https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/issue/feed Saúde (Santa Maria) 2026-06-18T09:53:21-03:00 Revista Saúde (Santa Maria) revistasaude.ufsm@gmail.com Open Journal Systems <p style="text-align: justify;">Saúde (Santa Maria) é uma revista acadêmico-científica em formato online que visa divulgar a produção científica na área da saúde. Foi criada em 1978, ISSN 0103-4499 versão impressa, passando a versão online em 2004 e ingressando no SEER em 2010. Editada e publicada pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM, RS, Brasil). A sua missão é a publicação de resultados originais de pesquisas na área da saúde abrangidos pelas seções do periódico, em português, e/ou inglês e/ou espanhol. Publicada com periodicidade de <strong>fluxo contínuo.</strong></p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 2236-5834 | Qualis/CAPES (2021-2024) = B1</strong></p> https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/article/view/69389 Perfil clínico de idosos atendidos em uma unidade básica de saúde em Minas Gerais - MG 2026-05-23T15:41:40-03:00 Mariana Donadon Caetano mariana-donadon@hotmail.com Gabriela Garcia Soares gabrielagarciasoares@gmail.com Isabela Aparecida Gonçalves Prada isaprada@outlook.com Joyce Mara Gabriel Duarte joyce.duarte@uftm.edu.br Adriana Cristina Nicolussi drinicolussi@yahoo.com.br <p>Objetivo: Identificar o perfil clínico dos idosos atendidos em uma Unidade Básica de Saúde, na região do Triângulo Sul Mineiro. Métodos: Trata-se de um estudo quantitativo, de caráter descritivo, retrospectivo, realizado em uma Unidade Básica de Saúde da macrorregião Triângulo Sul de Minas Gerais. Para a coleta de dados foi elaborado um instrumento abrangendo dados demográficos e clínicos (comorbidades) e submetido à validação aparente e de conteúdo por três juízes especialistas. Após a realização de um levantamento sobre o número de atendimentos, foi realizada uma amostragem estratificada por aleatorização. A coleta de dados ocorreu entre os meses de março e maio de 2021 e a análise dos dados foi realizada por meio de estatística descritiva, onde as variáveis categóricas e quantitativas foram analisadas empregando medidas de frequências absolutas e as relativas. Resultados: Foram analisados os 448 prontuários, cuja a maioria era de idosos do sexo feminino, que possuíam doenças crônicas não transmissíveis, e as comorbidades mais prevalentes foram a hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus e a obesidade; e os diagnósticos mais presentes eram o hipotireoidismo e a dislipidemia/ hiperlipidemia. Contudo, para cada variável avaliada, foram encontrados muitos prontuários incompletos ou com faltas de informações. Considerações finais: A falta de informação nos prontuários pode refletir em um déficit no cuidado, o que torna imprescindível a capacitação da equipe de saúde sobre o correto preenchimento, visando o planejamento da assistência de enfermagem integral e humanizada a esta população.</p> 2026-06-26T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Mariana Donadon Caetano, Gabriela Garcia Soares, Isabela Aparecida Gonçalves Prada, Joyce Mara Gabriel Duarte, Adriana Cristina Nicolussi https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/article/view/87852 Avaliação da atividade antifúngica de nanopartículas de óxido de zinco (ZnO) e dióxido de titânio (TiO2) frente a isolados clínicos de Candida spp. 2026-02-04T10:52:57-03:00 Ana Carolina Gomes Teixeira d201910979@uftm.edu.br Diego Batista Carneiro de Oliveira diego.oliveira@uftm.edu.br Marcela Fernandes da Matta marcelamatta2@hotmail.com Thais Fernanda Gonçalves Pina thaisfgpina@gmail.com Bruna da Silva Souza d201820229@uftm.edu.br Leonardo Eurípedes Andrade e Silva leonardoeuripedes@gmail.com Anielle Christine Almeida Silva aniellechristineas@gmail.com Marcos Vinícius da Silva marcos.silva@uftm.edu.br Kennio Ferreira-Paim kennio.paim@uftm.edu.br Fernanda Machado Fonseca fernanda.fonseca@uftm.edu.br <p>Objetivo: A candidemia é a infecção da corrente sanguínea causada por <em>Candida spp.</em>, um fungo oportunista. Possui altas taxas de mortalidade intra-hospitalar e representa cerca de 17% das infecções adquiridas em UTI (unidade de tratamento intensivo). Os principais fatores de risco para desenvolvimento da candidemia são a imunossupressão e internações em UTI. Atualmente, o tratamento é realizado com o uso fluconazol (classe dos azóis) e anfotericina B (polienos). Entretanto, estudos têm demonstrado que algumas cepas de <em>Candida</em> desenvolveram resistência ou tornaram-se dose dependente ao tratamento com alguns antifúngicos. Assim, a busca por métodos alternativos de tratamento se torna necessária. Métodos: Avaliar a atividade antifúngica de nanopartículas oxido de zinco (ZNO) e dióxido de titânio (TiO2) contra amostras clínicas de <em>Candida spp.