O trabalho pedagógico entre o capital humano e o hacer decolonial: ressignificando a inovação na gestão e na docência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984644496067

Palavras-chave:

Trabalho Pedagógico, Inovação Decolonial, Desobediência Epistêmica

Resumo

Este artigo analisa os desafios do trabalho pedagógico e do desenvolvimento profissional de gestores e docentes frente à racionalidade neoliberal. O objetivo é problematizar a concepção hegemônica de inovação mercadológica, que reduz a escola a uma "organização" e os profissionais a um "capital humano" sacrificial. Metodologicamente, trata-se de um ensaio teórico fundamentado em revisão bibliográfica que articula a crítica à colonialidade com a análise da precarização do trabalho educativo. A perspectiva decolonial propõe uma ressignificação da inovação que valorize saberes ancestrais, pedagogias insurgentes e práticas educacionais que emergem das resistências. A discussão propõe uma ressignificação da prática pedagógica à luz da perspectiva decolonial, defendendo a desobediência epistêmica e o hacer decolonial como caminhos para a justiça epistêmica. Conclui-se que a inovação, em perspectiva decolonial, reside em práticas que humanizam e subvertem a lógica produtivista, promovendo uma educação antirracista, antissexista e socialmente referenciada. A inovação que defendemos é aquela que reafirma a escola como um tempo-espaço de resistência e reexistência, onde outros mundos não apenas são possíveis, mas necessários.

Biografia do Autor

Astrogildo Fernandes da Silva Junior, Universidade Federal de Uberlândia

Graduado em História (1996) e Pedagogia (2011); especialização em História (1999); mestrado em Educação (2007) e Doutorado em Educação (2012). Professor do Curso de História no Instituto de Ciências Humanas do Pontal da Universidade Federal de Uberlândia (ICHPO/UFU). Atua no Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade Federal de Uberlândia - PPGED/UFU, na linha de saberes e práticas educativas. Investiga temáticas relacionadas ao ensino de História, formação histórica, consciência histórica, juventude, identidades, formação de professores e Educação do Campo. Participa do Grupo de Pesquisa: Grupo de Pesquisa Formação Docente, Saberes e Práticas de Ensino de História e Geografia (GEPEGEH). 

Maria Simone Ferras Pereira, Universidade Federal de Uberlândia

Doutora e Mestre em Educação pela Unicamp. Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Uberlândia, com atuação na graduação e na Pós-graduação, membro da linha Estado, Política e Gestão da Educação.

Mayara Duarte Pelegrini, Universidade Federal de Uberlândia

Doutoranda em Educação, na linha de Estado, Política e Gestão da Educação, na Universidade Federal de Uberlândia, mestre em Educação pela Universidade Federal de Uberlândia.

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Publicado

2026-08-31