https://periodicos.ufsm.br/refilo/issue/feedRevista Digital de Ensino de Filosofia - REFilo2026-02-24T10:59:37-03:00Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilorefilo@ufsm.brOpen Journal Systems<p style="text-align: justify;">A<strong> Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilo</strong>, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação, da Universidade Federal de Santa Maria, tem como objetivo publicar produções científicas sobre <strong>Ensino e Aprendizagem de Filosofia</strong>, em diferentes perspectivas teóricas. A REFilo publica apenas textos originais, com relevância científica, abrangência do tema, inovação, boa estrutura teórica e metodológica e contribuição para a área. Por isso, a Revista não aceita trabalhos encaminhados simultaneamente para outro periódico ou livro. A Revista é digital e tem publicação contínua, assim como recebimento contínuo de artigos, o que possibilita o envio de texto a qualquer momento para avaliação. Não há cobrança de taxa para submissão, avaliação e nem publicação dos artigos. Os textos publicados apresentam resultados de experiências escolares e/ou não escolares, de pesquisas de mestrado e doutorado, assim como relatos de experiência com interlocução com obras e autores de referência da área, projetos de ensino e extensão e trabalhos de conclusão de curso. A Revista também publica dossiês, resenhas bibliográficas, entrevistas e traduções, com temáticas vinculadas aos objetivos da Revista.</p> <p style="text-align: justify;"><strong>eISSN 2448-0657 | Qualis/CAPES (2021-2024) = B2</strong></p>https://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/95217Apresentação do Dossiê: Pesquisa em cena, Ensino em questão VIII Encontro do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar2026-01-23T10:30:58-03:00Augusto Rodriguesaugustorodrigues094@gmail.com<p>Trata-se da apresentação do dossiê "Pesquisa em cena, ensino em questão: VIII Encontro do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar". Os vinte e um artigos que o compõem representam as pesquisas debatidas no encontro bienal do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar, da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia (ANPOF), realizado na Faculdade de Filosofia e Ciências da UNESP, campus de Marília, São Paulo. Além da apresentação dos trabalhos, oferece-se uma leitura do contexto de publicação face aos desafios e às especificidades do campo do Ensino de Filosofia no Brasil. </p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/95042O sentido do estágio curricular e a formação de professores de filosofia: esboço de uma leitura materialista2026-01-04T13:34:40-03:00Robson Pereira Calçarpcalca@id.uff.br<p>A proposta deste trabalho é examinar práticas e concepções, usualmente aceitas e naturalizadas, na realização e orientação do estágio curricular obrigatório, acrescentando algumas considerações sobre as especificidades deste estágio na licenciatura em filosofia. Viso ainda refletir sobre o entrelaçamento de tais práticas e concepções com as condições de trabalho com as quais orientadores e supervisores de estágio comumente lidam, bem como com as condições de aprendizagem frequentemente enfrentadas pelos licenciandos em filosofia. À luz de tais condições (que cercam a realização do estágio curricular obrigatório), confrontadas com a legislação brasileira sobre o estágio, este trabalho pretende pensar criticamente o papel do estágio na formação inicial do professor de filosofia, propondo, para tanto, uma análise materialista sobre o tema.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/95010Masculinidades e Ensino de Filosofia2025-12-24T11:10:26-03:00Flávio de Carvalhoflavio.carvalho@ufcg.edu.br<p>Este texto tem como objetivo primário construir uma discussão introdutória sobre a questão das <em>Masculinidades</em> a partir do território epismológico da Filosofia, acostando-se a algumas concepções oriundas do pensamento filosófico de Michel Foucault e de Simone de Beauvoir. Neste sentido, junto à questão das <em>Masculinidades</em> são tratadas também as noções de Gênero, Sexualidade e de <em>Modos de ser-sexualidade</em>. O objetivo secundário do texto diz respeito a analisar a questão das Masculinidades e as noções supracitadas no território epistemológico do Ensino de Filosofia, entendido como campo do saber que trata da Educação Filosófica, a formação de subjetividades no âmbito do ensino de Filosofia. Assim sendo, tratar as Masculinidades, seja na Filosofia seja no Ensino de Filosofia e na Educação Filosófica, é uma tarefa necessária e urgente, notadamente, frente às demandas sociais contemporâneas de questionamento e destruição dos padrões hegemônicos e heteronormativos de ser e existir, de combate à violência de gênero e de visibilidade e construção de <em>modos outros de ser-sexualidade</em>.