Corpo, cotidiano, imagem e criação: pesquisa e escolas

Aldo Victorio Filho, Bianca de Menezes Castro da Silva

Resumo


Nesse artigo partimos da noção de que a dimensão poética e os agenciamentos estéticos, não se atendo aos limites categoriais das artes, nas quais são energia e imanência, se espraiam, atravessam e envolvem as práticas cotidianas, se destacando nos campos onde as ações criadoras alcançam mais evidente relevo, como o cuidado de si simultâneo à invenção do mundo, situações que, tanto no plano individual quanto no coletivo, são osso e carne da vida escolar.  

Ao consideramos a afirmação do corpo para além do que a modernidade o considerou e exilou, o percebemos como dimensão auto criadora, tanto no plano individual quanto no coletivo, na medida em que cada corpo assimila, cria e partilha experiências nas interações sociais conduzidas, por sua vez, pelas dimensões simbólicas imaginárias

Palavras-chave


escola; corporeidade;visualidades;corpo em devir

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/1983734837847

 
 
 
DOI: Digital Object Identifier 10.5902/19837348

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