https://periodicos.ufsm.br/geografia/issue/feed Geografia Ensino & Pesquisa 2026-05-29T11:08:40-03:00 Carina Petsch geografiaensinoepesquisa@ufsm.br Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">A revista <strong>Geografia Ensino &amp; Pesquisa, </strong>é um periódico mantido pelo Departamento de Geociências e pelo Programa de Pós-Graduação em Geografia e Geociências - PPGGEO da Universidade Federal de Santa Maria, com objetivo de publicar Artigos originais na área de Geografia, visando abrir espaço para a divulgação científica e o debate qualificado dentro da ciência Geográfica. Para tanto, a revista aceita contribuições originais dentro de quatro grandes linhas temáticas: <em>Geoinformação e Sensoriamento Remoto; Meio Ambiente, Paisagem e Qualidade Ambiental; Produção do espaço e Dinâmica Regional; Geografia e Educação.</em></p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 2236-4994 | Qualis/CAPES (2021-2024) = A2</strong></p> https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91694 Caracterização Geoambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Verde, Mato Grosso do Sul (Brasil) 2026-05-29T11:08:37-03:00 Ilciléia dos Santos Silva ilcileia-santos@hotmail.com Viviane Capoane viviane.capoane@uems.br <p>Neste estudo, é feita a caracterização geoambiental da Bacia Hidrográfica do Rio Verde, Mato Grosso do Sul, Brasil, com objetivo de avaliar suas condições ambientais e dar subsídios a partir dos dados gerados, ao planejamento territorial. A escolha do recorte espacial justifica-se principalmente pelo avanço da silvicultura de eucalipto na região, atividade que pode comprometer sua função de corredor ecológico entre o Rio Paraná e o Pantanal. Os dados geoespaciais utilizados foram obtidos no USGS (2020), CPRM (2006), IBGE (2021) e MapBiomas - coleção 9 (2024), e os softwares empregados na análise foram ArcGIS Pro e QGIS 3.22. Os resultados, revelaram um ambiente frágil naturalmente, com solos arenosos suscetíveis à erosão (Neossolos Quartzarênicos) e vulneráveis a arenização devido às práticas agrícolas intensivas que não consideram a aptidão agrícola; além da perda de 66,49% da vegetação original. As mudanças no uso da terra alteraram os ecossistemas terrestres e aquáticos da região, e confirmaram que a alta pressão antrópica (monoculturas, hidrelétricas, práticas de manejo inadequadas) sobre os recursos naturais potencializam os conflitos socioambientais, aumentando a vulnerabilidade das comunidades inserida na bacia hidrográfica.</p> 2026-05-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91527 Disposição de resíduos sólidos e seus impactos na qualidade das águas superficiais 2026-05-29T11:08:39-03:00 Rodrigo da Costa Andrade rodrigoandrade15@hotmail.com Elisa Flávia Luiz Cardoso Bailão elisa.flavia@ueg.br Luciane Madureira de Almeida luciane.almeida@ueg.br Jéssica Rodrigues Silveira engjessicarodriguessilveira@gmail.com Poliana Nascimento Arruda arrudaifg@hotmail.com Francyelli Mello-Andrade francyelli.andrade@ifg.edu.br Alessandra Marques Cardoso alemarques5@yahoo.com.br Carlos de Melo e Silva Neto carloskoa@gmail.com Leonardo Luiz Borges leonardo.borges@ueg.br <p>A disposição do lixo pode contaminar as águas superficiais do entorno. Neste trabalho, foram analisados parâmetros físico-químicos, microbiológicos (<em>Escherichia coli</em> e coliformes totais) e toxicológicos (teste de <em>Allium cepa</em>) de amostras de água coletadas em mananciais a montante e a jusante de cinco lixões e de cinco aterros sanitários do Brasil Central, totalizando 20 pontos de coleta. Os parâmetros avaliados foram associados com o uso e ocupação do solo das microbacias próximas aos pontos de coleta. A análise físico-química mostrou que a maioria dos pontos estudados apresentam valores fora dos permitidos pela legislação brasileira. A análise microbiológica mostrou contaminação com coliformes totais e <em>E. coli</em> em todos os pontos de coleta. A análise toxicológica revelou potencial tóxico das águas superficiais dos pontos de coleta próximos aos cinco aterros sanitários avaliados e a dois lixões dos cinco avaliados. A combinação dos parâmetros analisados revelou ausência de diferenças significativas entre as áreas de lixões e aterros sanitários, e entre águas a montante e a jusante dos depósitos de resíduos sólidos. A associação com o uso do solo mostrou que a urbanização contribui mais para a piora da qualidade das águas superficiais do que isoladamente a presença dos lixões/aterros sanitários. Dessa forma, políticas públicas precisam ser elaboradas para propiciar o crescimento controlado das cidades e o monitoramento constante da qualidade das águas superficiais urbanas.