamento territorial e política pública socioambiental incipiente para lidar com eventos dessa natureza.</p> Edileide Santos Farias Marcos Paulo Souza Novais Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-12 2026-05-12 30 e92109 e92109 10.5902/2236499492109 Relações entre nível de tecnologia e nível de sustentabilidade: uma análise em agroecossistemas familiares do Amazonas - Brasil https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/89498 <p>A agricultura familiar na Amazônia tem importância socioeconômica e ambiental. O uso de tecnologias nesse sistema procura conciliar a renda com a manutenção dos recursos naturais. O objetivo desse estudo foi analisar a relação entre os níveis de sustentabilidade e níveis tecnológicos em agroecossistemas familiares de Novo Remanso (Itacoatiara -AM). Os dados foram coletados por meio de entrevistas aos agricultores. O nível tecnológico foi determinado de acordo com a metodologia de Miranda (2001) e o nível de sustentabilidade foi determinado pelo método MESMIS. O nível de sustentabilidade apresentou condição regular e as tecnologias mais impactantes negativamente foram: máquinas, equipamentos e ferramentas, seleção de mudas e tratos culturais. Não foram observadas correlações significativas entre os níveis de sustentabilidade e níveis tecnológicos (p&gt;0,05) na análise quantitativa. Entretanto, a análise qualitativa evidenciou que as tecnologias de nível intermediário na produção do abacaxi devem ser conciliadas a práticas mais sustentáveis.</p> Silvia Tavares Maia Tiago Viana da Costa Franciama Souza da Costa Henrique dos Santos Pereira Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0 2026-05-12 2026-05-12 30 e89498 e89498 10.5902/2236499489498