O acesso ao Pronaf nos municípios do sul do estado do Rio Grande do Sul entre 2013 e 2025
DOI:
https://doi.org/10.5902/2318179695538Palavras-chave:
Agricultura Familiar, Crédito Rural, Política PúblicaResumo
Este artigo teve por objetivo analisar a distribuição e o acesso ao crédito do Pronaf nos 40 municípios da região sul do Rio Grande do Sul. Em termos metodológicos, trata-se de uma abordagem quantitativa. Os dados foram acessados junto à Matriz de Crédito Rural do Banco Central do Brasil. A série histórica contempla entre os anos de 2013 e 2025 conforme disponibilidade de dados. A análise se deu por meio de estatística descritiva e discutidos à luz dos principais. Os principais resultados apontam redução de 50,7% no comparativo entre 2013/2025 em relação ao número de contratos. Patamar mais elevado comparado com o estado do Rio Grande do Sul e a nível de país. Quanto ao montante de recursos financeiros, o volume anual cresceu 38,3%, de R$ 514,1 milhões em 2013 para R$ 711,1 em 2025, o que consequentemente resultou em uma média anual de R$ 596,3 mil. No período, o total de financiamentos via Pronaf alcançou R$ 7,7 bilhões nos municípios em análise. Os municípios que mais acessaram o volume de crédito foram: i) São Lourenço do Sul; ii) Canguçu; iii) Pelotas; iv) São Gabriel; e, v) Santana do Livramento. Estes cinco municípios concentraram 49,4% dos recursos (R$ 3,8 bilhões). Em relação ao destino entre as culturas, do total de R$ 4,5 bilhões concedidos via Pronaf Custeio, 90,2% (R$ 4,0 bilhões) foram direcionados à apenas cinco culturas/atividades, a saber: i) soja; ii) bovinos; iii) milho; iv) arroz; e, v) trigo. Os resultados demonstram concentração dos recursos em alguns municípios, bem como em poucas culturas, o que por sua vez exaltam a trajetória contraditória do Pronaf.
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