“Com Quantos Kens se faz um Patriarcado?” Masculinidades na Cultura Visual Contemporânea do Filme Barbie (2023)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1983734889700

Palavras-chave:

Imagem, Cultura Visual, Brinquedos, Ken, Barbie

Resumo

Masculinidade é um conceito que se refere a um conjunto de atributos, comportamentos e papéis associados a meninos e homens, e que não necessariamente está relacionado com o sexo biológico deles, mas que foi sendo construído socialmente. Compreende-se que conceito de masculinidade não é estático e que apresenta variações de acordo com o contexto em que ele é lido.  Diante disso, a partir dos fundamentos dos Estudos das Masculinidades e dos Estudos da Cultura, argumentamos como a produção hegemônica de um modelo específico de masculinidade, verificado por artefatos culturais e visuais, resulta na produção de um modelo subalterno. Para tanto, objetivamos refletir acerca dos aspectos identitários afetos às masculinidades, a partir da cultura visual contemporânea relacionada ao filme Barbie (2023). Analisamos cenas, roupas e falas do filme, dando ênfase à construção do personagem Ken.

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Biografia do Autor

João Paulo Baliscei, Universidade Estadual de Maringá

Arte-Educador. Doutor em Educação (2018) pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) com estudos na Facultad de Bellas Artes/ Universitat de Barcelona, Espanha. Mestre em Educação (2014) pela UEM; Especialista em Arte-Educação (2010) e Educação Especial (2011) pelo Instituto de Estudos Avançados e Pós-Graduação; e Graduado em Artes Visuais pelo Centro Universitário de Maringá (2009).É professor no curso de Artes Visuais na UEM desde 2012, sendo Coordenador do Curso entre 2022-2024. É Coordenador do Grupo de Pesquisa em Arte, Educação e Imagens - ARTEI, desde 2019, grupo junto ao qual desenvolve pesquisas sobre Educação, Arte/ Ensino de Arte; Estudos Culturais; Estudos da Cultura Visual; Visualidades; e Gênero, com ênfase em Masculinidades. É autor dos livros: "PROVOQUE: Cultura Visual, Masculinidades e ensino de Artes Visuais" (2020), "A vida de um Chuveirando" (2021) e "Não se nasce Azul ou Rosa, torna-se: Cultura Visual, Gênero e Infâncias" (2021); e organizador das coletâneas "Como pode uma Pedagogia viver fora da escola? Estudos sobre Pedagogias Culturais" (2020) e "É de menina ou menino? Imagens de Gêneros, Sexualidades e Educação" (2022). É, também, artista visual com produções que versam sobre cultura visual, cotidiano e subjetividades, dentre as quais se destacam as exposições individuais: "Saber de Cor: existências outras para além do azul e rosa", na Galeria Benedito Nunes, Belém - PA (2022); e "A/cor/do que brilha", no Centro de Ação Cultural Márcia Costa, Maringá - PR (2023).

Pedro Henrique Decleva Fernandes, Universidade Estadual de Maringá

Graduado em História pela Universidade Estadual de Maringá (2024) com estudos na Faculty of Arts, Humanities and Social Sciences/University of Windsor, Canadá (2024). É participante do Grupo de Pesquisa em Arte, Educação e Imagens - ARTEI, desde 2023, grupo junto ao qual desenvolve pesquisas sobre Artes Visuais e Estudos Culturais.

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Publicado

2026-03-11

Como Citar

Baliscei, J. P., & Fernandes, P. H. D. (2026). “Com Quantos Kens se faz um Patriarcado?” Masculinidades na Cultura Visual Contemporânea do Filme Barbie (2023). Revista Digital Do LAV, 19(1), e7/01–22. https://doi.org/10.5902/1983734889700