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94982Da ausência a modos de presença: como estão as pensadoras nos últimos livros didáticos de CHSA e de Filosofia?2025-12-22T10:12:23-03:00Taís Silva Pereiratais.pereira@cefet-rj.brLucas da Silva Martinslucas.martins.1@aluno.cefet-rj.br<p>É possível observar o aumento da presença de pensadoras nas últimas duas edições do PNLD (sejam as coleções de Ciências Humanas Sociais Aplicadas, de 2021, sejam os próximos livros de Filosofia a serem distribuídos em 2026), se comparadas aos anos anteriores. Entretanto, o aumento significativo nem sempre se traduz qualitativamente, isto é, ainda que haja maior número e diversidade de autoras, sua presença pode ser deficitária ou meramente ilustrativa. O objetivo do presente artigo é dar continuidade ao mapeamento realizado em 2020 acerca do modo de aparição de pensadoras nos livros didáticos de Filosofia distribuídos no país. Esse é um levantamento quantitativo-qualitativo, com base na concepção de presença precária, tomada livremente da análise de Judith Butler sobre vida precária, e dos modos estruturais de opressão, desenvolvidos por Iris Marion Young. Tais conceitos auxiliam no estabelecimento de duas categorias da análise empreendida nesse trabalho, a saber: presença qualificada e presença-ausência de pensadoras. A conclusão indica a permanência de alguns desafios já evidenciados em análise precedente para equidade de gênero no campo do livro didático, mas também mudanças significativas na interpretação da área de Filosofia sobre as exigências presentes nos últimos editais sobre a temática.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94959O Ensino de Filosofia em Tempos de Plataformização Educacional2025-12-19T11:04:50-03:00Matheus Henrique Luchesimatheusluchesi@estudante.ufscar.br<p>A presença das plataformas digitais na educação básica, intensificada no contexto pós-pandemia, tem transformado práticas pedagógicas, relações escolares e modos de produção de conhecimento. Esse artigo busca analisar os impactos da plataformização escolar no ensino de filosofia, considerando especialmente seus efeitos sobre a autonomia docente, a formação crítica dos estudantes e a experiência filosófica. O objetivo do artigo é discutir de que modo a lógica algorítmica, o capitalismo de vigilância e os mecanismos da governamentalidade algorítmica digital reconfiguram as práticas pedagógicas, afetam a autonomia docente e discente e impõem limites ao desenvolvimento do pensamento crítico, ao mesmo tempo em que se discutem possibilidades de uso emancipador das tecnologias digitais na formação filosófica. Os conceitos de sociedade em rede, capitalismo de vigilância, governamentalidade algorítmica e sociedade do cansaço serão apresentados na tentativa de compreender a coexistência entre os dispositivos de ampliação de acesso e de controle. Argumenta-se que, embora essas tecnologias ofereçam recursos multimodais e novas possibilidades de interação, elas também submetem o ensino a lógicas de padronização, monitoramento e mensuração de desempenho, tensionando elementos importantes da prática filosófica. Conclui-se que pensar a plataformização nos tempos atuais é fundamental para preservar o caráter formativo, emancipador e humanizador do ensino de filosofia.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94898Sob a árvore da Plataformização: concentração de poder, dataficação e autonomia na Educação Básica brasileira2025-12-17T21:27:08-03:00Valéria Cristina Lopes Wilkevaleria.wilke@unirio.br<p>Analisa a penetração pervasiva das plataformas digitais na Educação Básica e no Ensino de Filosofia, tendo como referência o processo definido como plataformização. Utilizando como inspiração a metáfora da Árvore da Plataformização, objetiva-se discutir aspectos das complexas dinâmicas de poder-saber que operam para além das interfaces amigáveis, examinando como as três camadas do ecossistema – raízes (infraestrutura e dataficação), tronco (concentração corporativa de poder) e galhos/folhas (plataformas educacionais, práticas pedagógicas e autonomia docente) – se articulam no contexto