El Techo de Cristal en la Educación Profesional: Un Análisis de la Subrepresentación Femenina en los Cargos de Gestión de un Instituto Federal

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984644492684

Palabras clave:

Mujeres en la gestión, Educación profesional y tecnológica, Techo de cristal en la academia

Resumen

La construcción de las carreras académicas para las mujeres sufre una serie de interferencias introducidas por la condicionalidad de género. Para las mujeres que trabajan en el área de la educación, especialmente en los aspectos de productividad y gestión, estas se presentan como desafíos a superar para acceder a puestos de poder institucional. Destinadas a los espacios y quehaceres domésticos dentro de la división sexual del trabajo, ellas vacilan entre las actividades domésticas y profesionales, en la mayoría de los casos con una acumulación de jornadas. En las instituciones educativas se reproduce esta condicionante social de alejamiento de las mujeres de los espacios de poder. Esta investigación analiza cómo esta estructura patriarcal se configura dentro de una institución de Educación Profesional. Para ello, se aborda los aspectos teóricos sobre mujeres, educación y trabajo doméstico y se realiza un análisis con datos secundarios de un Instituto Federal. Los datos conducen a la comprensión de que el techo de cristal sigue firme en la educación profesional, dificultando que mujeres y personas negras accedan al poder institucional. Se verifica, por lo tanto, la necesidad institucional de pensar en la efectividad de acciones afirmativas en el ingreso de servidores; y para ampliar los índices de mujeres en espacios de gestión, es preciso la construcción de políticas afirmativas de incentivo a la participación femenina en esos lugares.

Biografía del autor/a

Marlise Sozio Vitcel, Instituto Federal Sul-rio-grandense

Marlise Sozio Vitcel

Mestra em Economia do Desenvolvimento (PUCRS). Técnica em educação do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IFSUL). Doutoranda em Educação (IFSUL). Participante do Grupo de Pesquisa Discurso Pedagógico do IFSul. E-mail: marlisevitcel@gmail.com.

Grupo de Pesquisa Discurso Pedagógico: dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6044052614313782 (IFSUL). Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/5918004757827236. Orcid: https://orcid.org/0000-0001-7261-7024.

Márcia Helena Sauáia Guimarães Rostas, Instituto Federal Sul-rio-grandense

Doutora em Linguística e Língua Portuguesa (UNESP-Araraquara). Professora adjunta do Departamento de Graduação e Pós-Graduação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense (IFSUL). Líder do Grupo de Pesquisa Discurso Pedagógico: dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/6044052614313782 (IFSUL). Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/0038767974020696. Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4949-0023. E-mail: marciarostas@ifsul.edu.br.

Citas

ARRUZZA, Cinzia. BHATTACHARYA, Tithi. FRASER, Nancy. Feminismo para os 99%. Um Manifesto. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo Editorial, 2019.

BASSO, Laís; et al. As desigualdades de gênero na educação profissional e tecnológica. In: CAETANO; Maria Raquel; PORTO JÚNIOR, Manoel José; CRUZ SOBRINHO, Sidnei (org.). Educação profissional e os desafios da formação humana integral: concepções, práticas e contradições. CRV. Curitiba, 2021.

Bhattacharya, Tithi. (org.) Teoria da reprodução social. São Paulo: Elefante, 2023.

BERG, Servaas van der. Poverty and education. Education policy series, n. 10. International Institute for Educational Planning. UNESCO: 2008.

BEZERRA, Fernanda Mendes; RAMOS, Francisco de Souza. Uma análise regional da decomposição da pobreza educacional no Brasil utilizando o valor de Shapley. In: XIII Encontro Regional de Economia – ANPEC Sul: Porto Alegre, 2010.

BRASIL. Lei nº 11.892, de 29 de dezembro de 2008. Institui a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, cria os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e dá outras providências. Disponível em <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11892.htm>. Acesso em 22/03/2023.

BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes Nacionais. Brasília: SDH/PR, 2013.

CISNE, Mirla. Feminismo e consciência de classe no Brasil. São Paulo: Cortez, 2015.

Departamento de Economia e Estatística do RS (DEE). População. https://dee.rs.gov.br/populacao. Acessado em dezembro de 2021.

Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Consciência Negra 2024: Desigualdades raciais no trabalho e na renda. Boletim Especial, São Paulo, nov. 2024. Disponível em: https://www.dieese.org.br/boletimespecial/2024/conscienciaNegra.pdf. Acesso em: jun. 2025.

DIANGELO, Robyn. Não basta não ser racista: sejamos antirracistas. São Paulo: Faro editorial, 2020.

FABBRO, Marcia Regina Cangiani. Mulher e trabalho: problematizando o trabalho acadêmico e a maternidade. 2006. 363p. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Educação, Campinas, SP.

FEDERICI, Silvia. Calibã e a bruxa: mulheres, corpo e acumulação primitiva. São Paulo: Editora Elefante, 2017.

