A SOCIEDADE DE RISCO E O DESCARTE DE COMPUTADORES

Carlos Rogério dos Santos Carvalho

Resumo


O presente artigo aborda a sociedade de risco e suas mudanças sociais, políticas e econômicas, visando trazer à discussão as questões referentes ao consumismo desenfreado dessa sociedade contemporânea, especialmente no que concerne a equipamentos tecnológicos, mais particularmente os de informática e o consequente descarte dos aparelhos substituídos por essas novas aquisições, dando origem ao chamado “lixo eletrônico”. Enfatiza a necessidade de compreensão de que estamos vivenciando a “modernidade da Sociedade Moderna”, como diz Zigmunt Bauman; chamada de Sociedade de Risco por Ulrich Beck; e de Sociedade Pós-Moderna, como prefere chamar Jean Baudrillard e outros autores, onde todas as relações humanas, em todos os níveis, se modificam e os acontecimentos que geram essas alterações ocorrem rápidos demais. As instituições e os sistemas tradicionalmente estruturados e sedimentados sofreram rupturas fatais, pois as mudanças sociais, econômicas, ambientais e tecnológicas criaram uma nova sociedade, com novos conceitos, novos paradigmas, novos pensamentos e comportamentos. Na parte tecnológica dessas mudanças, especificamente na área da informática e seus equipamentos, no Brasil, será apresentada a problemática, e se fará abordagens sobre a legislação dos resíduos sólidos, através da Lei 12.305/2010, PNRS e da Constituição Federal/1988. Dentro da temática, trata de ideias práticas de ações simples e factíveis que auxiliariam muito no retardo do descarte dos resíduos sólidos decorrentes dos computadores antigos e suas peças tecnológicas. Com os referenciais teóricos que embasaram este trabalho, aliado a experiência do autor do referido texto, sendo proprietário de uma revenda de informática e assistência técnica, com 16 anos de atuação no segmento, considera ser possível e viável a sustentabilidade na informática, onde deveria haver, para a concretização dessa possibilidade, o envolvimento de todo o ciclo produtivo, desde os fabricantes, passando pelos distribuidores, fornecedores, lojistas e com a inclusão de um consumidor final com consciência ambiental, como parte importante e fundamental desse processo.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/198136948271

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