n. 9 (2012): Dossiê "Forças de opressão e estratégias de resistência na cultura contemporânea"

Capa do Dossiê n. 9 do Periódico Literatura e Autoritarismo com o título "Forças de Opressão e Estratégias de Resistência na Cultura"

O dossiê "Forças de opressão e estratégias de resistência na cultura contemporânea" foi proposto a partir de duas percepções básicas: a de que mecanismos de controle e opressão do capitalismo, embora não sejam os mesmos das experiências do mundo polarizado durante a Guerra Fria, ainda estão presentes na sociedade globalizada; e a de que as forças de resistência ainda se manifestam de forma enfática na cultura e na literatura. Nesse sentido, a heterogeneidade de objetos e enfoques abordados nos artigos que compõem este volume atesta que aquelas percepções eram acertadas e que a literatura (ainda) constitui um solo fértil para manifestar acertos e desacertos dos indivíduos diante do mundo, além de permitir a escuta, nas suas formas e intenções mais variadas, das vozes que persistem em falar, contrastar, calar, elaborar, traduzir determinado modo de sentir, pensar e viver o próprio contexto social e cultural.

Publicado: 2012-09-01

Apresentação

  • Dossiê "Forças da opressão e estratégias de resistência na cultura contemporânea"

    Alexandre Faria, Prisca Agustoni
    1-3
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75288

Artigos

  • A (im)possível resposta - Clarice Lispector e a obrigação ao testemunho

    Ettore Finazzi- Agrò
    4-15
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75287
  • Alegorias da derrota de Caio F.

    Roberto Círio Nogueira
    16-30
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75289
  • Eva Luna e Sheherazade: tecelãs do destino

    Cinara Ferreira Pavani
    15-30
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75391
  • A realidade do trauma: configurações ficcionais no romance Em câmara lenta, de Renato Tapajós

    Lucas dos Passos
    31-50
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75301
  • Intervenções na esfera pública: que tipo de pornografia desestabiliza uma recepção conservadora?

    Fernanda Pires Alvarenga Fernandes
    51-68
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75302
  • Esquecer, silenciar ou compartilhar o trauma: algumas experiências da memória traumática na cultura contemporânea

    Julia Massucheti Tomasi
    69-86
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75303
  • Desafios e desenganos intelectuais na Itália moderna

    Andrea Santurbano
    87-99
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75304
  • La métaphore contre l’opression salazariste: os últimos dias do fascismo português (1959) de Maria Archer

    Armanda Manguito Bouzy
    100-125
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75305
  • Literatura e política: forma de vida ou forma-de-vida?

    Patricia Peterle
    126-140
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75378
  • Sobre Anas e Marias (Ou Como tudo se transforma e permanece igual) Uma leitura sobre perplexidades e advertências em Hilda Hilst

    Tatiana Franca Rodrigues
    141-155
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75379
  • Memória e narração: o vivido e o simbólico recriados através da linguagem, instrumento de resistência em tempos de exceção

    Scheila Mara Batista Pereira Lopes
    156-172
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75380

Entrevista

  • “Não me chame de vítima” - Entrevista com Dina Yafasova

    Vinicius Mariano de Carvalho
    173-178
    DOI: https://doi.org/10.5902/1679849X75388