Formação de professoras das infâncias: a (des)valorização da corporeidade e a ressonância no planejamento educativo-pedagógico
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644488937Palavras-chave:
Formação de professores, Educação Infantil, CorporeidadeResumo
A instauração da pandemia de COVID-19 exigiu mudanças em inúmeros setores da sociedade, incluindo a educação. A Resolução N° 2, de 10 de dezembro de 2020, propôs o Ensino Remoto Emergencial como uma alternativa para dar continuidade aos processos de ensino e aprendizagem no momento de isolamento social. Logo, dado a esse modelo de educacional atípico, o estudo tem como objetivo analisar as formações continuadas com/sobre corpo e corporeidade, das quais professoras da Educação Infantil participaram durante a pandemia, e a ressonância no planejamento educativo-pedagógico, ponderando se as docentes participaram de formações promovendo experiências ou apenas acesso a informações. Como metodologia para produção de dados, utilizaram-se questionários e, para apurá-los, adotou-se a análise de conteúdo como estratégia. Os resultados indicam que, quando têm seus corpos invisibilizados nas formações, as professoras tendem a perpetuar tal prática no seu planejamento para as crianças. Entretanto, os processos formativos podem contribuir para ressignificar as concepções docentes sobre corpo, corporeidade e movimento, superando a ideia de corpo apêndice.
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