Um olhar para o ensino de Filosofia na rede pública paulista de ensino regular

Jefferson Luis Brentini da Silva, Denis Domeneghetti Badia

Resumo


A reinserção da componente curricular Filosofia e Sociologia no ensino brasileiro em 2006 desencadeou uma série de mecanismos para tornar possível o ensino destas disciplinas; mas, será que todos eles condizem com esse desejo ou são apenas mecanismos para tornar, especialmente a disciplina de Filosofia, marginal e com pouco valor para todos? Esse artigo aponta a partir de uma abordagem qualitativa enviesada no ideal e no real os possíveis caminhos que o ensino de Filosofia tem feito na rede pública paulista de ensino regular segue. Para tanto, os objetivos são analisar a possibilidade do Currículo Oficial do Estado de São Paulo (SÃO PAULO, 2010), materializado no Material de Apoio ao Currículo do Estado de São Paulo (SÃO PAULO, 2014) e, por conseguinte, colocá-lo em uma situação ideal frente aos prazos, previsões e aulas efetivas dentro do calendário letivo de 2014, a fim de esclarecer a sua possibilidade, ou não, de serem cumpridas. Para tanto, é contextualizado todo o cenário das políticas educacionais brasileiras, teóricos do campo da educação, fundamentos legais da educação da rede pública paulista de ensino regular e, por fim, como os processos que foram feitos, a partir do modelo baseado na lógica de mercado e no modelo neoliberal de educação.


Palavras-chave


Filosofia; Material de Apoio ao Currículo do Estado de São Paulo; Currículo Oficial do Estado de São Paulo; Ensino Público

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DOI: https://doi.org/10.5902/2448065731969

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