CASAS COMERCIAIS NO SÉCULO XX EM PANAMBI: SENSIBILIZANDO PARA O USO DE SACOLAS RETORNÁVEIS

Temia Wehrmann, Cléa Hempe, Janete Finger Scheuer

Resumo


http://dx.doi.org/10.5902/223613084836

Foi pensando nas mudanças que ocorreram a partir da segunda metade do século XX que o Museu e Arquivo Histórico Professor Hermann Wegermann - MAPH organizou o Projeto “Casas Comerciais em Panambi no Século XX”. O Projeto envolveu os funcionários e professores que desempenham atividades no MAPH e contou com o apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura. A programação fez parte da agenda de eventos permanentes do IBRAM, com o tema “Museus para Harmonia Social”. Sabe-se que não há harmonia social sem que haja um “ambiente sustentável”.  O MAHP ao desenvolver ações educativas leva em conta o seu acervo, promovendo a interação de diferentes públicos (escola, tanto do município, como da região), estabelecendo diálogo com os visitantes, considerando o Museu como espaço de construção do conhecimento. No final do século XIX e início do século XX, a ênfase na educação que marcava os museus americanos começou a se disseminar também pela Europa. Os Museus passaram a ser não só um lugar onde as pessoas têm um encontro com as conquistas passadas da humanidade, mas também com a realidade dos dias atuais. A partir da década de 1990, estes laços se estreitaram com o mercado, por meio de mecanismos destinados a promover o apoio e o patrocínio à cultura de empresas, bem como às leis de incentivo a cultura.  Os Museus, na atualidade, passaram a ser vistos e pensados de outras formas, ou seja, não sendo apenas um local de exposição de peças e sim, como afirma Lourenço, como um espaço de experimentação e de ação educativa, através do atendimento às necessidades do público local e dos visitantes da região. Entende-se, assim, por ação educativa no museu, fazendo uso das palavras de Silva, “as experimentações do sujeito para criar, construir e representar novos conhecimentos, aliado ao seu processo pessoal de desenvolvimento nestes contatos”.  O Projeto teve como objetivo contribuir com as entidades e escolas parceiras, visando à formação de competências, mudanças de atitudes e procedimentos dos atores sociais (pais, alunos e comunidade em geral), que potencializem os objetivos de melhoria da qualidade de vida e de promoção do desenvolvimento sustentável, com vistas a um futuro próspero para as futuras gerações.  O Projeto foi desenvolvido entre 12 a 05 de junho de 2010, em consonância com a 8ª Semana Nacional de Museus e envolveu alunos do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Foi composto por uma série de atividades e teve como principal atrativo uma exposição temporária que reconstituiu um exemplo de casa comercial do século passado, a partir de alguns objetos do acervo do Museu e de móveis e objetos emprestados para esta ocasião.  Participaram das ações educativas e de sensibilização trinta e oito turmas, totalizando oitocentos alunos e quarenta e cinco professores (professores, coordenadores e intérprete de libras). Contou-se também com aproximadamente trezentos visitantes da comunidade panambiense e cidades próximas e os seguintes apoiadores: SMEC, Lions Clube, ARPA FIÚZA e UAB/Panambi. Para a confecção das sacolas teve-se o apoio financeiro do CMMA. A culminância do Projeto foi o lançamento das Sacolas Retornáveis no dia 5 de junho de 2010 - Dia Mundial do Meio Ambiente.

Palavras-chave


Museu; Educação Ambiental; Sensibilização

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/223613084836

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