</p> 2026-05-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/92109 História ambiental dos eventos associados às chuvas na cidade de Jacobina, Bahia 2026-05-12T10:31:10-03:00 Edileide Santos Farias ediuneb4@gmail.com Marcos Paulo Souza Novais mnovais@uneb.br <p>A presente pesquisa teve como objetivo analisar e identificar/catalogar a ocorrência dos eventos associados às chuvas na cidade de Jacobina, Bahia, por meio da análise de jornais dos séculos XX e XXI. Este trabalho parte de uma pesquisa de iniciação científica realizada no ano de 2023. O estudo sobre a história desses eventos ao longo do tempo em Jacobina, Bahia é importante, pois, nos leva a entender como esses fenômenos impactaram a cidade e a população. Nesta pesquisa foi utilizada a abordagem qualitativa, a metodologia adotada envolveu pesquisa bibliográfica para conceituação teórica dos fenômenos e pesquisa documental, e os procedimentos metodológicos subdivido em 4 etapas, sendo a revisão da literatura; a análise dos jornais, seguindo da sistematização dos dados em quadro e por último a apresentação dos resultados. Os resultados demonstraram que grande parte dos danos e prejuízos ocasionados pelos fenômenos decorrentes das chuvas foram as cheias dos rios Itapicuru Mirim e Rio do Ouro, e determinadas situações de transbordamentos dos mesmos, provocando inundações e enxurradas. Deste modo, afirma-se que a problemática com relação aos fenômenos e danos ocorridos, partiram e ainda partem de um planejamento e ordenamento territorial e política pública socioambiental incipiente para lidar com eventos dessa natureza.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/89498 Relações entre nível de tecnologia e nível de sustentabilidade: uma análise em agroecossistemas familiares do Amazonas - Brasil 2026-05-12T10:31:22-03:00 Silvia Tavares Maia silvia.maia98@gmail.com Tiago Viana da Costa tvianadacosta@yahoo.com Franciama Souza da Costa francimaracosta@yahoo.com Henrique dos Santos Pereira hpereira@ufam.edu.br <p>A agricultura familiar na Amazônia tem importância socioeconômica e ambiental. O uso de tecnologias nesse sistema procura conciliar a renda com a manutenção dos recursos naturais. O objetivo desse estudo foi analisar a relação entre os níveis de sustentabilidade e níveis tecnológicos em agroecossistemas familiares de Novo Remanso (Itacoatiara -AM). Os dados foram coletados por meio de entrevistas aos agricultores. O nível tecnológico foi determinado de acordo com a metodologia de Miranda (2001) e o nível de sustentabilidade foi determinado pelo método MESMIS. O nível de sustentabilidade apresentou condição regular e as tecnologias mais impactantes negativamente foram: máquinas, equipamentos e ferramentas, seleção de mudas e tratos culturais. Não foram observadas correlações significativas entre os níveis de sustentabilidade e níveis tecnológicos (p&gt;0,05) na análise quantitativa. Entretanto, a análise qualitativa evidenciou que as tecnologias de nível intermediário na produção do abacaxi devem ser conciliadas a práticas mais sustentáveis.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/89167 Índice de vulnerabilidade dos aquíferos da Folha de Camobi 2026-05-29T11:08:40-03:00 Juliane dos Santos Pinto julianepintopinto@gmail.com Andréa Valli Nummer a.nummer@gmail.com Rinaldo José Barbosa Pinheiro rinaldo@ufsm.br <p>O fortalecimento do polo universitário na região central do estado promoveu a expansão urbana, intensificando a demanda sobre os recursos hídricos subterrâneos e ampliando o risco potencial de contaminação dos aquíferos. