Uso da bomba de infusão em terapia intensiva: perspectivas da equipe de enfermagem

Jessika Oliveira Cavalaro, Nadia Raquel Suzini Camillo, João Lucas Campos de Oliveira, Kelly Cristina Inoue, Andressa Martins Dias Ferreira, Laura Misue Matsuda

Resumo


Objetivo: analisar as percepções dos profissionais de enfermagem sobre o uso da Bomba de Infusão no seu cotidiano em Terapia Intensiva. Método: estudo descritivo-exploratório de abordagem qualitativa, realizado com 15 profissionais de enfermagem da Unidade de Terapia Intensiva Adulto de um hospital-escola público do Paraná. A coleta de dados ocorreu em junho/2017, por meio de entrevistas semiestruturadas gravadas, pautadas na questão norteadora: fale-me sobre o uso da bomba de infusão no seu cotidiano de trabalho. Aos dados transcritos, empregou-se a Análise de Conteúdo. Resultados: foram pontuaram aspectos positivos e negativos acerca do uso da bomba de infusão, além de sugestões gerais ao seu propósito. Considerações Finais: apesar dos entrevistados perceberem a Bomba de Infusão como viabilizadora da assertividade na infusão volêmica, existem desvantagens relacionadas ao sensor de gotas e alarme. Como sugestões de melhorias, referiam necessidade de otimizar o design da Bomba de Infusão, especialmente a programação de alarmes.


Palavras-chave


Tecnologia biomédica; Bomba de infusão; Segurança do Paciente; Equipe de enfermagem; Unidades de terapia intensiva.

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DOI: https://doi.org/10.5902/2179769233455

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