Do “apaga-fogo” à construção: difundir tecnologia ou construir conhecimento? Representações sociais da Ater e da pesquisa em disputa
DOI :
https://doi.org/10.5902/2318179695372Mots-clés :
Ater, Pesquisa, Representações sociaisRésumé
Este artigo busca identificar e analisar as representações sociais de extensionistas do CRDR Caparaó e de pesquisadores do Incaper sobre os serviços de Ater e de pesquisa agropecuária. Parte-se do contexto histórico brasileiro, marcado por modelos hierarquizados de difusão e transferência de tecnologias, associados à Revolução Verde e à modernização produtivista, que atribuíram à pesquisa a geração de técnicas e à Ater a função de “transmiti-las” aos agricultores. Em contraponto, o texto discute críticas a esse paradigma, destacando limites epistemológicos e socioambientais e a tendência de tratar agricultores como receptores passivos. Considera-se, então, a reorientação proposta pela Pnater (Lei nº 12.188/2010), que defende uma Ater pública, participativa e baseada na construção compartilhada do conhecimento. Metodologicamente, o estudo é qualitativo, exploratório e de estudo de caso, com análise de conteúdo de 17 entrevistas e pesquisa documental/bibliográfica. À luz da TRS, o artigo compreende Ater e pesquisa como campos institucionais de disputas simbólicas e epistemológicas, nos quais representações orientam práticas e também se transformam.
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