</em> isoladas de pacientes internados no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM). A confirmação da espécie de <em>Candida</em> dos isolados clínicos foi realizada pelo sistema VITEK® 2 e também por cultivo em CHROMagar. A suscetibilidade antifúngica foi realizada pelo teste de microdiluição em caldo, por meio do qual foi determinada a concentração inibitória mínima (CIM) das NPs e dos antifúngicos. O efeito sinérgico foi avaliado pelo método “tabuleiro de xadrez” (checkerboard). Resultados: As espécies mais prevalentes isoladas neste estudo foram <em>Candida albicans</em>, <em>C. parapsilosis</em> e <em>C. glabrata</em> (N=8; 24,2%). De acordo com o teste de tabuleiro de xadrez, apenas a cepa referência ATCC 22019 de <em>C. parapsilosis</em> apresentou sinergismo entre TiO2 e anfotericina B (CIF de 0,245). Por outro lado, o ZnO não demonstrou atividade sinérgica quando associado ao fluconazol e à anfotericina B. Conclusão: A nanopartícula de TiO2 parece desempenhar um efeito antifúngico. Mais estudos são necessários a fim de avaliar o seu real efeito e se haveria a possibilidade de futuramente atuar como adjuvante no tratamento já existente.</p> 2026-07-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Ana Carolina Gomes Teixeira, Diego Batista Carneiro de Oliveira, Marcela Fernandes da Matta, Thais Fernanda Gonçalves Pina, Bruna da Silva Souza, Leonardo Eurípedes Andrade e Silva, Anielle Christine Almeida Silva, Marcos Vinícius da Silva, Kennio Ferreira-Paim , Fernanda Machado Fonseca https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/article/view/89630 Ação de plantas medicnais brasileiras com atividade antii-Inflamatória e cicatrizante: uma revisão integrativa 2025-09-15T16:03:42-03:00 Thalia de Oliveira thalia_ipiranga@hotmail.com Maria Helena Toni Santos mhelenatoni23@gmail.com Isadora de Jesus Mariano Lacerda jmlacerdaisadora@gmail.com Juliane Nadal Dias Swiech juliane.swiech@unicesumar.edu.br <p>Inúmeras plantas possuem propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes, contudo, muitas ainda não foram efetivamente estudadas, sendo voltadas, principalmente, à etnofarmacologia. Diante desta questão, a presente pesquisa busca efetuar o levantamento de informações acerca dos últimos estudos voltados às plantas medicinais brasileiras no âmbito do processo inflamatório e de cicatrização. Em termos metodológicos, a pesquisa é uma revisão de literatura integrativa, sendo que foi utilizada a base PubMed para o levantamento. Foram utilizados os descritores “planta medicinal AND cicatrização AND mecanismo de ação AND anti-inflamatório AND planta brasileira” nos idiomas português, inglês e espanhol. A pesquisa foi restrita aos últimos 10 anos. Foram pré-selecionados 42 artigos, sendo que destes, 20 foram submetidos a leitura total. De acordo com os critérios de inclusão, 10 artigos foram selecionados para compor o corpus final do estudo. Dentre os testes in vitro mais utilizados nos artigos para avaliar a ação terapêutica das plantas destaca-se o MTT com linhagens celulares de macrófagos e o ensaio de fator nuclear kB luciferase. Para os testes in vivo foram utilizados o edema de pata induzido por carragenina, peritonite induzida por lipopolissacarídeo, pleurisia, migração de leucócitos para a cavidade peritoneal e a inflamação induzida por cristais de urato monossódico. Todos os autores obtiveram resultados satisfatórios com os modelos testados. Os principais mediadores inibidos nos testes para avaliar a atividade anti-inflamatória da planta foram o NO, TNF-α, IL-1β, IL-4, IL-5, MCP-1 e neutrófilos. Os artigos confirmam o potencial significativo da flora brasileira na produção de novos medicamentos pertencentes à classe dos anti-inflamatórios e cicatrizantes. Mais pesquisas são necessárias para avaliar a toxicidade e segurança dos compostos avaliados.