A LINGUAGEM JURÍDICA EM PRISMA: UMA ANÁLISE DA (IN)EFETIVIDADE DA COMUNICAÇÃO JURÍDICA

Paula Renata Bertho, Raquel Cristina Ferraroni Sanches

Resumo


A efetividade da comunicação jurídica depende da habilidade do construtor do Direito no manejo da linguagem. A capacidade de elaborar bons argumentos e valer-se deles nas necessidades expressivas são qualidades que, a cada dia mais, definem os bons profissionais. Apesar disso, o que se observa, atualmente, é uma dificuldade latente em dotar os textos jurídicos de acessibilidade linguística, fato que, por sua vez, dignificaria ainda mais o papel social da justiça.  Esta pesquisa apresentará, pois, aspectos desses textos e possibilidades de adequação dos discursos que possam conduzi-los à eficiência esperada e necessária. Igualmente, pretende revelar que diversos fatores que concorrem para a ineficiência na escrita podem ser superados desde que a linguagem empregada seja, de fato, acessível: capaz de permitir a organização dos pensamentos em raciocínios lógicos, de modo que o texto se componha tanto quanto mais assertivo, linguisticamente compreensivo e socialmente produtivo.


Palavras-chave


acessibilidade, acesso à justiça, comunicação jurídica, eficiência linguística

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1981369419656

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