A arte de envelhecer na era moderna: uma perspectiva schopenhaueriana sobre o processo de envelhecimento e suas implicações na psicoterapia contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.5902/2179378693873Palavras-chave:
Velhice, Mortalidade, PsicoterapiaResumo
Este artigo examina o processo de envelhecimento através da perspectiva filosófica de Arthur Schopenhauer, explorando como seus conceitos fundamentais de vontade, representação e sofrimento podem oferecer insights valiosos para compreender a velhice na sociedade contemporânea. O estudo analisa a influência do pensamento schopenhaueriano na psicologia moderna e na gerontologia, com atenção especial ao trabalho de Irvin D. Yalom e sua aplicação na psicoterapia existencial. O artigo propõe uma visão mais humanizada do envelhecimento, contrastando com paradigmas etaristas predominantes, e sugere caminhos em direção a uma sociedade mais inclusiva e respeitosa com os idosos. Por meio de uma abordagem interdisciplinar que combina filosofia, psicologia e gerontologia, esta pesquisa demonstra como a sabedoria contemplativa de Schopenhauer pode transformar nossa compreensão do envelhecimento, passando do declínio para o potencial de crescimento espiritual e intelectual. Os achados sugerem que abraçar a consciência da mortalidade e desenvolver capacidades contemplativas pode levar ao que Schopenhauer denomina a arte de envelhecer - um processo de libertação da tirania do desejo e conquista de uma sabedoria mais profunda.
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