El aprendizaje en la escuela especial: percepciones pedagógicas sobre las trayectorias de los alumnos con discapacidad intelectual
riflessioni pedagogiche sui percorsi degli studenti con disabilità intellettiva
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984686X97365Palabras clave:
Aprendizaje, Discapacidad intelectual, Escuela especial, Mediación pedagógica, Teoría histórico-culturalResumen
Este artículo analiza las percepciones pedagógicas desarrolladas por la investigadora sobre el aprendizaje de los alumnos con discapacidad intelectual en una escuela especial, a partir del seguimiento de un experimento didáctico-pedagógico basado en la teoría histórico-cultural, la enseñanza evolutiva y la metodología activa del aprendizaje basado en juegos (Game-Based Learning). Se trata de un estudio cualitativo, de carácter interpretativo y participativo, llevado a cabo en un centro de Educación Básica de Educación Especial, gestionado por la Asociación de Padres y Amigos de los Excepcionales (APAE), en el municipio de Irati, Paraná. En el estudio participaron 11 alumnos con discapacidad intelectual y discapacidades múltiples, matriculados en una clase multigrado de Educación Primaria. El corpus analítico estuvo compuesto por un diario de campo, fichas de seguimiento individual, observaciones sistematizadas y registros audiovisuales producidos a lo largo de 32 sesiones. El análisis puso de manifiesto que el aprendizaje se manifiesta de forma heterogénea, no lineal y multimodal, expresándose a través de diferentes ritmos, formas de participación, modos de comunicación y trayectorias de desarrollo. Los resultados indican que los gestos, las anotaciones, las vacilaciones productivas, la ampliación de la participación y la diversificación de las respuestas constituyen indicios importantes de aprendizaje, que a menudo quedan ocultos por modelos de evaluación centrados únicamente en el rendimiento estandarizado. Además, ponen de manifiesto el papel de la mediación pedagógica en la creación de condiciones de participación y desarrollo, así como la necesidad de revisar las expectativas del profesorado en torno al aprendizaje. Se concluye que la escuela especial puede constituir un potente espacio de aprendizaje cuando la enseñanza se organiza de forma intencional, flexible y comprometida con el reconocimiento de las singularidades de los alumnos.
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