ESTRUTURA DA COMUNIDADE ARBÓREA E CARACTERÍSTICAS EDÁFICAS DE UM FRAGMENTO URBANO

Vagner Santiago Vale, Glein Monteiro Araújo, Alexandre Silva de Oliveira, Jamir Afonso Prado Júnior, Lilian Cristina da Silva Santos

Resumo


No Brasil há diversos municípios com fragmentos florestais inseridos no perímetro urbano sob ameaça de degradação. A Mata do Desamparo (Araguari - MG) é uma importante formação florestal que protege nascentes existentes em um parque urbano. O objetivo desse estudo foi realizar o levantamento fitossociológico da vegetação arbórea do gradiente florestal e realizar análises de solo. Foram plotadas 25 parcelas de 20 x 20 m, dispostas em quatro blocos e amostrados todos os indivíduos arbóreos com circunferência a 1,30 m ≥ 15 cm e também coletadas amostras de solo a 0-20 cm de profundidade para análises químicas, umidade do solo e o desnível do terreno. Para averiguar se as propriedades químicas, umidade do solo e o desnível influenciaram na distribuição das espécies vegetais do fragmento florestal foi realizada a análise de correspondência canônica (CCA). A comunidade apresentou elevada riqueza (94 espécies) e número de indivíduos (1760) muito elevado em relação a outras florestas da região e adensamentos de espécies de borda e comuns de áreas abertas mesmo na região mais interiorana da floresta, o que indica que existem impactos antrópicos sobre a comunidade arbórea. A CCA demonstrou a heterogeneidade ambiental com a formação de três grupos, um formado pelas parcelas próximas ao leito do rio com maior umidade do solo e menor desnível, outro formado por parcelas com grande desnível, com predominância de espécies generalistas consideradas uma floresta estacional semidecidual e outro fortemente correlacionado com alumínio. Assim, este fragmento florestal pode ser considerado um importante relicto urbano com grande riqueza de espécies, no entanto, impactos passados influenciaram a estrutura da comunidade arbórea, que está em um estágio intermediário de sucessão.


Palavras-chave


análise de correspondência canônica; fitossociologia; mata do Desamparo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1980509830322

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