</p> 2026-06-18T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Thalia de Oliveira, Maria Helena Toni Santos, Isadora de Jesus Mariano Lacerda, Juliane Nadal Dias Swiech https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/article/view/93773 Luto paterno perinatal: sofrimento legítimo em um contexto de invisibilidade social 2026-05-29T10:49:19-03:00 André Sousa Rocha andresousarocha9@gmail.com <p>O luto perinatal paterno permanece um fenômeno invisibilizado, frequentemente silenciado pelas normas de gênero que atribuem aos homens o papel de apoio e contenção emocional. Este estudo teve como objetivo revisar a literatura nacional e internacional acerca das vivências masculinas diante da morte perinatal, compreendendo suas manifestações emocionais, sociais e culturais, bem como as estratégias de enfrentamento empregadas. Trata-se de uma revisão integrativa realizada em sete bases de dados internacionais e latino-americanas, contemplando publicações entre 2000 e 2025. Nove estudos atenderam aos critérios de inclusão, conduzidos em diferentes países e com predominância de delineamentos qualitativos. A análise temática dos achados permitiu identificar três eixos centrais: a vivência emocional e subjetiva do luto, marcada por sentimentos intensos de tristeza, impotência e culpa; a invisibilidade e deslegitimação social, em que os homens foram reconhecidos sobretudo como acompanhantes das mães, e não como sujeitos enlutados; e as estratégias de enfrentamento e busca de sentido, que incluíram silêncio, isolamento, retorno precoce ao trabalho, religiosidade e manutenção de vínculos simbólicos com o bebê. Os resultados evidenciam que o sofrimento paterno é condicionado por expectativas socioculturais que limitam sua expressão e acesso a cuidados adequados. Conclui-se que há necessidade de ampliar a produção científica sobre o tema, especialmente no Brasil, bem como de desenvolver políticas públicas e protocolos clínicos que reconheçam os homens como protagonistas legítimos no processo de luto perinatal, favorecendo a validação social da experiência e a promoção de práticas de cuidado inclusivas.</p> 2026-07-16T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 André Sousa Rocha https://periodicos.ufsm.br/revistasaude/article/view/87933 Características clínico-radiográficas, histopatológicas e modalidades terapêuticas do ameloblastoma unicístico: uma revisão integrativa de casos clínicos 2026-02-27T10:21:26-03:00 Josivaldo Bezerra Soares josivaldo.soares@academico.ufpb.br Paulo Rogério Ferreti Bonan pbonan@yahoo.com Katia Caetana Pereira katiacaetana@hotmail.com Carlos Eduardo de Oliveira Góes carlos.goes@academico.ufpb.br Victor Samuel de Almeida Lopes victor.samuel@academico.ufpb.br Danielle Araújo Izidio Carvalho de Azevedo danielle.izidio@academico.ufpb.br Yann Cecchetti Vaz Cardoso yanncvc@gmail.com Edmundo Junio Rodrigues de Almeida edmundojr007@gmail.com Bianca Gomes Teixeira bianca.bgt54@gmail.com Hélder Domiciano Dantas Martins helderdomiciano@hotmail.com <p>O ameloblastoma unicístico (AU) é um tumor odontogênico benigno com aspectos clínicos e radiográficos semelhantes a um cisto. Embora o tratamento indicado seja a enucleação, não há na literatura um consenso sobre o tratamento mais adequado. O objetivo deste trabalho é revisar as características clínico-radiológicas e histopatológicas, a fim de direcionar o o diagnóstico e o tratamento mais adequado para o AU. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura. Dentre 324 estudos identificados, apenas 17 artigos foram selecionados para a construção desta revisão, totalizando 18 casos de AU devidamente diagnosticados mediante análise histopatológica. O AU apresenta uma variedade de características clínicas, radiológicas e histopatológicas, que devem ser consideradas durante a escolha do tipo de tratamento. A partir desta revisão, nota-se que, no geral, o AU não tem predileção por sexo e acomete indivíduos mais jovens, usualmente na 1ª e 2ª década de vida. Geralmente, localiza-se na região posterior de mandíbula e causa um aumento de volume indolor. Radiograficamente, possui frequentemente aparência radiolúcida unilocular. Histologicamente, o AU se assemelha ao padrão morfogenético do órgão do esmalte, contudo, não é capaz de sintetizar a proteína matriz de esmalte. Nesse contexto, o AU é classificado em três subtipos histopatológicos de proliferação: luminal (subtipo 1), intraluminal (subtipo 2) e mural (subtipo 3). Conclui-se que o patologista deve reconhecer os subtipos histológicos, os quais influenciam no comportamento biológico da lesão. Infere-se, portanto, que tratamentos conservadores são apropriados para os subtipos luminal e intraluminal, mas, caso haja invasão mural, são necessários manejos mais radicais devido à chance de recidiva.</p> 2026-07-03T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Josivaldo Bezerra Soares, Paulo Rogério Ferreti Bonan, Katia Caetana Pereira, Carlos Eduardo de Oliveira Góes, Victor Samuel de Almeida Lopes, Danielle Araújo Izidio Carvalho de Azevedo, Yann Cecchetti Vaz Cardoso, Edmundo Junio Rodrigues de Almeida, Bianca Gomes Teixeira, Hélder Domiciano Dantas Martins