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo avaliar a vulnerabilidade à contaminação dos aquíferos na área da Folha de Camobi (RS), por meio da metodologia GOD (Groundwater Overall Depth). O método integrou informações relativas ao tipo de aquífero (G), à litologia da zona não saturada (O) e à profundidade do nível freático (D), com base em mapas hidrogeológicos e dados técnicos de poços tubulares cadastrados no SIAGAS e validados pelo GWDBRAZIL (2025), processados no software QGIS. Na área de estudo, foram identificados 201 poços tubulares, dos quais 61 atenderam aos critérios de validação, abrangendo aquíferos livres, semiconfinados e confinados. Os resultados indicam a predominância de classes de vulnerabilidade insignificante à baixa na porção norte da Folha de Camobi, associadas principalmente a aquíferos confinados e semiconfinados, caracterizados por maior profundidade do nível freático e maior proteção natural. As classes de vulnerabilidade média ocorrem com maior expressão nas porções central e sul da área, relacionadas a unidades geológicas de permeabilidade intermediária. As áreas de vulnerabilidade alta a extrema, embora pontuais, concentram-se principalmente no município de Santa Maria, em regiões próximas às redes de drenagens e em áreas urbanizadas. Essas zonas estão associadas a aquíferos livres, depósitos aluvionares, arenitos das Formações Botucatu e Caturrita e zonas fraturadas da Formação Serra Geral, onde a reduzida profundidade do nível estático intensifica a suscetibilidade à contaminação. O mapa de vulnerabilidade gerado constitui um importante instrumento para o planejamento territorial e a gestão dos recursos hídricos subterrâneos, subsidiando ações de monitoramento e proteção dos aquíferos em escala municipal.</p> 2026-05-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/92838 Uso do sensoriamento remoto na análise da superfície impermeabilizada e da cobertura vegetal em Porto Alegre/RS 2025-12-06T15:25:00-03:00 Guilherme Rodrigues Camargo guilhermerodriguescamargo@gmail.com Sabrina Letícia Couto da Silva sabrina.silva@poa.ifrs.edu.br Luiz Felipe Velho lfvelho@gmail.com <p>A cidade é formada por processos simultâneos, dificultando a análise dos problemas urbanos. O sensoriamento remoto oferece ferramentas para diagnosticar o uso e a ocupação da superfície, por meio de imagens de satélite. A área de estudo deste trabalho é Porto Alegre/RS, e foram utilizados os índices NDVI e SAVI, que indicam a cobertura vegetal, e o ENDISI, que representa a impermeabilidade do solo. Foram analisadas 13 imagens Sentinel-2, de 2017 a 2023, nas estações de inverno e verão. As imagens passaram pelas seguintes análises estatísticas: teste de Kolmogorov-Smirnov, ANOVA, teste de médias de Tukey e correlação de Pearson. Observou-se que a cobertura vegetal aumenta com o afastamento das vias principais da cidade, sendo o SAVI o menos afetado por sombras. O ENDISI identificou áreas permeáveis cercadas por superfícies impermeáveis. As zonas centrais dos bairros apresentaram baixa densidade de vegetação e alta impermeabilização. NDVI e SAVI mostraram forte, significativa e direta correlação, enquanto o ENDISI teve correlação inversa, moderada e significativa. Também foi identificada relação entre maior valor do metro quadrado de venda dos imóveis e o aumento da impermeabilização do, e redução da vegetação. A análise integrada dos índices mostrou-se eficaz para estudar o ambiente urbano, considerando a sazonalidade das imagens.</p> 2026-06-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91211 Monitoramento da biomassa lenhosa em áreas de produção de carvão, distrito de Mabalane-Moçambique 2026-05-12T10:31:21-03:00 Idolgy Ribeiro dos Santos Mabunda idolgym2001@yahoo.com.br Laurindo António Guasselli laurindo.guasselli@ufrgs.br <p class="Keywords">O distrito de Mabalane ainda possui uma quantidade considerável de recurso biológico, produzindo a maior parte do carvão vegetal que alimenta os maiores centros urbanos das províncias de Maputo, Gaza e Inhambane. O monitoramento da biomassa em áreas de produção de carvão é essencial para garantir a sustentabilidade e a recuperação ambiental dessas regiões. Esse trabalho tem como objetivo aplicar índices de vegetação (IV’s) no monitoramento da biomassa lenhosa em áreas de produção de carvão vegetal no distrito de Mabalane-Moçambique. Foram utilizadas imagens de satélite Landsat 5 de 2008 e Landsat 8 de 2020, e calculados os índices de vegetação NDVI (Normalized Difference Vegetation Index), SAVI (Soil Adjusted Vegetation Index) e EVI (Enhaced Vegetation Index). No campo foram alocadas 45 parcelas de 30x30 m, e registado o DAP ≥ 2,5 cm. A biomassa foi estimada usando a equação de Sevene. Para determinar o melhor índice de vegetação (IV) para monitoramento da biomassa, foi utilizado o método de mínimos quadrados de correlação de Person, considerando a biomassa como variável dependente, e os valores de IV’s como variáveis independentes. O melhor índice foi determinado com base no maior valor de coeficiente de correlação e no coeficiente de determinação. Os resultados mostraram que a biomassa estimada variou entre 5,13 e 28,58 t/ha. Os valores de NDVI e SAVI de 2008 foram maiores, e os de EVI menores. A melhor correlação foi observada entre a biomassa estimada pela equação de Sevene e o NDVI de 2008.