IMPACTOS DA INVASÃO POR Cryptostegia madagascariensis Bojer ex Decne. (Apocynaceae Juss.) EM REMANESCENTES DE CAATINGA NO MUNICÍPIO DE IBARETAMA, CEARÁ, BRASIL

Flaubert Queiroga de Sousa, Leonaldo Alves de Andrade, Klerton Rodrigues Forte Xavier, Patrícia Cândido da Cruz Silva, Manoel Bandeira de Albuquerque

Resumo


Cryptostegia madagascariensis Bojer ex Decne. é uma espécie de porte arbustivo capaz de formar maciços populacionais em diversos nichos da caatinga e ecossistemas associados, sobretudo nos sítios mais úmidos, podendo alterar as características da vegetação nativa, causando o desaparecimento das espécies autóctones. Este estudo teve como objetivo identificar os impactos causados pela invasora sobre a composição florística e a estrutura do componente arbustivo-arbóreo. Foram selecionadas três áreas de investigação, sendo denominadas de Ambiente I – área com forte intensidade de invasão, Ambiente II – área de transição entre o I e o III (média intensidade) e o Ambiente III – área com baixa intensidade de invasão. Para o inventário dessas áreas foi empregado o método de amostragem por pontos (Método dos Quadrantes), sendo considerados adultos os indivíduos com diâmetro ao nível do solo (DNS) maior ou igual a 3 cm e altura maior ou igual a 1 m. Para a avaliação da estrutura foram analisados os parâmetros fitossociológicos convencionais, além dos índices de Diversidade, de Equabilidade e de Impacto Ambiental de Exóticas (IIAE). No Ambiente I, Cryptostegia madagascariensis foi responsável por 82% da densidade, enquanto que nos Ambientes II e III, a densidade da espécie foi bastante reduzida (14,2% e 9,6%, respectivamente). A diversidade, pelo Índice de Shannon-Weiner, foi baixa para o Ambiente I (0,85) e maior para os Ambientes II e III (2,67 e 2,50, respectivamente). Os resultados demostram que Cryptostegia madagascariensis afeta drasticamente a diversidade e a estrutura das comunidades invadidas, ocasionando perda da biodiversidade autóctone da caatinga.


Palavras-chave


espécie exótica; invasão biológica; semiárido.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1980509830312