educacional. Foca-se na tríade conceitua: concentração de poder, dataficação e a erosão da autonomia do trabalho docente no processo de ensino-aprendizagem. Argumenta-se que a plataformização na educação não é um mero aprimoramento tecnológico, mas um processo que está reestruturando o setor ao promover a dataficação do processo de ensino-aprendizagem e da gestão educacional, ao consolidar o poder infraestrutural e informacional concentrado nas mãos de poucas corporações (as <em>Big Techs</em>) e ao tensionar a autonomia de professores, gestores e estudantes. Esses aspectos alimentam o Dataísmo e a Dataficação. Este fenômeno ameaça a autonomia, tanto no plano individual (a vigilância dos dados dos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem) quanto no plano profissional (a curadoria automatizada que restringe a autonomia, a liberdade e a criatividade docente e gestora do processo). Conclui-se que o espaço pedagógico, sob a copa dessa árvore, está sendo crescentemente reconfigurado por interesses privados, exigindo um olhar atento e propositivo para a defesa dos valores públicos da educação como direito público e da autonomia de sujeitos individuais e coletivos na sociedade de plataformas.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94870Para além do cânone: desobediência epistêmica e pluralização das racionalidades no ensino de Filosofia à luz da Lei 10.639/20032025-12-16T16:23:30-03:00Marinês Barbosa de Oliveiramarinesdias2@gmail.com<p>A Lei 10.639/2003 constitui um dos marcos mais significativos da história recente da educação brasileira ao tornar obrigatório o ensino de história e cultura africana e afro-brasileira em toda a Educação Básica. Seus efeitos, contudo, ultrapassam a dimensão legal e administrativa, alcançando os fundamentos epistemológicos, pedagógicos e políticos das disciplinas escolares, em especial da Filosofia. Este artigo, elaborado a partir dos resultados parciais de uma pesquisa de doutorado em andamento, tem como objetivo analisar de que modo a Lei 10.639/2003 tem reconfigurado o ensino de Filosofia no Brasil, especialmente no que se refere à revisão crítica do cânone eurocentrado, à descolonização e decolonização curricular e à incorporação de epistemologias africanas e afro-diaspóricas, no âmbito de uma educação antirracista. Metodologicamente, trata-se de um estudo de natureza teórico-conceitual, fundamentado no referencial decolonial, pós-colonial e afroperspectivista, mobilizando autores como Frantz Fanon, Achille Mbembe, Sueli Carneiro, Aníbal Quijano, Walter Mignolo e Ramón Grosfoguel. Os resultados indicam que a obrigatoriedade instituída pela Lei 10.639/2003 produz uma inflexão epistêmica no ensino de Filosofia, ao desestabilizar a pretensão de neutralidade e universalidade do cânone filosófico moderno e evidenciar o racismo epistêmico como elemento constitutivo da modernidade colonial. Conclui-se que os desafios impostos pela Lei 10.639/2003 exigem do campo o reconhecimento do racismo como problema filosófico, a assunção da descolonização e da decolonização curricular como tarefa pedagógica estrutural e a tomada da desobediência epistêmica como horizonte formativo para professores e estudantes de Filosofia, condição necessária para a construção de uma Filosofia escolar pluriversal, comprometida com a justiça cognitiva e com a democratização do conhecimento.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94855Desamparo formativo e o papel do filósofo na contemporaneidade: Entre a formação e a atuação profissional2025-12-16T11:10:45-03:00Jonathan Braz de Souzajonathan07101996@gmail.com<p>O artigo investiga o fenômeno do desamparo formativo na graduação em Filosofia e suas consequências para o papel do filósofo, principalmente na articulação entre o aspecto formativo e a atuação profissional. O objetivo central é problematizar a exclusividade da História da Filosofia e como sua exclusividade contribui para um sentimento de inadequação formativa. O trabalho busca congregar documentos institucionais, como também, a Classificação Brasileira de Ocupações, perfil profissional do curso de Filosofia da Unesp, o Guia do estudante da Fuvest e o Guia de profissões da UNESP para entender qual a imagem desse profissional e quais as possibilidades de atuação que ele pode se inserir. Nesse sentido, o descompasso entre a formação ofertada e a realidade vivenciada pelos egressos demonstram um problema estrutural, no aspecto formativo quanto ao ensino de filosofia, e limitações relacionadas ao campo de atuação do filósofo, assim como o seu próprio papel na contemporaneidade.