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/94144 A máquina neoliberal e o corpo docente: doenças visíveis e sofrimentos invisíveis no pós-COVID 2026-05-29T11:08:33-03:00 Léia Aparecida Veiga leia.veiga@unila.edu.br Marcelo Augusto Rocha marcelo.rocha@unila.edu.br Taynara Arruda Santos taynaraarrudasantos14@gmail.com <p>O estudo analisa como um arranjo de políticas educacionais neoliberais (BNCC, reforma do ensino médio e sua revisão, plataformização, EAD/hibridização, financiamento com condicionalidades, PNLD digital e experiências cívico-militares) reconfigurou a escola pública, o trabalho docente agravando a saúde de professores no processo entre 2016 e 2025. Combinando revisão de literatura crítica e análise documental de atos normativos federais, sistematizou-se marcos normativos e seus efeitos concretos em quadros analíticos, com recorte ilustrativo no Paraná. Os resultados indicam a consolidação de uma “máquina” de regulação: padronização curricular por competências, intensificação do controle por indicadores e plataformas, e desprofissionalização docente que vem provocando o mal-estar/adoecimento dos professores no pós-pandemia. Ajustes recentes (novas DCNs para formação inicial; reequilíbrios no ensino médio) abrem frestas institucionais, mas não alteram a racionalidade predominante. Ao final, aponta-se implicações e recomendações, como: recentrar o conhecimento escolar como bem cultural; reprofissionalizar a docência com carreira, condições e autonomia; reconfigurar a avaliação para fins diagnósticos; regular a plataformização com governança pública e proteção de dados; e fortalecer a gestão democrática. Conclui-se pela urgência de recompor condições de trabalho e de uma educação humanizada, condição para qualificar aprendizagens e preservar a dignidade profissional.</p> 2026-05-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/93117 Raciocínio geográfico em sala de aula: práticas investigativas no ensino fundamental 2026-05-29T11:08:35-03:00 Mikcael Paes Negrão mikcaelnegrao43@gmail.com Carolina Machado Rocha Busch Pereira carolinamachado@uft.edu.br Sonia Maria Vanzella Castellar smvc@usp.br Rosane Balsan rosanebalsan@uft.edu.br <p>O artigo apresenta resultados da pesquisa realizada sobre o desenvolvimento do raciocínio geográfico em turmas do 9º ano do Ensino Fundamental, nas aulas de Geografia com base nas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). A pesquisa foi estruturada em duas etapas: a primeira contemplou os fundamentos teóricos e metodológicos necessários à construção do raciocínio geográfico, abordando o pensamento espacial como conteúdo procedimental e a mobilização de categorias e princípios da Geografia; a segunda parte apresenta os resultados da aplicação de uma sequência didática em uma escola pública do Tocantins. A metodologia adotada é qualitativa e exploratória, com base em revisão bibliográfica e intervenção pedagógica. Os dados revelam que os estudantes demonstram avanços significativos na leitura e representação do espaço, embora ainda existem desafios relacionados à alfabetização cartográfica e articulação entre escalas e conceitos espaciais. Os resultados apontam que a implementação de práticas didáticas, fundamentadas teoricamente e contextualizadas à realidade dos estudantes, pode favorecer o desenvolvimento de competências espaciais e ampliar o potencial formativo do ensino de Geografia na educação básica com vistas ao desenvolvimento do raciocínio geográfico.