Micobiota associada à madeira serrada de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden durante a secagem ao ar livre.

João Basílio Mesquita, José Tarcísio Lima, Paulo Fernando Trugilho

Resumo


O objetivo principal deste trabalho foi o de acompanhar a secagem ao ar livre da madeira serrada de Eucalyptus grandis conduzida na região de Lavras, MG e identificar a micobiota associada à madeira em diversas fases da secagem. As tábuas foram cortadas de oito toras de 3,0 m de comprimento, oriundas de três árvores, com 27 anos de idade, plantadas em área experimental da UFLA. Dos resultados, pôde-se concluir que a secagem da madeira de Eucalyptus grandis ao ar livre, iniciada em janeiro, consumiu 158 dias até atingir umidade próxima a 12,5%. A curva de secagem foi representada por uma equação logarítmica com coeficiente de determinação (R2) igual a 98,3%. Os fungos causadores de bolores superficiais e de manchas tiveram maior ocorrência no início da secagem. As mais altas freqüências de fungos, verificadas no início da secagem, foram observadas para Penicillium spp. e Pestalotiopsis sp. O fungo Lentinus lepideus ocorreu com maior freqüência no final da secagem.


Palavras-chave


<i>Eucalyptus</i>; madeira; secagem; fungos

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DOI: https://doi.org/10.5902/198050981886

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