O trabalho pedagógico entre o capital humano e o hacer decolonial: ressignificando a inovação na gestão e na docência
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644496067Palavras-chave:
Trabalho Pedagógico, Inovação Decolonial, Desobediência EpistêmicaResumo
Este artigo analisa os desafios do trabalho pedagógico e do desenvolvimento profissional de gestores e docentes frente à racionalidade neoliberal. O objetivo é problematizar a concepção hegemônica de inovação mercadológica, que reduz a escola a uma "organização" e os profissionais a um "capital humano" sacrificial. Metodologicamente, trata-se de um ensaio teórico fundamentado em revisão bibliográfica que articula a crítica à colonialidade com a análise da precarização do trabalho educativo. A perspectiva decolonial propõe uma ressignificação da inovação que valorize saberes ancestrais, pedagogias insurgentes e práticas educacionais que emergem das resistências. A discussão propõe uma ressignificação da prática pedagógica à luz da perspectiva decolonial, defendendo a desobediência epistêmica e o hacer decolonial como caminhos para a justiça epistêmica. Conclui-se que a inovação, em perspectiva decolonial, reside em práticas que humanizam e subvertem a lógica produtivista, promovendo uma educação antirracista, antissexista e socialmente referenciada. A inovação que defendemos é aquela que reafirma a escola como um tempo-espaço de resistência e reexistência, onde outros mundos não apenas são possíveis, mas necessários.
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