</p> 2026-05-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91742 A questão escalar no ensino de Geografia 2026-05-12T10:31:19-03:00 José Vitor Rossi Souza jose.rossi@unesp.br Denis Richter drichter78@ufg.br <p>O artigo, de natureza teórico-conceitual, analisa como a escala geográfica pode ser compreendida e trabalhada no ensino de Geografia a partir de um diálogo entre os aportes científicos e as dificuldades enfrentadas no campo didático-pedagógico. Há uma defesa sobre como pensar geograficamente é pensar por meio das escalas e que isso não ocorre sem que haja um trabalho sistemático com esse conceito na escolarização formal. São analisados cinco desafios relacionados à escala no ensino de Geografia: a “prisão da representação” na abordagem das escalas geográficas; a necessidade de superação da concepção de escala como apenas um conteúdo do currículo escolar; a efetivação de uma análise multiescalar e a superação da ideia de círculos concêntricos; a complexidade da construção conceitual; e a mobilização da escala geográfica nas situações-problema. A partir desses desafios são feitas algumas indicações e reflexões para contribuir com a formação e atuação dos professores de Geografia.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/92897 O cinema como recurso didático não convencional: uma análise a partir de livros didáticos de Geografia 2025-12-28T07:36:15-03:00 Ádila Eloisa Penha Lima adilaeloisa@gmail.com Bartira Araújo da Silva Viana bartira.araujo@ufpi.edu.br <p>Esta pesquisa teve como objetivo analisar uma coleção didática de Geografia dos Anos Finais do Ensino Fundamental, com foco no cinema e nas contribuições desse recurso para a aprendizagem. A metodologia adotada consistiu na abordagem qualitativa de caráter descritivo e documental, com procedimentos da Análise de Conteúdo. Por sua vez, as discussões dos resultados partiram de levantamento bibliográfico em artigos científicos, em dissertações e em livros sobre a temática. Os resultados indicaram, portanto, a presença expressiva de filmes e de documentários na coleção analisada, evidenciando uma alternativa em potencial para articular temas e conteúdos. Entretanto, foram identificadas lacunas na forma como esses materiais são apresentados, o que pode desestimular e/ou dificultar a organização de aulas de Geografia. As discussões favoreceram, assim, a compreensão de que, para ser utilizado e alcançar a formação do pensamento geográfico, o cinema necessita de planejamento adequado, o que reafirma a importância de o professor conhecer, com profundidade, as especificidades técnicas e artísticas dos filmes e/ou documentários com os quais busca trabalhar.</p> 2026-06-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/94460 A roteirização do Estudo do Meio como ferramenta pedagógica para o ensino de geografia na socioeducação 2026-05-29T11:08:31-03:00 Thaysa Danniela Siqueira dos Santos santosthaysa274@gmail.com Daniel Araujo Sombra Soares dsombra@ufpa.br Pâmela Costa da Silva pamelageografia@hotmail.com David Williams Souza Silva williamsdavi4@gmail.com <p>O presente artigo analisa a aplicação do Estudo do Meio como metodologia ativa no ensino de geografia em contextos de medidas socioeducativas destinadas a adolescentes em privação de liberdade. A proposta foi desenvolvida por meio de aulas de campo realizadas em diferentes espaços da Região Metropolitana de Belém. Para o desenvolvimento da pesquisa, realizou-se levantamento bibliográfico com o objetivo de dialogar com autores que discutem o ensino de geografia e o Estudo do Meio, culminando na elaboração de um roteiro com etapas orientadoras para a execução da proposta. Os resultados indicam que a experiência se mostrou relevante ao articular o processo de ensino-aprendizagem à apropriação de espaços urbanos historicamente negados às populações periféricas e de baixa renda, promovendo reflexões acerca das desigualdades sociais, da exclusão e das violências estruturais. Observou-se, ainda, que a metodologia contribuiu para a ressignificação do espaço urbano, bem como para o fortalecimento da autoestima, da cidadania e da dignidade dos adolescentes. Conclui-se que o Estudo do Meio configura-se como estratégia pedagógica dotada de competência no âmbito da socioeducação, ao potencializar aprendizagens significativas e fomentar posturas críticas diante das injustiças sociais e ambientais, reafirmando a educação como prática transformadora.