Ah, como a rede é vasta...”: os espaços físicos e virtuais de The ghost in the shell
DOI :
https://doi.org/10.5902/2176148595130Mots-clés :
Mangá, Cyberpunk, Cronotopo, Espaçotopia, The ghost in the shellRésumé
Este trabalho propõe uma análise cronotópica e espaçotópica do mangá cyberpunk, buscando identificar procedimentos estético-discursivos que ajudam a entender como o gênero expressa as implicações do progresso sobre a sociedade, especialmente no que se refere à explosão informacional traduzida pela ideia de singularidade tecnológica. Em The ghost in the shell essa explosão se manifesta graficamente por meio de cenários urbanos visualmente poluídos e esquemas abstratos que tentam representar processos mentais em ambientes cibernéticos. A justaposição desses dois níveis indica, em última instância, uma progressiva integração dos seres trans/pós-humanos ao meio físico (cidade) e virtual (rede) em que estão fatalmente inseridos.
Téléchargements
Références
ABBOTT, Carl. Cyberpunk cities: science fiction meets urban theory. Journal of Planning Education and Research, v. 27, n. 2, p. 122-131, 2007.
AMORIM, Marilia. Cronotopo e exotopia. In: BRAIT, Beth. Bakhtin: outros conceitos-chave. São Paulo: Contexto, 2008, p. 95-114.
BAKHTIN, Mikhail. Teoria do romance II: as formas do tempo e do cronotopo. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Editora 34, 2018.
BARBIERI, Claudia. Arquitetura literária: sobre a composição do espaço narrativo. In: BORGES FILHO, Ozíris; BARBOSA, Sidney. Poéticas do espaço literário. São Carlos: Claraluz, 2009, p. 105-126.
BLADE RUNNER. Direção: Ridley Scott. Produção: Brian Kelly, Hampton Fancher e Michael Deeley. Los Angeles: Warner Brothers, 1982. 118 min, son., color., legendado em português. Disponível em https://www.primevideo.com/-/pt/detail/0O6ZAAURATNVS1F5SX6GKOPP5J. Acesso em 01 de junho de 2026.
BORGES FILHO, Ozíris. Espaço e literatura: introdução à topoanálise. Franca: Ribeirão, 2007.
BOYER, M. Christine. The imaginary real world of CyberCities. Assemblage, v. 18, p. 114-127, 1992.
BROWN, Steven T. Envisioning the Machine-City after Blade Runner. In: Tokyo cyberpunk: posthumanism in Japanese visual culture. New York: Palgrave Macmillan, 2010, p. 99-104.
BUKATMAN, Scott. Terminal space. In: Terminal identity: the virtual subject in postmodern science fiction. Durham; London: Duke University, 1993, p. 101-182.
CASTELLS, Manuel. The rise of the network society. Oxford: Blackwell, 2010.
CAVALLARO, Dani. Cyberpunk and the city. In: Cyberpunk and cyberculture: science fiction and the work of William Gibson. London; New Jersey: Athlone, 2000, p. 133-163.
DELANY, Samuel R. Is cyberpunk a good thing or a bad thing? Mississippi Review, v. 16, n. 2/3, p. 28-35, 1988.
FOUCAULT, Michel. Outros lugares. In: Estética: literatura e pintura, música e cinema (Ditos e escritos III). Tradução de Inês Autran Dourado. 2. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2009, p. 411-422.
GAUDREAULT, André; JOST, François. A narrativa cinematográfica. Tradução de Adalberto Müller, Ciro Marcondes e Rita Faleiros. Brasília: UnB, 2009.
GENETTE, Gérard. Discurso da narrativa. 3. ed. Lisboa: Vega, 1989.
GIBSON, William. Neuromancer. Tradução de Fábio Fernandes. 5. ed. São Paulo: Aleph, 2016.
GROENSTEEN, Thierry. O sistema dos quadrinhos. Tradução de Érico Assis. Nova Iguaçu: Marsupial, 2015.
HOLLINGER, Veronica. Cybernetic deconstructions: cyberpunk and postmodernism. In: LATHAM, Rob. Science fiction criticism: an anthology of essential writings. Bloomsbury, 2017, p. 43-58.
KUHLMAN, Martha. Design in comics: panels and pages. In: HATFIELD, Charles; BEATY, Bart. Comics studies: a guidebook. New Brunswick; New Jersey: Rutgers University Press, 2020, p. 172-192.
LEFÈVRE, Pascal. The construction of space in comics. In: HEER, Jeet; WORCESTER, Kent. A comics studies reader. Jackson: University of Mississipi, 2009, p. 157-162.
LINS, Osman. Espaço romanesco: conceito e possibilidades. In: Lima Barreto e o espaço romanesco. São Paulo: Ática, 1976, p. 62-76.
MCCLOUD, Scott. Desvendando os quadrinhos. Tradução de Helcio de Carvalho e Marisa do Nascimento Paro. São Paulo: Makron, 1995.
MCHALE, Brian. Towards a poetics of cyberpunk. In: Constructing postmodernism. London: Routledge, 1992, p. 243-267.
MIODRAG, Hannah. Comics as network. In: Comics and language: reimagining critical discourse on the form. Jackson: University of Mississippi, 2013, p. 108-141.
POSTEMA, Barbara. Estrutura narrativa dos quadrinhos: construindo sentido a partir de fragmentos. Tradução de Gisele Rosa. São Paulo: Peirópolis, 2018.
RUH, Brian. Japan as cyberpunk exoticism. In: MCFARLANE, Anna; MURPHY, Graham J.; SCHMEINK, Lars. The Routledge companion to cyberpunk culture. New York; Abingdon: Routledge, 2020, p. 401-407.
SHIROW, Masamune (1991). The ghost in the shell. Tradução de Drik Sada. São Paulo: JBC, 2016.
STERLING, Bruce. Preface to Mirrorshades. In: LATHAM, Rob. Science fiction criticism: an anthology of essential writings. Bloomsbury, 2017, p. 37-42.
SUZUKI, Shige. Manga. In: MCFARLANE, Anna; MURPHY, Graham J.; SCHMEINK, Lars. The Routledge companion to cyberpunk culture. New York; Abingdon: Routledge, 2020, p. 107-118.
VINGE, Vernor. Technological singularity. In: MORE, Max; VITA-MORE, Natasha. The transhumanist reader: classical and contemporary essays on the science, technology, and philosophy of the human future. West Sussex: Wiley-Blackwell, 2013, p. 365–375.
ZORAN, Gabriel. Towards a theory of space in narrative. Poetics Today, v. 5, n. 2, p. 309-335, 1984.
Téléchargements
Publié-e
Numéro
Rubrique
Licence
(c) Tous droits réservés Letras 2026

Cette œuvre est sous licence Creative Commons Attribution - Pas d'Utilisation Commerciale - Partage dans les Mêmes Conditions 4.0 International.
Ficam concedidos a Letras todos os direitos autorais referentes aos trabalhos publicados. Os originais não devem ter sido publicados ou submetidos simultaneamente a outro periódico e não serão devolvidos. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não comerciais.