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94856Ensino de Filosofia e Autobiografia: o Diálogo como Possibilidade de Narrativa Filosófica Decolonial2025-12-16T01:21:17-03:00Darcísio Natal Murarodmuraro@uel.br<p>Este estudo tem por objetivo aborda a narrativa autobiográfica filosófica construída por meio do diálogo como possibilidade para o ensino de filosofia na educação básica. O questionamento para este estudo é: em que bases a escrita autobiográfica filosófica dialógica pode se constituir numa experiência autoral para os estudantes da educação básica? A metodologia da pesquisa consiste numa revisão bibliográfica do referencial teórico centrado nos trabalhos de Muraro, Herceg e Freire, procurando articular e reconstruir os conceitos de formação e formagir, autobiografia e escrita. O estudo busca compreender a autobiografia como um paradigma epistemológico de prática filosófica que pensa a experiência existencial historicamente situada no tempo e espaço permitindo elaborar sua narrativa como acontecimento contextual e testemunhal. A escrita autobiográfica filosófica tem por base o questionamento da experiência colonizada pela hegemonia de saberes historicamente constituída como forma de dominação epistêmica, econômica, educacional. O questionamento é a base do diálogo investigativo e da experiência de escrita autoral autobiográfica compartilhada e engajada na transformação da experiência numa perspectiva libertadora. Como conclusão o estudo apresenta alguns processos que podem se converter em formagir autobiográfico como processo gnosiológico do escrever e do ler o mundo na perspectiva filosófica.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94857Da Governamentalidade Disciplinar à Governamentalidade Algorítmica: a plataformização da Escola Pública Paulista como dispositivo neoliberal de subjetivação, controle e manipulação2025-12-16T00:17:51-03:00Gilberto Miranda Juniorgilberto.miranda@ufabc.edu.br<p>O presente artigo analisa a política de plataformização da educação pública no estado de São Paulo, implementada pela gestão Tarcísio de Freitas e Renato Feder, identificando-a como um dispositivo de transição de uma Governamentalidade Disciplinar, nos moldes de Foucault, para uma Governamentalidade Algorítmica, conforme conceituada por Antoinette Rouvroy. O objetivo central é demonstrar que a inserção massiva de tecnologias digitais não é neutra, mas constitui um projeto político que sintetiza o conservadorismo moral e a racionalidade neoliberal para remodelar a subjetividade escolar e controlar o trabalho docente. Metodologicamente, o estudo articula a teoria filosófica sobre biopolítica e controle algorítmico com a análise de documentos oficiais e notas técnicas de grupos de pesquisa (REPU/Gepud) sobre o desempenho educacional e gastos públicos. Os resultados apontam que a imposição tecnológica resultou em gastos milionários sem comprovação de eficácia pedagógica, correlação nula ou negativa com a melhoria da aprendizagem no SARESP, esvaziamento do currículo de humanidades e perda da autonomia dos professores. Conclui-se que a escola está sendo convertida em um terminal de extração de dados para o capital de vigilância, exigindo uma resistência pautada na retomada da gestão democrática e no desenvolvimento tecnológico crítico.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94843Glossário do Ensino de Filosofia: conceitos-chave para mapear a(s) história(s) e as especificidades do campo2025-12-15T20:11:03-03:00Augusto Rodriguesaugustorodrigues094@gmail.comPatrícia Del Nero Velascopatricia.velasco@ufabc.edu.brElisete Medianeira Tomazettielisete.tomasetti@ufsm.br<p>O presente artigo integra-se aos debates e estudos recentes sobre o Ensino de Filosofia como campo de conhecimento. Tem-se como objetivo problematizar a constituição e o uso de quatro conceitos-chave da literatura do Ensino de Filosofia – cidadania-filosófica, Ensino de Filosofia como campo de conhecimento, filosofia do ensino de filosofia e didática da filosofia –, de modo explorar as especificidades históricas e conceituais do campo. Privilegiam-se esses conceitos por serem utilizados em pesquisas atuais para abrir frestas de sentido sobre alguns acontecimentos e funcionamentos das práticas e dos pressupostos que constituem a produção de saber na área. Para tanto, recupera-se o contexto histórico de debate sobre as produções discursivas do Ensino de Filosofia, a fim de indicar o lugar de enunciação do texto; expõe-se o sentido epistemológico e político do conceito de cidadania-filosófica do Ensino de Filosofia; problematizam-se os sentidos atribuídos à filosofia do ensino de filosofia, reposicionando o conceito face às heranças filosóficas e educacionais do campo; e, por último, distinguem-se o conceito de didática da filosofia e de filosofia do ensino de filosofia, para compreender suas diferenças e partilhas.