Crise ambiental, ensino de biologia e educação ambiental: uma abordagem crítica

Adriana Maria Avila, Rodrigo Lingnau

Resumo


Em meio o cenário delineado pela problemática ambiental, que se manifesta através da destruição sem precedentes dos recursos naturais, dos altos indices de poluição que vem causando grandes males à saúde humana,  a escassez de alimentos, o aumento das desigualdades sociais, entre tantos outros efeitos catastróficos da problemática ambiental; as ciências sociais têm desempenhado um papel importante na coscientização dos efeitos maléficos de determinados comportamentos humanos relacionados ao meio ambiente. Esse artigo objetiva discutir a crise ambiental e seus desdobramentos para desse modo através de uma abordagem crítica compreender o papel da Biologia na promoção da Educação Ambiental. Sendo assim, para além do mero ensino de práticas de preservação dos elementos constituintes da flora e da fauna, o ensino de biologia necessita apresentar um caráter de criticidade frente à problemática ambiental possibilitando aos alunos compreender a complexidade da problemática ambiental bem como sua amplitude e seus efeitos globais.

Palavras-chave


Problemática ambiental; Ensino de biologia; Educação ambiental; Abordagem crítica

Texto completo:

PDF

Referências


ACSELRAD, H; MELLO, C. C.A; BEZERRA, G. N. O que é justiça ambiental. Rio de

Janeiro: Garamond, 2009.

ARAUJO, M.I.O.; BIZZO, N. O discurso da sustentabilidade, educação ambiental e a

formação de professores de Biologia. Enseñanza de Las Ciencias. 2005; Número

extra. VII Congreso: 1-5.

BARBIERI, J.C. Desenvolvimento e Meio Ambiente: as estratégias de mudanças da

agenda 21. 12 ed. Petrópolis: Vozes; 2011, p. 9-41.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:

Ciências Naturais / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC / SEF,

CAVALCANTI, C. Uma tentativa de caraterização da economia ecológica. Ambiente &

Sociedade. 2004; 149-158. Disponível em

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1414753X2004000100009

&lng=pt&nrm=iso. Acesso em 29 de março de 2015.

FOLADORI, G.; TAKS, J. Um olhar antropológico sobre a questão ambiental. Revista

Mana. 2004; 10 (2): 323-348. Disponível em

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-

Acesso em 01 de maio de 2015.

FOSTER, J. B. A ecologia de Marx: materialismo e natureza. Rio de Janeiro: Civilização

Brasileira, 2005.

GUIMARÃES, M. Educação Ambiental: no consenso um embate? 5ª ed. São Paulo: Papirus,

GUIMARÃES, M. A formação de educadores ambientais. 8 ed. Campinas: Papirus, 2012.

GUIMARÃES, Roberto. “A ética da sustentabilidade e a formulação de políticas de

desenvolvimento” In: VIANA, G; SILVA, MARINA; DINIZ, N. (orgs). O desafio da

sustentabilidade: um debate socioambiental no Brasil. São Paulo: Editora Fundação

Perseu Abramo, 2001. p: 43 a 68.

HOGAN, D. J. Crescimento populacional e desenvolvimento sustentável. Lua Nova, Revista

de Cultura e Política. 1993; n. 31. Disponível em

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-64451993000300004. Acesso em 04 de maio

de 2015.

JACOBI, P. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, n. 118:

-205. Março/ 2003. Em http://www.scielo.br/pdf/cp/n118/16834.pdf. Acesso em: 26

de março de 2015.

JATOBÁ, S. U. S. Gestão do território e a produção da socionatureza nas ilhas do lago de

Tucuruí na Amazônia brasileira. 2006. 301 f. Tese. (Doutorado em Desenvolvimento

Sustentável). Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília,

Brasília, DF: 2006.

JATOBÁ. S. U. S.; CIDADE, L. C. F.; VARGAS, G. M. Ecologismo, Ambientalismo e Ecologia

Política: diferentes visões da sustentabilidade e do território. Sociedade e Estado,

Brasília, v. 24, n. 1, p. 47-87, 2009.

LEFF. E. Saber Ambiental. Petrópolis: Vozes, 2001.

LEFF, E. Discursos sustentáveis. São Paulo: Cortez, 2010 a.

LEFF, E. Epistemologia ambiental. 5ª ed. São Paulo: Cortez, 2010b.

MARX, K. Manuscritos Econômico-Filosóficos. 1844. Disponível em

https://www.marxists.org/portugues/marx/1844/manuscritos/prefacio.htm. Acesso em 29

de março de 2015.

MAZOYER, M., ROUDART, L. História das agriculturas no mundo: do neolítico à crise

contemporânea [tradução de Cláudia F. Falluh Balduino Ferreira]. – São Paulo: Editora

UNESP; Brasília, DF: NEAD, 2010.

MEADOWS, D. and Meadows, D. The Limits to Growth: A Report for the Club of Rome’s

Project on the Predicament of Mankind. New York: Universe Books, 1972.

MILLER JR., G. T. Ciência Ambiental. 11ª edição. São Paulo: Ceangage Learning, 2013.

MORAN, E. Ciência com consciência. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2002.

MORAN, E. F. Meio ambiente e ciências sociais: interações homem-ambiente e

sustentabilidade. São Paulo: Editora SENAC, 2011. 307p.

ODUM, E. P.; BARRETT, G. W. Fundamentos de ecologia. São Paulo, SP: Cengage Learning,

612 p.

OLIVEIRA, A. et al. Educação ambiental: concepções e práticas de professores de ciências do

ensino fundamental. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciências, 2007; 6(3): 471-

Disponível em http://reec.uvigo.es/volumenes/volumen6/ART1_Vol6_N3.pdf.

Acesso em 04 de maio de 2015.

RELATÓRIO DE BRUNTDLAND. Nosso Futuro Comum. Comissão Mundial Sobre Meio

Ambiente e Desenvolvimento. 2. ed. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1991,

p. Disponível em http://pt.scribd.com/doc/12906958/Relatorio-Brundtland-NossoFuturo-Comum-Em-Portugues#scribd. Acesso em 04 de maio de 2015.

STERN, N. Stern Review: The Economics of Climate Change; 2006. Disponível em

https://www.scribd.com/fullscreen/6957968?access_key=key-1htrt9xezpcgbrpb1gj4.

Acesso em 29 de março de 2015.




DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2236130817921

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.