Cartografar para adiar o fim do mundo

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.5902/1983734890646

Mots-clés :

cartografia, pesquisa, Ailton Krenak, multiplicidade

Résumé

Este ensaio tem como objetivo propor uma reflexão acerca da produção de conhecimento na universidade no âmbito da pesquisa. São abordados os impactos do processo colonizatório tanto na manutenção da perspectiva epistemológica hegemônica quanto nos processos de produção de subjetividade contemporâneos. Aponta-se a cartografia como metodologia de pesquisa capaz de acompanhar a diferença e a pluralidade nos processos de subjetivação, enquanto é elaborada uma aproximação com o pensamento de Ailton Krenak, propiciando uma reflexão acerca da possibilidade de utilizar a pesquisa como uma forma de adiar o fim do mundo.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur-e

Juliana Martins Roeber, Universidade Federal de Santa Maria

Univsersidade Federal de Santa Maria.

Luana Vargas Aquino, Universidade Federal de Santa Maria

Doutoranda em Psicologia pela Universidade Federal de Santa Maria.

Marcele Pereira da Rosa Zucolotto, Universidade Federal de Santa Maria

Doutora em Psicologia Social e Institucional pela UFRGS
Professora Adjunta do Departamento de Psicologia da 
Universidade Federal de Santa Maria-UFSM

Références

BARROS, Regina. B. de; KASTRUP, Virgínia. Movimentos-funções do dispositivo na prática da cartografia. In: PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana da. (org.). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2015. p. 76-91.

BARROS, Regina B. de; PASSOS, Eduardo. A cartografia como método de pesquisa-intervenção. In: PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana da. (org.). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2015. p. 17-31.

BALLESTRIN, Luciana. América Latina e o giro decolonial. Revista Brasileira de Ciência Política, n. 11, p. 89-117, 2013.

DELEUZE, Gilles. Conversações. Trad. Peter Pál Pelbart. São Paulo: Editora 34, 1992.

DELEUZE, Gilles. Diferença e Repetição. Trad. Luiz Orlandi, Roberto Machado. 2. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2006.

DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. O Anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia. Trad. Luiz Orlandi. São Paulo: Editora 34, 2010.

DUSSEL, Enrique. A New Age in the history of philosophy: the world dialogue between philosophical traditions. Prajñã Vihãra: Journal of Philosophy and Religion, v. 9, n. 1, p. 1-21, 2008.

GROSFOGUEL, Ramón. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, v. 31, n. 1, p. 25-49. Jan, 2016.

IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2022: indígenas: primeiros resultados do universo. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística; 2023.

KASTRUP, Virgínia. O funcionamento da atenção no trabalho do cartógrafo. In: PASSOS, Eduardo.; KASTRUP, Virgínia.; ESCÓSSIA, Liliana da. (org.). Pistas do método da cartografia: pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2015. p. 32-51.

KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

KRENAK, Ailton. Ailton Krenak é o primeiro indígena eleito imortal da Academia Brasileira de Letras. [entrevista cedida a] Museu/Funai. Gov.br, 06 abr. 2024a. Disponível em < https://www.gov.br/museudoindio/pt-br/assuntos/noticias/2023/ailton-krenak-cita-a-importancia-do-acervo-do-museu-do-indio-para-resgate-de-linguas-indigenas >. Acesso em: 07 jul. 2025.

KRENAK, Ailton. Cerimônia de Posse do Acadêmico Ailton Krenak. Rio de Janeiro: Youtube, 2024b. 1 vídeo (2 horas). Publicado pela Academia Brasileira de Letras. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=a4-sXz3_ZWI&ab_channel=AcademiaBrasileiradeLetras >. Acesso em: 11 jul. 2025.

NETO, Maria G. A Década Internacional das Línguas Indígenas e as línguas em uso pelos povos indígenas brasileiros: contribuições da Linguística Aplicada. DELTA: Documentação de Estudos em Linguística Teórica e Aplicada, v. 38, n. 4, p. 1-13, 2022. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/1678-460X202259462>. Acesso em: 19 jan. 2025.

QUIJANO, Aníbal. Colonialidad del poder y clasificación social. Journal of world-systems research, v. 11, n. 2, p. 342-386, 2000. Disponível em: <https://jwsr.pitt.edu/ojs/jwsr/article/download/228/240/313>. Acesso em: 19 jan. 2025.

RIBEIRO, Darcy. A América Latina existe? Brasília: UNB, 2010.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Epistemologias del Sur. Mexico: Siglo XXI, 2010.

VAINFAS, Ronaldo. História indígena: 500 anos de despovoamento. Brasil: 500 anos de povoamento / IBGE, Centro de Documentação e Disseminação de Informações. Rio de Janeiro: IBGE, 2007.

Publié-e

2025-07-24

Comment citer

Roeber, J. M., Aquino, L. V., & Zucolotto, M. P. da R. (2025). Cartografar para adiar o fim do mundo. Revista Digital Do LAV, 18(1), e12/1–18. https://doi.org/10.5902/1983734890646

Numéro

Rubrique

Dossiê – Artes e literaturas indígenas contemporâneas: forças que movimentam modos de pensar, sentir e fazer pesquisas

Articles les plus lus du,de la,des même-s auteur-e-s