</p> 2026-05-29T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91618 O entre-lugar formação-profissão: desafios e caminhos para a construção do conhecimento profissional e da colegialidade docente em Geografia 2026-05-12T10:31:20-03:00 Leonardo Pinto dos Santos leonardoufsm@hotmail.com Roselane Zordan Costella professoracostella@gmail.com Victória Sabbado Menezes victoriasabbado@gmail.com <p>O artigo tem o intuito de analisar o período entre-dois de professores de Geografia, isto é, a passagem da formação para a profissão. Trata-se de compreender as concepções dos participantes da pesquisa acerca deste entre-lugar que corresponde ao término da licenciatura e o início da atuação profissional, visto que este período é decisivo no processo de construção da identidade docente ao influir nos modos de ser, estar e fazer do professor na sequência de sua carreira. Essa análise foi desenvolvida a partir dos conceitos de conhecimento profissional e de colegialidade docente enquanto principais lentes teóricas que direcionam as considerações explicitadas. Realizou-se uma pesquisa teórica por meio de revisão bibliográfica concernente à formação de professores de Geografia, bem como uma pesquisa de campo mediante entrevistas semi-estruturadas com seis professores de Geografia da rede pública da região metropolitana de Porto Alegre/RS. Constatou-se que os mesmos manifestam descontentamento com a formação para a prática profissional docente, ao apontarem que falta sentirem-se professores, reconhecerem-se como profissionais da docência e afirmarem sua posição na sociedade, o que evidencia a necessidade de repensar a formação de professores de Geografia, de maneira a fortalecer o conhecimento profissional e a colegialidade docente no período entre-dois.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/91796 Desenvolvimento de um instrumento lúdico-didático para a discussão de problemas socioambientais e a valorização do patrimônio histórico-cultural local: “Bairro em Jogo” em Barcarena (Pará, Brasil) 2026-05-12T10:31:17-03:00 Daniel Borini Alves daniel_borini@uvanet.br Wanderson Carvalho da Silva wandersoncarvalho@uepa.br Karina da Silva Cruz karina.dscruz@aluno.uepa.br Jaqueline de Lima Sales jaqueline.dlsales@aluno.uepa.br <p>O uso de instrumentos lúdico-didáticos se configura como uma valiosa alternativa para o desenvolvimento de ações de ensino-aprendizagem voltadas a educação ambiental, estimulando o ensino de forma mais atrativa e criativa e contribuindo diretamente com o desenvolvimento cognitivo dos alunos. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo o desenvolvimento de um jogo voltado para a discussão de problemas socioambientais e a valorização do patrimônio histórico-cultural local da cidade de Barcarena (Pará, Brasil), que sirva de subsídio para ações de ensino e aprendizagem. Para isso, trabalhou-se em uma adaptação de um jogo de tabuleiro denominado “Bairro em Jogo” (ALVES; FIGUEIRÓ, 2010), que discute problemáticas socioambientais da localidade dos alunos através de desafios em forma de situações-problemas locais. Inicialmente foi feita a identificação e localização de conflitos socioambientais existentes sobre diferentes localidades da cidade de Barcarena-PA, os quais foram transformados em situações-problema a serem resolvidas pelos alunos dentro da trama lúdico-didática, sempre na busca de soluções que gerem maior qualidade de vida (QV), que é a “moeda” do jogo a ser acumulada. Os resultados obtidos incluíram a produção de 33 situações-problema, sendo 20 classificadas como conflitos socioambientais e/ou de infraestrutura da cidade, 5 como questões de valorização do patrimônio histórico-cultural local e 8 como “jogo-rápido”, que envolvem particularidades ou curiosidades lúdicas de determinados pontos da cidade. A experiência de aplicação do jogo indicou seu potencial de promoção de discussões do contexto vivido pelos alunos, contribuindo com o desenvolvimento de um olhar crítico e propositivo perante as possíveis soluções ou formas de amenizar tais problemáticas socioambientais.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/93061 Alfabetização científica no ensino de Geografia: interrelações entre cibercultura, multiletramentos e práticas pedagógicas contemporâneas 2025-10-30T15:29:14-03:00 Lucas Ayub de Medeiros lucas.ayub@unifesp.br Jerusa Vilhena de Moraes jerusa.vilhena@unifesp.br Thais Maria Sperandio thaissperandio@gmail.com <p>Este artigo discute as contribuições dos conceitos de cibercultura, multiletramentos e alfabetização científica para a ressignificação das práticas pedagógicas no ensino de Geografia. Propõe-se uma reflexão teórico-conceitual sobre como essas três dimensões podem ser articuladas em propostas didáticas mais significativas e conectadas aos sujeitos contemporâneos. A análise parte do reconhecimento de que os estudantes da atualidade operam em lógicas comunicacionais e cognitivas próprias da cultura digital, exigindo da escola práticas mais dialógicas, interativas e contextualizadas. Discute-se, assim, o papel dos multiletramentos na formação de leitores ubíquos e o potencial da alfabetização científica em Geografia como eixo articulador de um ensino crítico, ético e cidadão. Defende-se que o uso de metodologias ativas, como a Aprendizagem Baseada na Resolução de Problemas (ABRP), aliado ao uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação, pode favorecer a construção de saberes geográficos mais alinhados aos desafios do presente.