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94830Prática de leituras filosóficas e não filosóficas sobre problemas emergentes no Ensino Médio do Colégio de Aplicação/UFRGS 2025-12-15T08:34:32-03:00Rafael da Silva Cortesraf.cortes@yahoo.com.br<p>Nesse trabalho procura-se apresentar algumas características que julgamos fundamentais para um problema ser considerado como filosófico. Além disso, por consequência, propomos uma distinção entre os problemas filosóficos baseada nas características dos diferentes tipos existentes entre deles. Diante da distinção entre os problemas filosóficos apresentados, argumentamos em prol da importância da leitura de textos clássicos e não clássicos da área na educação básica, conforme nossa experiência tem demonstrado. Sendo assim, na primeira parte desse trabalho nos ocupamos em caracterizar um tipo de problema filosófico específico que, segundo nosso juízo, só recentemente conquistou espaço de discussão e estudo entre filósofos e filósofas no Brasil. Na segunda parte, nos debruçamos mais detalhadamente na proposição da leitura de textos filosóficos e não filosóficos com turmas do Ensino Médio regular de uma escola pública de Porto Alegre. Cabe pontuar aqui que a nossa proposta não é nova por si mesma, no sentido de que nenhum/a outro/a professor/a jamais tenha desenvolvido práticas de ensino semelhantes, mas sim pela identificação das características específicas de certos problemas da área e pela importância de pautá-los na educação básica com o auxílio da leitura. Nossas conclusões baseiam-se nos estudos de referencial bibliográfico relevante da área de ensino de Filosofia, bem como em nossas práticas docentes.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94743Licenciandos em Filosofia: formação como poíesis2025-12-08T11:25:02-03:00Angela Zamora Guimaraes Cilentoangelazamoracilento@gmail.com<p>Em 2024, o Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou a Resolução CNE/CP nº 4/2024 que trata das DCNS das Licenciaturas, promovendo uma reestruturação dos Cursos, bem como a inauguração da prova prática no ENADE. O ponto focal da nossa pesquisa não diz respeito diretamente à estas mudanças, nem aos desmontes provocados pela Reforma do Ensino Médio. Mas ao contemplarmos este cenário, nos colocamos diante de questões emergentes: como oferecer aos Licenciandos dos Cursos de Filosofia, uma formação sólida dos conteúdos específicos e sua transposição enquanto domínio pedagógico do conteúdo? É neste momento que nos aventuramos a pensar à luz da filosofia aristotélica sobre a fundamentação metodológica do ensino de filosofia e de suas práticas como “poíesis” (ποίησις). Tal aventura nos brindou com o encontro de vertentes imprescindíveis para a formação dos Licenciandos de Filosofia em especial. Destacamos: poíesis como autoprodução; poíesis como efeito, isto é, como algo que é produzido, fabricado pelo agente e por fim, na relação intrínseca entre a produção de algo e autoprodução do agente.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94727Filosofia para todes: filosofar e ensinar a filosofar a partir do cotidiano2025-12-18T08:49:45-03:00Amanda Veloso Garciaamanda.veloso.garcia@gmail.com<p>Esse artigo é resultado de projeto desenvolvido em uma instituição federal do sul fluminense que incentiva estudantes do ensino médio técnico a filosofarem a partir de seu cotidiano. Há um senso comum de que não existe filosofia brasileira baseando o ensino de filosofia apenas em teorias escritas por homens brancos europeus. Tendo como centro a pergunta “Qual o potencial do pensamento filosófico para lidar com problemas existenciais e éticos do cotidiano?”, esse artigo tenta romper com o paradigma elitizado da Filosofia hegemônica. O objetivo consiste em apontar para a importância do filosofar para lidar com questões que afetam a vida dos(as) estudantes e da comunidade escolar. Para isso, a metodologia envolve a abordagem da filosofia como modo de vida e da filosofia pop, envolvendo não apenas a pesquisa teórica, mas também a prática do filosofar no cotidiano a partir da observação dos acontecimentos em uma perspectiva interseccional. Assim, pretende-se pensar estratégias para lidar com os problemas do cotidiano da escola a partir do filosofar e contribuir para a valorização da Filosofia na comunidade escolar, haja vista o contexto de ataques a essa área do saber nos últimos anos.