La Química que el Currículo No Cuenta: Decolonialidad, Epistemologías del Sur y el Fin del Universalismo Científico

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984644495893

Palabras clave:

Educación Química, Decolonialidad, Epistemologías del Sur

Resumen

Este artículo tiene como foco los fundamentos de una Educación Química Decolonial, con el objetivo de confrontar la colonialidad epistémica presente en el currículo hegemónico del área. Se adopta como enfoque metodológico un análisis fundamentado en las Epistemologías del Sur, investigando cómo la ciencia moderna-colonial, especialmente la Química, ha promovido el epistemicidio al subalternizar saberes locales y tradicionales sobre la materia y sus transformaciones en diferentes contextos socioculturales. Los resultados evidencian que la descolonización de la enseñanza de la Química requiere la deconstrucción de tres pilares: el currículo universalizante, la narrativa histórica eurocéntrica y la didáctica de enseñanza bancaria. En contrapartida, se proponen principios para una praxis pedagógica intercultural basada en el diálogo de saberes, la contextualización radical y la problematización de las relaciones de poder en la producción del conocimiento químico. La educación química decolonial se comprende, en este estudio, como una praxis pedagógica intercultural fundada en el diálogo horizontal de saberes y en el reconocimiento de las epistemologías indígenas, quilombolas y populares como legítimas no como apéndices del currículo, sino como fuentes constitutivas de una comprensión ampliada y crítica de los fenómenos. Se concluye que la formación docente constituye un eje estratégico esencial para la construcción de una educación química emancipadora, crítica y comprometida con la justicia cognitiva y la pluralidad epistémica.

Biografía del autor/a

Rafael Soares Silva, Universidade Estadual do Ceará

Professor Adjunto de Ensino de Química da Universidade Estadual do Ceará (UECE), atuando na formação inicial e continuada de professores de Ciências e Química. Pós-doutor em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e em Química pela Universidade de São Paulo (USP). Doutor em Ensino de Ciências e Matemática. Licenciado em Química, Educação Especial e Pedagogia. Desenvolve pesquisas nas áreas de Educação Química, currículo, inclusão, decolonialidade, justiça epistêmica e formação docente, com ênfase na articulação entre políticas educacionais, práticas pedagógicas e diversidade. Atualmente realiza estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Acre (UFAC), investigando as relações entre currículo, produção de conhecimento e formação docente no ensino de Química, a partir de uma perspectiva crítica e decolonial. Coordenador do GeQuIN – Grupo de Estudos em Química, Inclusão e Novas Metodologias, com atuação em projetos de pesquisa, extensão e orientação acadêmica na interface entre ensino de Ciências e educação inclusiva.

Rafael Marques Gonçalves, Universidade Federal do Acre

Docente da Universidade Federal do Acre (UFAC), atuando na graduação em Pedagogia e no Programa de Pós-Graduação em Educação. Pedagogo e Mestre em Educação pela UFJF. Doutor em Educação pela UERJ e pós-doutorado pela UFPR. Líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Currículos e Cotidianos Escolares – GEPECC e Vice-Coordenador do GT 25 Cotidianos: éticas, estéticas, políticas e poéticas da ANPEd.

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Publicado

2026-08-26

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