Significados de los procesos formativos para las jóvenes en la Pedagogía: una relación biográfica con el aprender

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984644495768

Palabras clave:

Jóvenes universitarias, Procesos formativos, Enfoque biográfico

Resumen

El artículo tiene como objetivo discutir los recorridos metodológicos y analizar los hallazgos de una investigación sobre los sentidos atribuidos a la formación universitaria y los desafíos vividos por mujeres jóvenes de una carrera de Pedagogía en una universidad pública federal. De enfoque cualitativo, socioantropológico y hermenéutico, y vinculada a la investigación (auto)biográfica, la investigación articula la lectura de los datos producidos mediante cuestionarios con el análisis de los procesos de biografización, a partir de entrevistas biográficas realizadas a dos estudiantes de los últimos años de la carrera, participantes de un proyecto de extensión desarrollado en el marco del estudio. Los cuestionarios revelan que el trabajo, los largos desplazamientos y la reducida oferta de becas limitan la participación de las estudiantes en actividades formativas más allá del aula, aunque quienes participan reconocen su importancia y valoran los espacios de convivencia de la carrera. Las entrevistas evidencian procesos formativos atravesados por la clase social y por las relaciones de poder de género y raza. Se destacan las redes de apoyo, los vínculos y las amistades en la universidad; la construcción identitaria y del sentido de pertenencia mediante actividades como la extensión, la ayudantía y la incorporación a proyectos de investigación; y el contacto con contenidos académicos relevantes. Se concluye que, mientras los cuestionarios evidencian las condiciones materiales y sociales que limitan o favorecen la formación universitaria, el análisis de los procesos de biografización revela cómo estas condiciones son vividas, interpretadas y resignificadas a partir de las cuestiones construidas por las estudiantes en diálogo con los repertorios académicos, constituyendo así su relación biográfica con el aprender. La articulación de estos procedimientos permite relacionar interpretaciones singulares-sociales con condiciones de existencia compartidas, profundizando la comprensión de los procesos formativos investigados.

Biografía del autor/a

Rosemeire Reis, Universidade Federal de Alagoas

Professora Titular da Universidade Federal de Alagoas (CEDU-UFAL). É pesquisadora produtividade CNPq, doutora em educação pela Universidade de São Paulo (USP) desde 2006, com uma parte na Universidade Sorbonne Paris Nord (2003–2004). Realizou um estágio pós-doutoral pela Universidade Federal de Sergipe, em 2012, e outro pela Universidade Sorbonne Paris Nord, na França, finalizado em 2017. Integra o Programa de Pós-graduação em Educação (UFAL), na linha de pesquisa: Inclusão, diversidades e sujeitos. Co-líder e fundadora do grupo de pesquisa “Juventudes, Culturas e Formação” (GPEJUV-UFAL). Integra a Redejuve - rede de pesquisa em juventude no Brasil, a Rede Internacional de Pesquisa sobre a Relação com o Saber (RIRSA) e o Pôle Initiatives en Recherche et en Formation Biographique, no GIS–Le Sujet dans la Cité, Université Sorbonne Paris Nord. Interessa-se pela temática da didática; educação e gênero e pelos estudos teórico-metodológicos sobre os sentidos dos processos formativos das juventudes, na articulação entre Sociologia da Juventude, Pesquisa (Auto)Biográfica e a teoria da relação com o saber.

Luiza Cristina Silva Silva, Universidade Federal de Alagoas

Professora Adjunta na Universidade Federal de Alagoas (CEDU/UFAL). Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal da Bahia (FACED/UFBA). Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais - FaE - UFMG, na linha de pesquisa em Currículos, Culturas e Diferença. Graduada em Geografia pela Universidade Federal de Viçosa (licenciatura e bacharelado). Graduada em Pedagogia pelo Centro Universitário Jorge Amado (2023). Especialista em Ensino de Geografia

 

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Publicado

2026-08-14

Número

Sección

Dossiê – Do vivido ao narrado: os caminhos da pesquisa-formação com jovens estudantes