</p>2026-02-24T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94663Infâncias plurais e crianças como sujeitos: um estudo filosófico a partir das dissertações orientadas no GT Filosofar e Ensinar a Filosofar (ANPOF) 2025-12-18T08:51:10-03:00Vitória Albert Sauzemvitoriasauzem@hotmail.com<p>Este trabalho apresenta um recorte da dissertação intitulada<em> Filosofias, Infâncias e Escolas: um estudo sobre dissertações orientadas por membros do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar (ANPOF), entre 2017-2022</em>, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Seu objetivo é compreender como as concepções de infâncias e de crianças são abordadas nas dissertações orientadas por membros do GT no período delimitado. Para alcançá-lo, realizamos uma pesquisa teórico-bibliográfica, articulada à Análise Textual Discursiva (ATD), técnica proposta por Roque Moraes (2003). Os resultados obtidos evidenciam que as dissertações elaboram uma forte crítica às compreensões tradicionais de infância, que posicionam as crianças como sujeitos incompletos. Em contraste, os trabalhos analisados convergem na valorização das infâncias como plurais, construídas social e historicamente, e na compreensão das crianças como sujeitos de direitos, liberdade para explorar e capacidade de criar sentidos sobre o mundo, inclusive, de filosofar. O estudo contribui de maneira singular para o campo do Ensino de Filosofia, ao evidenciar as relações entre filosofia e infância, reforçando o compromisso da filosofia com a educação, com as infâncias e com crianças e jovens.</p>2026-02-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94449A leitura no ensino de filosofia como direito e a necessidade de um PNLD específico para obras de filosofia2025-11-18T15:49:28-03:00Rúbia Liz Vogt de Oliveirarubiavogt@yahoo.com<p>Documentos oficiais posteriores à Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/2016) – os Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio (1999), as Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio (2002) e as Orientações Curriculares para o Ensino Médio (2006) – destacaram a leitura como um dos principais objetivos do ensino de filosofia. A leitura significativa de textos filosóficos e a leitura de modo filosófico de textos de diferentes estruturas e registros foram elencadas como competências específicas da filosofia na educação básica. Já a Base Nacional Comum Curricular (2017), ao optar por subsumir a filosofia à área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, não fornece competências específicas para a filosofia, mas sim competências gerais da área. Nesse contexto, a palavra <em>leitura</em> não é mencionada nenhuma vez no texto concernente às Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Apesar de seu apagamento na BNCC, a leitura de textos filosóficos e a leitura filosófica de variados textos continua sendo uma das tarefas básicas do ensino de filosofia. Nesse texto, gostaríamos de retomar a defesa da leitura significativa de textos filosóficos e da leitura filosófica de textos de diferentes estruturas e registros como uma das centralidades do ensino de filosofia. Nossa proposta é preencher esse silêncio com a defesa de um direito humano, a saber, a leitura de textos de filosofia, a qual deve ser viabilizada na educação básica com o apoio de políticas públicas de fomento à produção e à disponibilização de obras de apoio para o ensino de filosofia.</p>2026-02-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94660A Filosofia e seu ensino na escola: pedagogias e políticas que o constituem 2025-12-18T08:52:26-03:00Willian Xavier Lopeswillian.xavier@acad.ufsm.br<p>Este artigo, resultado da apresentação no VIII Encontro Nacional do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar da ANPOF, tem como objetivo refletir sobre os aparatos conceituais que constituem a ensinabilidade da filosofia na escola, com foco nas terminologias ‘pedagogias do ensino’ e ‘políticas de ensino’. A partir desses elementos, recorrentes na pesquisa “Referencial Curricular Gaúcho do Ensino Médio: relação pedagógica e ensino de filosofia”, argumenta-se que as políticas curriculares atuam como forças normativas que regulam a relação com o conhecimento escolar e filosófico. Tais políticas, influenciadas por tendências pedagógicas, ao promoverem uma transposição didática centrada na construção ativa de competências, reconfiguram os papéis de professor(a) e estudante e disciplinam o campo de ação docente. Conclui-se que os termos e campos de saber em análise são fundamentais para as pesquisas em Ensino de Filosofia, na medida em que permitem compreender as condições e os contextos que constituem a prática filosófica escolar.