Do “apaga-fogo” à construção: difundir tecnologia ou construir conhecimento? Representações sociais da Ater e da pesquisa em disputa

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DOI :

https://doi.org/10.5902/2318179695372

Mots-clés :

Ater, Pesquisa, Representações sociais

Résumé

Este artigo busca identificar e analisar as representações sociais de extensionistas do CRDR Caparaó e de pesquisadores do Incaper sobre os serviços de Ater e de pesquisa agropecuária. Parte-se do contexto histórico brasileiro, marcado por modelos hierarquizados de difusão e transferência de tecnologias, associados à Revolução Verde e à modernização produtivista, que atribuíram à pesquisa a geração de técnicas e à Ater a função de “transmiti-las” aos agricultores. Em contraponto, o texto discute críticas a esse paradigma, destacando limites epistemológicos e socioambientais e a tendência de tratar agricultores como receptores passivos. Considera-se, então, a reorientação proposta pela Pnater (Lei nº 12.188/2010), que defende uma Ater pública, participativa e baseada na construção compartilhada do conhecimento. Metodologicamente, o estudo é qualitativo, exploratório e de estudo de caso, com análise de conteúdo de 17 entrevistas e pesquisa documental/bibliográfica. À luz da TRS, o artigo compreende Ater e pesquisa como campos institucionais de disputas simbólicas e epistemológicas, nos quais representações orientam práticas e também se transformam.

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Marcelo Leles Romarco de Oliveira, a

Sou pós-doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2025), doutor em Ciências Sociais pelo CPDA da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (2007), mestre em Extensão Rural pela Universidade Federal de Viçosa (2002), especialista em História do Brasil Pós-1930 pela Universidade Federal Fluminense (2007) e em Preservação e Difusão de Estruturas e Sítios Arqueológicos a Céu Aberto pela Universidade Federal de Viçosa (2023). Graduei-me em Administração pela Universidade Federal de Lavras (1999). Sou professor desde 2011 do Departamento de Economia Rural da Universidade Federal de Viçosa e atuo como professor do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural da UFV. Coordeno o grupo de pesquisa PACAB (Grupo de Pesquisa em Conflitos Ambientais, Agricultura e Sociedade). Minha trajetória tem sido marcada pela atuação nas áreas de Sociologia, Extensão e Antropologia, no mundo rural, com ênfase em Assentamentos Rurais, Desenvolvimento Rural, Comunidades Rurais, Conflitos Ambientais, Meio Ambiente e Licenciamento Ambiental no meio socioeconômico. Atualmente, dedico-me a pesquisas junto a comunidades extrativistas na Amazônia brasileira e a comunidades impactadas pela mineração na Zona da Mata de Minas Gerais.

Túlio Luís Borges de Lima, A

Engenheiro agrônomo formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) (2006-2012), com intercâmbio na École Nationale Supérieure dAgronomie et des Industries Alimentaires, Nancy (FRANÇA), com bolsa da Capes (2008-2009); especialista em Agroecologia pelo Instituto Federal do Espírito Santo - Campus de Alegre (2012-2014) e mestre em Extensão Rural, também pela UFV (2016-2018). Durante quase 13 anos, ocupei o cargo de Agente de Extensão em Desenvolvimento Rural no Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural - Incaper, nos escritórios locais de Irupi e Iúna, municípios cafeicultores localizados na região do Caparaó capixaba, destacadamente protagonizados pela agricultura familiar. Como extensionista, por vezes pesquisador, busquei contribuir para o desenvolvimento rural de forma mais ampla, envolvendo-me em atividades com destaque para associativismo e organização social, comercialização, alimentação escolar e mercados institucionais, cafeicultura, agroecologia e produção orgânica, crédito, olericultura, saneamento e turismo rural. Atualmente sou doutorando no Programa de Extensão Rural, pela UFV e Professor do Ensino Básico e Tecnológico do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), lotado no campus Itapina, Colatina-ES.

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Publiée

2026-09-20

Numéro

Rubrique

Extensão e Comunicação Rural