</p> 2026-06-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/92287 A influência do ontem no hoje: a segregação socioespacial construída através da história de Fortaleza 2026-05-12T10:31:04-03:00 Josafá Melo Nogueira josafamelo.jm@gmail.com Francisco Casimiro Filho casimiro@ufc.br Maria Inês Escobar da Costa escobar@ufc.br <p>O presente trabalho tem como objetivo analisar a construção do espaço urbano fortalezense e sua dinâmica de segregação socioespacial. A metodologia baseou-se em levantamento e revisão bibliográfica de artigos, teses e dissertações, com foco em dois períodos históricos: as secas de 1877, 1915 e 1932; e a constituição e expansão das favelas e conjuntos habitacionais nos séculos XX e XXI. Foram georreferenciadas cartografias com as localizações dos abarracamentos e campos de concentração, além da utilização de <em>shapefiles</em> dos assentamentos precários e conjuntos habitacionais da cidade. Os resultados indicam que Fortaleza se desenvolveu sob uma lógica de segregação socioespacial da população vulnerável, iniciada com o direcionamento dos refugiados das secas para áreas de confinamento. Esse processo se intensificou com a urbanização e o crescimento das periferias, habitadas por descendentes desses migrantes. Por fim, a análise revela um modelo de urbanização típico de cidades periféricas, que tende a afastar os efeitos da desigualdade para as bordas urbanas, mantendo as áreas centrais reservadas às elites econômicas e políticas.</p> 2026-05-12T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa https://periodicos.ufsm.br/geografia/article/view/93828 Dengue em Santa Catarina: perspectivas diante de um cenário complexo 2026-02-23T13:46:28-03:00 Gabriela Cristini Wickert Schafer gabibela@unochapeco.edu.br Vanessa da Silva Corralo vcorralo@unochapeco.edu.br Walter Antônio Roman Junior romanwa@unochapeco.edu.br Enrique Jorge Deschutter jorgedeschu@hotmail.com Isabela Valdameri isavaldameri@gmail.com Thiago André Carniel thiago.carniel@unochapeco.edu.br Maria Assunta Busato assunta@unochapeco.edu.br Junir Antonio Lutinski junir@unochapeco.edu.br <p>A dengue tem se apresentada como um dos principais desafios no contexto da saúde pública no Brasil e no mundo. A ocorrência da doença é determinada por múltiplos fatores e a sua incidência e mortalidade têm aumentado especialmente em regiões em que outrora não ocorria, a exemplo do estado de Santa Catarina. O objetivo deste estudo foi avaliar a distribuição espaço temporal e os determinantes sociais de saúde associados à ocorrência de dengue no estado de Santa Catarina no período de 2022 até maio 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico retrospectivo e de caráter exploratório baseado em dados secundários do IBGE e do Ministério da Saúde (DataSus). Apresenta uma análise da distribuição da dengue em Santa Catarina, a partir de indicadores dos 295 municípios do estado catarinense com enfoque na incidência, perfil clínico e diagnóstico da doença. A dengue está se tornando endêmica no estado, com aumento das taxas de incidência, internações médias e óbitos, afetando principalmente indivíduos na faixa etária de 20-59 anos, sorotipo prevalente DENV1, PIB e IDHM mostraram-se positivamente associados à incidência da dengue, enquanto o esgotamento sanitário e a área territorial apresentaram associação negativa. Verificou-se maior incidência da doença nos meses que compreendem o primeiro semestre, apresentando um padrão sazonal de ocorrência. Este trabalho é de particular interesse para gestores de saúde, profissionais da área e demais pesquisadores, contribuindo para o aprimoramento das práticas de manejo e controle da dengue.</p> 2026-06-25T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa