Educação Infantil em Políticas de Alfabetização: Em cantigas, quase de roda
DOI:
https://doi.org/10.5902/1984644491348Palavras-chave:
Educação Infantil em Manaus, Infâncias, Políticas de alfabetizaçãoResumo
O presente artigo destaca elementos de uma suposta cultura escrita empregados à educação de crianças menores de seis anos de idade em uma política educacional alfabetizadora de Manaus. Assim, tem-se o objetivo de problematizar a presença da Educação Infantil em enunciados dessa política de alfabetização devido à ênfase empregada ao fortalecimento de atos alfabetizadores precoces e foco em escolarização. Em movimento teórico-metodológico, seguimos alinhados às perspectivas questionadoras de noções de sujeito e verdades imersas em relações de saber-poder, desse modo a teoria foucaultiana do discurso se constitui como irrupção destas normatizações, denunciando discurso engenhoso do termo cultura escrita, especialmente ao ver a potência de uma educação com as multiplicidades infantes. Entre os resultados, verificam-se políticas alfabetizadoras em vias contrárias às atuais pesquisas da área e seus próprios documentos norteadores, retratam um olhar neoliberal quanto à formação da criança e denotam ainda a ideia recorrente de manutenção de Educação Infantil escolarizada e preparatória, distante das múltiplas linguagens infantis e sua existência. Concluindo, essa Política Municipal de Alfabetização tem a cultura escrita em lugar de antecipação da alfabetização na Educação Infantil, em modos escolarizantes e distantes da imensidão, sensibilidade(s) e vida(s) das infâncias.
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