</p>2026-02-27T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94659A prática pedagógica no ensino de filosofia no contexto da EPT desenvolvida nos Institutos Federais: da concepção da importância ao modo como ela se constitui2025-12-18T08:53:27-03:00Leocir Bressanleocir.bressan@iffarroupilha.edu.br<p>O presente artigo deriva de uma pesquisa de doutorado que objetiva problematizar a prática pedagógica docente de filosofia no contexto da Educação Profissional Tecnológica dos Institutos Federais. A pertinência de uma tal abordagem está dada, inicialmente, no novo formato do ensino, nesta modalidade, aportado pelos Institutos Federais, cuja novidade pode ser resumida a partir da noção de um ensino integrado, e onde a filosofia, por sua própria natureza, tem uma marcante presença em todos os contextos dessas instituições. Uma tal capilaridade de inserção nos diferentes contextos, já que a filosofia está presente em todos os níveis e modalidades dos Institutos Federais, no entanto, reveste-se de importantes desafios que fazem com que essa pauta em torno da prática pedagógica necessite ser problematizada. Como a pesquisa ainda está em sua fase inicial e, por esta razão, ainda não realizou as entrevistas previstas com docentes de filosofia dessas instituições, a metodologia adotada no artigo parte da experiência docente de 14 anos de atuação bem como de um referencial teórico que busca dar sustentação a esta pesquisa. Também por este motivo, os resultados e conclusões da pesquisa ainda são parciais, mas apontam para a necessidade de uma <em>práxis</em> que esteja conectada com as diferentes realidades que permeiam essas instituições.</p>2026-03-02T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94353O Ensino de Filosofia e cinema: uma possibilidade de abordagem filosófico-pedagógica a partir da experiência estética deweyana2026-02-01T17:15:22-03:00Flavio Honorio da Silvahonorio.flavio84@yahoo.comLeoni Maria Padilha Henningleoni.henning@yahoo.com<p>Este trabalho de pesquisa tem como tema o uso do cinema como ferramenta didática para o ensino de Filosofia, alinhado à BNCC e à filosofia de John Dewey. O principal objetivo é desenvolver o pensamento crítico e a autonomia intelectual em estudantes do Ensino Médio. A proposta visa capacitar os alunos a analisar e debater dilemas existenciais e sociais, muito próximos às experiências dos jovens, utilizando a Filosofia como uma ferramenta para a compreensão de si e do mundo, ao invés de se prenderem à mera memorização de conteúdos históricos. A metodologia sugerida é inspirada na pedagogia progressista de Dewey, que defende uma educação conectada à experiência do estudante. Nesse sentido, o professor poderia atuar como mediador, utilizando produções cinematográficas como, por exemplo, <em>Matrix</em> ou <em>O Show de Truman</em> para ilustrar e contextualizar conceitos filosóficos complexos, como ceticismo, liberdade e ética. Essa abordagem transforma a linguagem audiovisual em um "texto filosófico" a ser interpretado, quebrando a barreira entre a teoria e a prática. Os resultados vislumbrados através desses materiais podem permitir observar que o uso do cinema torna a Filosofia mais acessível e relevante, engajando os alunos em discussões dinâmicas. A capacidade de identificar questões filosóficas em filmes fortalece o olhar crítico dos estudantes sobre a mídia e o cotidiano. Conclui-se que essa estratégia pedagógica não apenas revitaliza o ensino de Filosofia, mas também poderia inseri-los no contexto contemporâneo, contribuindo para a formação de cidadãos mais reflexivos e participativos, conforme as diretrizes da BNCC.