O “não” à morte oferece o “sim” à obstinação terapêutica?

Karla Cristiane Oliveira Silva, Elisabeta Albertina Nietsche, Stefanie Griebeler Oliveira, Alberto Manuel Quintana, Silomar Ilha

Resumo


Objetivo: este artigo busca discutir a negação à morte e a prática da obstinação terapêutica. Método: foram desenvolvidas duas categorias reflexivas, sendo a primeira a cultura de negação à morte, e a segunda, a tecnologia no “afastamento” da morte. Resultados: na primeira foram descritos aspectos psicosocioculturais que abarcam os significados da finitude humana e possíveis ações que poderiam esconder o fim da vida do cotidiano das pessoas. A segunda discorre sobre definições da obstinação terapêutica, questões bioéticas sobre o tema e as formas de profissionais e familiares conduzirem esta prática. Considerações finais: o “não” à morte pode favorecer a obstinação terapêutica e, enquanto permanecer a cultura de negação à morte e a utilização abusiva da tecnologia para estender a vida, o desafio de consolidar ações mais humanitárias nas práticas de saúde será ainda maior.

Palavras-chave


Futilidade médica; Tanatologia; Bioética; Profissional de saúde

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.5902/217976923165



Licença Creative Commons
Este site está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.