The neoliberal machine and the faculty: visible illnesses and invisible suffering in the post-COVID
DOI:
https://doi.org/10.5902/2236499494144Keywords:
Teacher health, Educational policy, Neoliberalism, Teaching work, Education , Society projectAbstract
The study analyzes how the set of neoliberal educational policies (BNCC, high school reform and its revision, platformization, distance learning/hybridization, conditional financing, digital PNLD, and civic-military experiences) reconfigured public schools and teaching work, worsening teachers’ health in the process between 2016 and 2025. Combining a critical literature review and documentary analysis of federal normative acts, normative frameworks and their concrete effects were systematized in analytical frameworks, with an illustrative focus on Paraná. The results indicate the consolidation of a regulatory “machine”: curricular standardization by competencies, intensified monitoring through indicators and platforms, and teacher deprofessionalization that has been causing teacher malaise and illness in the post-pandemic era. Recent adjustments (new National Curricular Guidelines for initial training; rebalancing in secondary education) open institutional cracks but do not alter the prevailing rationale. Finally, implications and recommendations are highlighted, such as: refocusing school knowledge as a cultural asset; reprofessionalizing teaching with a career, conditions, and autonomy; reconfiguring assessment for diagnostic purposes; regulating platformization with public governance and data protection; and strengthening democratic management. The conclusion is that it is urgent to restore working conditions and a humanized education, a prerequisite for improving learning and preserving professional dignity.
Downloads
References
ABREU, R. M. A. A profissionalização docente e os desafios na contemporaneidade. Artífices, Salvador, v. 1, n. 1, p. 152-176, 2020.
Ball, Stephen J. The teacher’s soul and the terrors of performativity. Journal of Education Policy, v. 18, n. 2, p. 215-228, 2003.
BRASIL. Base Nacional Comum Curricular Brasília: Ministério da Educação, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pd Acesso em: 23 abr. 2025.
BRASIL. Medida Provisória nº 746, de 22 de setembro de 2016. Institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 23 set. 2016. Disponível em: https://www.congressonacional. leg.br/materias/medidas-provisorias/-/mpv/126992. Acesso em: abr. 2025.
BRASIL. Resolução CNE/CP nº 2, de 20 de dezembro de 2019. Define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). Brasília, DF: Ministério da Educação, 2019. Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/cne/resolucoes/resolucoes-cp-2019. Acesso em: 13 abr. 2025.
CORRÊA, Guilherme; RIGUE Fernanda Monteiro; FELTRIN, Tascieli. Formação de professores no Brasil e sua mecânica de subjetivação. Linha Mestra, nº.34, p. 65-76, jan/abr. 2018.
CORTEZ, P. A. et al. A saúde docente no trabalho: apontamentos a partir da literatura recente. Cadernos Saúde Coletiva, v. 25, n. 1, p. 113-122, 2017.v
ESTEVE, J. M. O mal-estar docente: a sala de aula e a saúde dos professores (DC Cavicchia, Trad.). Bauru: EDUSC. (Trabalho original publicado em 1997), 1999.
FISHER, Mark. Realismo capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo? Tradução de Rogério Bettoni. São Paulo: Autonomia Literária, 2020.
GATTI, BERNADETE A. (2018). Formação docente e suas implicações para a prática educativa. Perspectivas da Educação, n.12, p. 73-89.
GOMES, A. D. et al. Emoções manifestas por adolescentes escolares na pandemia COVID-19. Research, Society and development, [S. l.], v. 10, n. 3, p. e47110313179, 2021.
GUERREIRO, N. P. et al. Perfil sociodemográfico, condições e cargas de trabalho de professores da rede estadual de ensino de um município da região sul do Brasil. Trabalho, educação e saúde, v. 14, p. 197-217, 2016.
DE JESUS PEREIRA, Alexandre; NARDUCHI, Fábio; DE MIRANDA, Maria Geralda. Biopolítica e educação: os impactos da pandemia de covid-19 nas escolas públicas. Revista Augustus, v. 25, n. 51, p. 219-236, 2020.
JOYE, C. R.; MOREIRA, M. M.; ROCHA, S. S. D. Distance Education or Emergency Remote Educational Activity: in search of the missing link of school education in times of COVID-19. Research, Society and Development, [S. l.], v. 9, n. 7, p. e521974299, 2020. DOI: 10.33448/rsd-v9i7.4299.
LAVAL, Christian. A escola não é uma empresa: o neoliberalismo em ataque ao ensino público. Tradução de Mariana Echalar. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2019.
LEHER, Roberto. Da ideologia do desenvolvimento à ideologia da globalização: a educação como estratégia do Banco Mundial para alívio da pobreza. 1998. Tese (Doutorado) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 1998.
