O desafio da interprofissionalidade: percepção dos profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional sobre a atuação em equipe no Rio Grande do Sul

Nathany Caleiro Marchezan, Paola Machado Maier, Bianca Gonçalves de Carrasco Bassi, Mithielle de Araújo Machado, Aline Sarturi Ponte

Resumo


Introdução: Atualmente há grande relevância de compreender a percepção sobre atuação em equipe entre os profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Objetivo: Este estudo tem por objetivo compreender a percepção dos profissionais de Fisioterapia e Terapia Ocupacional quanto à atuação em equipe. Método: Descritivo, exploratório, metodologia mista – quali-quantitativa. A coleta de dados ocorreu nos meses de maio e junho de 2018. Os dados quantitativos foram analisados descritivamente pelo software Statistica 9.1 e os qualitativos foram analisados pela Análise de Conteúdo. Resultados: Participaram deste estudo 161 profissionais formados, sendo 131 (81,4%) Fisioterapeutas e 30 (18,6%) Terapeutas Ocupacionais, credenciados ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional – CREFITO-5. Quanto ao sexo pode-se observar a predominância de profissionais do sexo feminino (142 [88,2%]), a média de idade foi de 34,03 anos, a área de atuação profissional que prevaleceu foi a Neurologia (17 [11,1%]) seguida da Geral (16 [9,5%]), a maioria dos profissionais trabalha em hospitais (23 [11,6%]), todavia não foi o único local, a maioria dos participantes atua em equipe multiprofissional (53,1%) e estão concentrados na região metropolitana do Estado do Rio Grande do Sul (62 [42,3%]). Considerações Finais: através desse estudo, observou-se a dificuldade de compreensão por parte dos profissionais em relação aos termos multiprofissional e interprofissional e de como aplicá-los na prática de atuação em equipe. Há necessidade de um ensino em saúde que propicie a formação de profissionais comprometidos com a integralidade, atores ativos no processo de melhoria da resolutividade do sistema de saúde. 


Palavras-chave


Terapia Ocupacional; Fisioterapia; Equipe de assistência ao paciente.

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DOI: https://doi.org/10.5902/2236583439690

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