</p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94621Uma abordagem intercultural crítica e libertadora para o ensino da Filosofia2025-12-01T16:06:12-03:00Maximiliano Románmaximiliano.roman@comunidad.unne.edu.arEduardo Zinieduardozini6@gmail.com<p>Este artigo procura problematizar o ensino da Filosofia com o objetivo de incluir nele os saberes ancestrais dos povos indígenas americanos, considerados “filosofias originárias”. Para isso, utilizaremos a perspectiva intercultural, a partir da qual se entende que todas as culturas produzem, com distintos estilos e desenvolvimentos, uma estrutura categorial conceitual que deve ser chamada de filosófica (Dussel et al., 2009). Desse modo, torna-se possível evitar a violência que implica perguntar pela Filosofia Latino-Americana a partir de uma concepção eurocêntrica e propor uma “inserção ecológica” que permita adentrar de forma compreensiva nas peculiaridades constitutivas de cada cultura desde seu próprio horizonte de vida e pensamento (Fornet-Betancourt, 1992). Com base nisso, as problematizações do docente sobre sua própria prática e sobre o sentido do ensino filosófico (Cerletti, 2008) constituem as condições de possibilidade para um filosofar intercultural crítico e libertador.</p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94628O jogo do pensamento: os jogos teatrais como metodologia ativa no ensino de filosofia2025-12-01T16:23:04-03:00Vinícius Ferrari Danielvf.daniel@unesp.br<p>Esse artigo explora a possibilidade de pensar a filosofia a partir dos jogos teatrais em sala de aula. Partimos da concepção wittgensteiniana de jogo de linguagem, em que a filosofia constitui uma prática plural, vinculada ao cotidiano, traçando assim um movimento crítico a um certo modelo educativo em filosofia, referido aqui como modelo explicador. Entendemos que é somente a partir de uma metodologia ativa que é possível engendrar nos alunos a possibilidade de filosofar, isso é, o pensamento conceitual. O jogo, entendido como atividade regida por regras mínimas, tensão criadora e participação livre, oferece uma estrutura mais adequada para a experiência do pensamento. Nesse contexto, analisa-se a potencialidade dos jogos teatrais de Viola Spolin e o sistema do Teatro do Oprimido de Augusto Boal como alternativas metodológicas capazes de instaurar situações de escuta e enfrentamento de problemas, aproximando-se da concepção deleuzeana de criação de conceitos. Conclui-se que os jogos teatrais podem constituir uma via pertinente para o ensino de filosofia, pois deslocam o foco da transmissão de conteúdos filosóficos para a experimentação coletiva, permitindo que o pensamento surja como acontecimento e não como reprodução.</p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilohttps://periodicos.ufsm.br/refilo/article/view/94703Avaliação da aprendizagem em Filosofia e a Pedagogia das Competências: o Estado do Conhecimento do tema no Brasil2025-12-02T15:47:26-03:00Ruan Saboia Nunesruansaboia@gmail.com<p>O presente trabalho se origina a partir da construção da pesquisa de dissertação de Mestrado em Educação do referido autor, dentro do contexto do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O tema da pesquisa trata da “avaliação da aprendizagem de habilidades e competências da disciplina de Filosofia no Ensino Básico” (contexto da Base Nacional Comum Curricular). Com esta temática, se torna necessário acessar as produções acadêmicas do campo de pesquisa, pois ao buscar pela literatura (produção científica) de um tema específico de modo sistemático e reflexivo, é possível então subsidiar a dissertação tanto em sua produção textual, quanto na adequação do tema, metodologia e proposições a serem desenvolvidas às necessidades de seu próprio campo científico. Portanto, o Estado do Conhecimento (EC) é uma ferramenta metodológica que visa a “[...] identificação, registro, categorização que levem à reflexão e síntese sobre a produção científica de uma determinada área, em um determinado espaço de tempo congregando periódicos, teses, dissertações e livros sobre uma temática específica.” (Morosini, 2014, p. 102). Visei, no VIII Encontro do GT Filosofar e Ensinar a Filosofar, <em>apresentar descritiva e reflexivamente o processo de construção, execução e resultados obtidos do EC realizado no presente ano</em>, de acordo com a proposição metodológica das pesquisadoras Marília Costa Morosini (2014) e Pricila Kohls Santos (2021), delimitado pelo objetivo de identificar e analisar como a avaliação da aprendizagem em filosofia, no contexto da pedagogia das competências, é descrita e analisada nas produções obtidas pela pesquisa.</p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Revista Digital de Ensino de Filosofia - REFilo