Classificação do estoque volumétrico de florestas nativas na Amazônia Oriental: uma abordagem multivariada
DOI:
https://doi.org/10.5902/1980509895362Palavras-chave:
Agrupamento, Análise discriminante, Manejo florestalResumo
Embora o manejo de florestas nativas seja o método mais adequado para a conservação florestal, o principal desafio reside na heterogeneidade das espécies, uma vez que estas não estão uniformemente distribuídas. Portanto, a classificação do estoque volumétrico dessas florestas em áreas homogêneas é uma ferramenta estratégica para a execução do manejo florestal. O objetivo deste estudo foi comparar medidas de distância e métodos de agrupamento para classificar o estoque volumétrico de uma floresta nativa na Amazônia Oriental. A pesquisa foi realizada na Floresta Nacional do Tapajós, em uma área correspondente a 79.084,67 ha de floresta ombrófila densa. Para o inventário florestal amostral, foram instaladas 12 faixas, com comprimentos variando de 4,0 km a 19 km, equidistantes a cada 4,0 km. Nessas faixas, foram distribuídas sistematicamente parcelas de 30 m x 250 m. Para a classificação do estoque volumétrico, foram selecionadas árvores com qualidade de tronco 1 (tronco reto) e 2 (tronco com pequenas tortuosidades). Agrupamos as parcelas em grupos homogêneos com base na combinação de cinco medidas de distância com oito métodos de agrupamento hierárquico. As análises de agrupamento e discriminante permitiram reunir as parcelas homogêneas em termos de volume, densidade básica da madeira e grupo de comercialização. A combinação da medida de distância de Manhattan e o método Ward2 foi a mais eficiente para classificar a floresta em classes de estoque volumétrico. Esses resultados são importantes para ajudar a preencher lacunas de pesquisa relacionadas ao manejo de florestas com árvores de diferentes idades e permitem que essas técnicas sejam aplicadas em outras florestas nos trópicos.
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