FEDERICI, Silvia. O Ponto Zero da Revolução: Trabalho doméstico, reprodução e luta feminista. São Paulo: Elefante, 2019.

FRASER, Nancy. O clima do capital: por um ecossocialismo transambiental. Margem Esquerda – revista da Boitempo, São Paulo, nº 38, p. 67-103, 1º semestre, 2022.

HIRATA, Helena; KERGOAT, Danièle. Divisão sexual do trabalho profissional e doméstico: Brasil, França e Japão. In: Costa A.O.; Sorj B.; Bruschini C, et al., (Orgs). Mercado de trabalho e gênero: comparações internacionais. Rio de Janeiro: FGV; 2008. p. 264-278.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/27877-em-media-mulheres-dedicam-10-4-horas-por-semana-a-mais-que-os-homens-aos-afazeres-domesticos-ou-ao-cuidado-de-pessoas. Acessado em outubro de 2021.

Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL). Plano de Desenvolvimento Institucional 2020-2024. Pelotas: IFSul, 2020.

Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL). Estatuto do IFSul. Disponível em http://www.ifsul.edu.br/estatuto. Acessado em setembro de 2022.

Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSUL). Homologação do resultado da apuração de votos - 1º turno. Pelotas, RS, 28 abr. 2025. Disponível em: https://www.ifsul.edu.br/images/2025/Resultados/Homologao_do_resultado_da_apurao_de_votos_-_1_turno.pdf. Acesso em: 11 jul. 2025.

IPEA. Instituto De Pesquisa Econômica Aplicada. Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 2019. Disponível em https://www.ipea.gov.br/ods/index.html. Acesso em abr. 2023.

MARÇAL, Katrine. O lado invisível da economia: Uma visão feminista. Alaúde Editorial, 2017.

MARTINS-SUAREZ, Fernanda Chiozzini. Assimetria de gênero na academia: a carreira profissional e a vida doméstica de docentes e pesquisadores das Ciências Exatas. 2016. 101 f. Dissertação (Mestrado em Economia Doméstica) - Universidade Federal de Viçosa, Viçosa. 2016.

MARX, Karl. O Capital - Livro I – crítica da economia política: O processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo, 2013.

NETTO, José Paulo. Introdução ao estudo do método de Marx. São Paulo: Expressão Popular, 2011.

NUSSBAUM, Martha Craven. Las mujeres y el desarrollo humano. Barcelona: Herder, 2012. DOI: https://doi.org/10.2307/j.ctvt7x63g

Organização das Nações Unidas (ONU). https://oig.cepal.org/pt/node/1922. Aces. outubro de 2021.

OTTE, Janete. Trajetória de mulheres na gestão de instituições públicas profissionalizantes: um olhar sobre os Centros Federais de Educação Tecnológica. 2008. 159 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Universidade de Brasília, Brasília, 2008.

PLATAFORMA NILO PEÇANHA. Disponível em: http://plataformanilopecanha.mec.gov.br/2019.html. Acessado em: agosto de 2019.

PORTO, Eliane Quincozes. Trajetos formativos e significações imaginárias: as narrativas de professoras da EBTT. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica). UFSM, 2018.

ROSE, Pauline; DYER, Caroline. Chronic poverty and education: a review of the literature. Chronic Poverty Research Centre: Working Paper, nº 131, 2008. Disponível em: www.chronicpoverty.org. DOI: https://doi.org/10.2139/ssrn.1537105

SAFFIOTI, Heleieth Iara. O Poder do Macho. São Paulo: Editora Moderna, 1987.

SANDEL, Michael J. A tirania do mérito: O que aconteceu com o bem comum? Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2020.

SCHIEBINGER, Londa. O feminismo mudou a ciência? Tradução de Raul Fiker. Bauru, SP: EDUSC, 2001.

SILVA, Lucimeiry Batista da. Carreiras de professoras das Ciências Exatas e Engenharia: estudo em uma IFES do Nordeste brasileiro. 2017. 275 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, 2017.

TIBURI, Marcia. Feminismo em comum: para todas, todes e todos. 4ª ed. - Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2018.

VERGÈS, Françoise. Um Feminismo Decolonial. São Paulo: Ubu, 2020.

WALLERSTEIN, Immanuel. As tensões ideológicas do capitalismo: universalismo versus racismo e sexismo. In: Balibar, Étienne; Wallerstein, Immanuel. (orgs.) Raça, nação, classe: as identidades ambíguas. Boitempo. São Paulo, 2021.

Publicado

2026-04-27

Cómo citar

Vitcel, M. S., & Rostas, M. H. S. G. (2026). El Techo de Cristal en la Educación Profesional: Un Análisis de la Subrepresentación Femenina en los Cargos de Gestión de un Instituto Federal. Educación, 51(1), e67/01–18. https://doi.org/10.5902/1984644492684

Artículos más leídos del mismo autor/a