Mbo’erára kuña kuéra Guarani y Kaiowá: avances y retos para la permanencia y finalización en la Licenciatura Teko Arandu

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.5902/1984644492117

Palabras clave:

Mujeres Guaraníes y Kaiowá, Acciones Afirmativas, Beca de Permanencia

Resumen

Las Acciones Afirmativas buscan promover el acceso, retención y finalización de los estudiantes en carreras universitarias. En este sentido, el objetivo de este artículo es presentar los avances y desafíos del Programa Beca de Permanencia respecto de los aspectos mencionados en la Licenciatura Intercultural Indígena para mujeres Guaraníes y Kaiowá. Esta investigación es cuantitativa y cualitativa y la recolección de datos se realizó a través de un formulario en línea y mediante la participación de mujeres indígenas. Las preguntas se presentaron en tres formas: Cerradas con opciones múltiples; Cerrado en los estilos de casilla de verificación; Preguntas abiertas, a partir de una pregunta formulada, con espacio para escritura libre. En la investigación participaron cincuenta mujeres Guaraníes y Kaiowá, de 15 territorios ubicados en la región del Cono Sur de Mato Grosso do Sul, de ellas, el 31% son egresadas de la Licenciatura en Interculturalidad Indígena y el 69% están en curso. Los relatos sobre los desafíos de estar presentes en las etapas presenciales fueron destacados por 44 mujeres, como los respectivos motivos:Mantenerse alejado de la familia; Dejar a los niños en casa;  Tener dificultades económicas para subvencionar las comidas de los niños durante la universidad. Otros 6 (seis) estudiantes afirmaron no tener dificultades. Concluimos que el Programa de Becas de Permanencia es una acción que promueve la permanencia y culminación de las mujeres en la Universidad. Sin embargo, identificamos que el valor de la Beca de Permanencia para quienes traen a sus hijos al Tempo Universidade debe diferenciarse del de otros estudiantes, ya que presenta un mayor costo de vida para quienes vienen solos a las etapas del Tempo Universidade.

Biografía del autor/a

Maysa Ferreira da Silva, Universidad Federal de Grande Dourados

Possui graduação em licenciatura plena em matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1997), mestrado em Educação Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2010). Doutorado em Educação na linha Educação: Diversidade, Diferença e Desigualdade Social pela Universidade Federal do Paraná (2020). Tem experiência na área de formação de servidores públicos, como técnica da secretaria estadual de educação do MS e docente na disciplina de matemática no ensino na ensino fundamental, médio, superior e em cursos de cunho de ações afirmativas em curso preparatório para a graduação e a pós-graduação, sempre considerando os contextos da EDUCAÇÃO MATEMÁTICA nos estudo das relações étnico raciais, indígenas, etnomatemática, educação e pobreza, desigualdade social. Concursada como docente em Matemática da rede estadual de ensino do Mato Grosso do Sul, atuando na Faculdade Intercultural Indígena na Universidade da Grande Dourados. Represente da Faculdade Intercultural Indígena (FAIND/UFGD) no Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/UFGD)

Maria Aparecida Mendes de Oliveira, Universidad Federal de Grande Dourados

Possui graduação em Licenciatura Plena em Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (1999), especialização em Educação Matemática pela Universidade Federal da Grande Dourados (2006). Mestre em Educação Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (2009). Doutora em Educação opção: Ensino de Ciências e Matemática no programa de Pós Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo FE/USP, (2020). Professora do curso de Licenciatura Intercultural Indígena da Faculdade Intercultural Indígena- FAIND da Universidade Federal da Grande Dourados. Tem experiência na área de Educação Matemática, com ênfase em educação escolar indígena e formação de professores indígenas. Atuando principalmente nos seguintes temas: formação de professores, currículo e etnomatemática.

Regiani Magalhães de Oliveira Yamazaki, Universidad Federal de Grande Dourados

Doutora em Educação Científica e Tecnológica - PPGECT pela Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC. Mestre em Ensino de Ciências pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul-UFMS. Licenciada em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul - UEMS. Docente permanente no Mestrado em Educação e Territorialidade (PPGET-UFGD) e no Mestrado em Ensino de Ciências e Matemática (PPGECMat-UFGD). Atuou na Educação básica lecionando disciplinas de ciências da natureza e biologia no período de 2004 a 2010. Pertence ao Grupo de Pesquisa em Ensino de Ciências de Mato Grosso do Sul (UEMS); Diversa na(UFAM) e do Ara Poty (UFGD). É associada à Abrapec e à Sbenbio desde 2012. Tem experiência na formação permanente de professores indígenas Guarani e Kaiowá em Ciências da Natureza; na formação de professores de biologia; na elaboração de materiais didático-pedagógicos para construção de conhecimentos científicos e tecnológicos; na educação em Saúde numa abordagem intercultural. Atualmente tem desenvolvido pesquisa nas seguintes áreas educação em saúde numa abordagem freireana, psicanálise lacaniana aplicada ao ensino de ciências/biologia; sexualidade, orientação sexual e identidade de gênero; materiais didático-pedagógicos numa abordagem f intercultural na/para educação escolar indígena, camponesa e urbana; . Áreas de interesse para pesquisa: Educação Ambiental; Educação em Saúde e Sexualidade, orientação sexual e Identidade de Gênero; Fundamentos Epistemológicos da Ciência da Natureza e Didática das Ciências. 

Citas

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Publicado

2026-02-18

Cómo citar

Silva, M. F. da, Oliveira, M. A. M. de, & Yamazaki, R. M. de O. (2026). Mbo’erára kuña kuéra Guarani y Kaiowá: avances y retos para la permanencia y finalización en la Licenciatura Teko Arandu. Educación, 51(1), e24/01–26. https://doi.org/10.5902/1984644492117

Número

Sección

Dossiê: Intersecções e pesquisas sobre gênero, racialidade e Ensino Superior