Déficit hídrico na germinação e desenvolvimento inicial de Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos
DOI:
https://doi.org/10.5902/2179460X92620Palavras-chave:
Handroanthus chrysotrichus, Germinação, PEG-6000, Estresse hídricoResumo
A falta de água é um dos fatores que mais afetam o crescimento, desenvolvimento e sobrevivência das plantas com inúmeros impactos nos processos metabólicos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do estresse hídrico na germinação e no desenvolvimento inicial de Handroanthus chrysotrichus (Mart. ex DC.) Mattos. Realizou-se dois experimentos com diferentes concentrações de polietilenoglicol (PEG-6000) em diferentes potenciais osmóticos induzindo estresse hídrico. Experimento 1: utilizou-se as seguintes soluções: -0,1; -0,2; -0,4; -0,8 e -1,0 MPa e o experimento 2: -0,05; -0,1; -0,15; -0,2 MPa e água destilada como tratamento de controle (0,0 MPa). Depois de dez dias, verificou-se a primeira contagem (%), comprimento (cm) e massa seca (mg) da raiz e da parte aérea e, no 14º dia se obteve o percentual de germinação. Constatou-se que, para os parâmetros avaliados, H. chrysotrichus suporta potencial hídrico entre -0,05 a -0,2 MPa, sendo que em potenciais hídricos mais negativos, de -0,4 a -1,0 MPa, os processos fisiológicos de germinação das sementes e do desenvolvimento inicial foram inibidos. Potenciais hídricos entre -0,05 a -2,0 MPa proporcionaram redução no percentual de germinação, comprimento das duas estruturas vegetativas e massa seca da parte aérea, evidenciando que esta espécie é sensível a falta de água e que possivelmente apresenta estratégias para tolerar a falta de água nos ambientes de sua distribuição.
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