Compreendendo a educação inclusiva

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984686X64627

Palavras-chave:

epistemologia da educação inclusiva, posições políticas, imaginação educacional e investigativa.

Resumo

A educação especial nada compartilha com a natureza analítica e metodológica da educação inclusiva. Embora sejam termos que podem ser construídos mutuamente, essa modalidade singular de relacionamento impõe uma cadeia de heranças que aprisionam e subjugam o surgimento da verdadeira face e voz do inclusivo. A educação inclusiva se apresenta como uma noção imprecisa, vaga e elástica, seus contornos são flexíveis e sua extensão aborda uma infinidade de elementos - uma constelação heurística singular - até então desconhecida. O objetivo do trabalho é analisar que a frase 'educação inclusiva' não demonstra consenso e clareza sobre sua natureza, função e abrangência, especificamente, quando assumimos a problematização de seu campo de tarefas desvinculado da educação especial depara-se com um duplo analítico: explicita um problema de definição e especificidade fraco e desconhecido de singularidade e, por outro lado, reconhece um discurso transversal a múltiplos campos e projetos políticos e acadêmicos com determinados propósitos éticos que facilitam certas relações com campos distantes em sua atividade cognitiva. Tal situação não deve ser confundida com a presença de um campo muito amplo e elástico, que sofre de excesso de significado. O método utilizado é a revisão documental crítica. O trabalho conclui observando que a educação inclusiva se torna um dispositivo para a reformulação do campo para se distanciar do imaginário educacional neoliberal.

Biografia do Autor

Aldo Ocampo González, Centro de Estudios Latinoamericanos de Educación Inclusiva, Santiago de Chile

Doctor y Director fundador del Centro de Estudios Latinoamericanos de Educación Inclusiva, Santiago de Chile, Chile.

Referências

ACOSTA, María del Rosario. El conjuro de las imagenes: Aby Warburg y la historiografía del alma humana. Estudios de Filosofía, 44, 117-135. 2011.

BRAH, Avtar. Cartografías de la diáspora. Identidades en cuestión. Madrid: Traficantes de Sueños. 2011.

DELEUZE, Gilles. La lógica de sentido. Paris: Minuit. 1970.

DERRIDA, Jacques. La diferencia. 1968. Disponível em: https://www.philosophia.cl/biblioteca/Derrida/La%20Diferencia.pdf. Acesso em: 02 mar. 2021.

GUATTARI, Félix. Caosmosis. París: Galilée. 1992.

KAUFFMAN, James & HALLAHAN, Daniel. The illusion of full inclusion: A comprehensive critique of a current especial education bandwagon. Austin: Pro-Ed. 2005.

LEVINAS, Emmanuel. Totalidad e Infinito. Salamanca: Sígueme. 2006.

OCAMPO, Aldo. Epistemología de la educación inclusiva. Granada: UGR. 2017.

OCAMPO, Aldo. La formación del profesorado y la comprensión epistemológica de la educación inclusiva: tensiones, permeabilidades y contingencias. Santiago: Fondo Editorial CELEI. 2018.

OCAMPO, Aldo. Contornos teóricos de la educación inclusiva. Revista Boletín Redipe, Vol. 8 (3), 66-95.

OCAMPO, Aldo. En torno al verbo incluir: performatividades heurísticas de la educación inclusiva. Quaest.disput, 13 (27), 18-54.

SLEE, Roger. La escuela extraordinaria. Exclusión, escolarización y educación inclusiva. Madrid: Morata. 2012.

VAN WITTELOOSTUIJN, Amber. (2017). Applying intersectionality as a

method A critical analysis of how to apply feminist and intersectional methodologies in qualitative research. Disponível em: https://dspace.library.uu.nl/bitstream/handle/1874/365488/Thesis%20Gender%20Studies%20-%20Amber%20Ottilie%20van%20Witteloostuijn%20%283841359%29%20-. Acesso em: 20 dic. 2020.

YOUNG, Iris Marion. Justicia y Política de la Diferencia. Valencia: Cátedra, 2002.

Publicado

2021-09-28

Como Citar

González, A. O. (2021). Compreendendo a educação inclusiva. Revista Educação Especial, 34, e50/1–20. https://doi.org/10.5902/1984686X64627

Edição

Seção

Revisão de literatura/Estudo teórico