El trabajo pedagógico entre capital humano y práctica decolonial: resignificando la innovación en la gestión y la enseñanza
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644496067Palabras clave:
Trabajo pedagógico, Innovación decolonial, Desobediencia epistémicaResumen
Este artículo analiza los desafíos del trabajo pedagógico y el desarrollo profesional de directivos y docentes ante la racionalidad neoliberal. El objetivo es problematizar la concepción hegemónica de la innovación impulsada por el mercado, que reduce la escuela a una "organización" y a los profesionales a un "capital humano" sacrificable. Metodológicamente, este es un ensayo teórico basado en una revisión bibliográfica que articula la crítica de la colonialidad con el análisis de la precarización del trabajo educativo. La perspectiva decolonial propone una resignificación de la innovación que valora los saberes ancestrales, las pedagogías insurgentes y las prácticas educativas que surgen de la resistencia. Esta discusión propone una reinterpretación de la práctica pedagógica desde una perspectiva decolonial, abogando por la desobediencia epistémica y el hacer decolonial como caminos hacia la justicia epistémica. Concluye que la innovación, desde una perspectiva decolonial, reside en prácticas que humanizan y subvierten la lógica productivista, promoviendo una educación antirracista, antisexista y socialmente referenciada. La innovación que propugnamos es aquella que reafirma la escuela como un tiempo-espacio de resistencia y re-existencia, donde otros mundos no sólo son posibles, sino necesarios.
Citas
ARENDT, Hannah. A crise na educação. In: ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. 8. ed. São Paulo: Perspectiva, 2016. p. 221-247.
BERNARDINO-COSTA, Joaze; GROSFOGUEL, Ramón. Decolonialidade e perspectiva negra. Revista Sociedade e Estado, Brasília, v. 31, n. 1, p. 15-24, jan./abr. 2016.
BROWN, Wendy. Cidadania sacrificial: neoliberalismo, capital humano e políticas de austeridade. Tradução Juliane Bianchi Leão. Rio de Janeiro: Zazie Edições, 2018. (Coleção Pequena Biblioteca de Ensaios).
CANDAU, Vera Maria. Didática crítica intercultural: aproximações. Petrópolis: Vozes, 2012.
CHAUÍ, Marilena. A universidade pública sob nova perspectiva. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, n. 24, p. 5-15, set./dez. 2003.
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 64. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2017.
GENTILI, Pablo. Neoliberalismo e educação: manual do usuário. In: SILVA, Tomaz Tadeu da; GENTILI, Pablo (Org.). Escola S.A.: quem ganha e quem perde no mercado educacional do neoliberalismo. Brasília: CNTE, 1996. p. 9-49.
GOMES, Nilma Lino. O movimento negro e a intelectualidade negra descolonizando os currículos. In: BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson; GROSFOGUEL, Ramón (Org.). Decolonialidade e pensamento afrodiaspórico. Belo Horizonte: Autêntica, 2020.
GROSFOGUEL, Ramón. Para descolonizar os estudos de economia política e os estudos pós-coloniais: transmodernidade, pensamento de fronteira e colonialidade global. In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Org.). Epistemologias do Sul. Coimbra: Almedina, 2009.
HARVEY, David. O enigma do capital e as crises do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2008.
HARVEY, David. O neoliberalismo: história e implicações. Tradução Adail Sobral e Maria Stela Gonçalves. 5. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2014.
HILL, Dave. O Neoliberalismo Global, a Resistência e a Deformação da Educação. Currículo sem Fronteiras, v.3, n.2, pp.24-59, Jul/Dez 2003.:
HOOKS, Bell. Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. São Paulo: Martins Fontes, 2018.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
LANDER, Edgardo. A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005.
MEMMI, Albert. Retrato do colonizado precedido de Retrato do colonizador. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2024.
MIGNOLO, Walter D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, São Paulo, v. 32, n. 94, jun. 2017. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-69922017000200223&lng=pt&nrm=iso. Acesso em: 1 ago. 2025.
MIGNOLO, Walter D. Histórias locais/Projetos globais: colonialidade, saberes subalternos e pensamento liminar. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
ORTIZ OCAÑA, Alexander; ARIAS LÓPEZ, Maria Isabel. Hacer decolonial: desobedecer a la metodología de investigación. Hallazgos, Bogotá, v. 16, n. 31, p. 147-166, jan./jun. 2019. Disponível em: https://revistas.usantotomas.edu.co/index.php/hallazgos/article/view/4991/pdf. Acesso em: 1 ago. 2025.
QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 227-278.
THIONG’O, Ngugi Wa. Descolonizar a mente. Porto Alegre: Dublinense, 2025.
WALSH, Catherine. Interculturalidad, Estado, sociedad: luchas (des)coloniales en nuestra época. Quito: Universidad Andina Simón Bolívar; Abya-Yala, 2009.
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Educación

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International (CC BY-NC 4.0)
Declaramos o artigo _______________________________ a ser submetido para avaliação o periódico Educação (UFSM) é original e inédito, assim como não foi enviado para qualquer outra publicação, como um todo ou uma fração.
Também reconhecemos que a submissão dos originais à Revista Educação (UFSM) implica na transferência de direitos autorais para publicação digital na revista. Em caso de incumprimento, o infrator receberá sanções e penalidades previstas pela Lei Brasileira de Proteção de Direitos Autorais (n. 9610, de 19/02/98).
_______________________________________________________
Nome completo do primeiro autor
CPF ________________