LIBÂNEO, José Carlos. Políticas educacionais no Brasil: desfiguramento da escola e do conhecimento escolar. Educação e Sociedade, Campinas, v. 31, n. 113, p. 15-39, jan./abr. 2010.
LIBÂNEO, José Carlos. A dualidade da escola pública brasileira: entre o aplauso das políticas governamentais e a contestação dos movimentos sociais. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 17, n. 51, p. 15-34, jan./abr. 2012.
LIBÂNEO, José Carlos. Políticas públicas e qualidade da educação: perspectivas críticas. Revista Retratos da Escola, Brasília, v. 8, n. 15, p. 151-168, jan./jun. 2014.
MASLACH, C.; SCHAUFELI, W. B.; LEITER, M. P. Job burnout. Annual review of psychology, v. 52, n. 1, p. 397-422, 2016.
MCKIMM, J. et al. Health Professions’ Educators’ Adaptation to Rapidly Changing Circumstances: The Ottawa 2020 Conference Experience. MedEdPublish, v. 9, n. 1, 2020.
OMS. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. “Relatório Mundial sobre a Saúde das Pessoas.” Genebra: OMS, 2018.
ORNELL, F. et al. Pandemia de medo e Covid-19: impacto na saúde mental e possíveis estratégias. Debates em psiquiatria, v. 10, n. 2, p. 12-16, 2020.
PEREIRA, H. P.; SANTOS, F. V.; MANENTI, M. A. saúde mental de docentes em tempos de pandemia: os impactos das atividades remotas. Boletim de Conjuntura (BOCA), Boa Vista, v. 3, n. 9, p. 26–32, 2020.
RODRIGUES, G. Plataformização da Educação: Percepção dos professores(as) sobre a plataformização da educação no Estado do Paraná - Parte I. Pesquisas de Opinião (IPO). julho/2023. Disponível em: https://appsindicato.org.br/wp-content/uploads/2023/08/Pesquisa_Plataformas_Parte_I.pdf Acesso em: abril de 2025.
RIBEIRO, E. G. et al. Saúde mental na perspectiva do enfrentamento à COVID-19: manejo das consequências relacionadas ao isolamento social. Revista Enfermagem e Saúde Coletiva-REVESC, v. 5, n. 1, p. 47-57, 2020.
SANTINI, J. A síndrome do esgotamento profissional: o “abandono” da carreira docente pelos professores de educação física da rede municipal de ensino de Porto Alegre. 2004. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
SANTOS, G. M. R. F. dos; SILVA, M. E. da; BELMONTE, B. do R. COVID-19: ensino remoto emergencial e saúde mental de docentes universitários. Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil, v. 21, p. 237-243, 2021.
SILVA, J. Educação e neoliberalismo: impactos e desafios na prática docente. Revista Brasileira de Educação, 22, p.45-68. 2017
SILVA, A. F. da et al. Saúde mental de docentes universitários em tempos de pandemia. Physis: Revista de Saúde Coletiva, v. 30, p. e300216, 2020.
SHIROMA E. O.; MORAES, M. C. M. de; EVANGELISTA, O. Política educacional. 4.ed. RJ: Lamparina, 2007
SOUZA, A. N., LEITE, M. de P. Condições de trabalho e suas repercussões na saúde dos professores da educação básica no Brasil. Educação e Sociedade. v. 32, p. 1105-1121, 2011.
WHO. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). COVID-19 pandemic triggers 25% increase in prevalence of anxiety and depression worldwide. Genebra: WHO, 2 mar. 2022.
XIONG, J. et al. Impact of COVID-19 pandemic on mental health in the general population: a systematic review. Journal of Affective Disorders, Amsterdam, v. 277, p. 55–64, 2020.
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2026 Geografia Ensino & Pesquisa

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.
The journal Geografia – Ensino & Pesquisa will obtain the auctorial rights for all published texts. This also implies that the text can be published anywhere in the world, including all rights on renewal, expansion and dissemination of the contribution, as well as other subsidiary rights. The author’s get permission to publish the contribution in other medias, printed or digital, may be in Portuguese or translation, since the publication is credited to Revista Geografia – Ensino & Pesquisa.The journal Geografia – Ensino & Pesquisa will obtain the auctorial rights for all published texts. This also implies that the text can be published anywhere in the world, including all rights on renewal, expansion and dissemination of the contribution, as well as other subsidiary rights. The author’s get permission to publish the contribution in other medias, printed or digital, may be in Portuguese or translation, since the publication is credited to Revista Geografia – Ensino & Pesquisa.


