OS DEPÓSITOS PERIGLACIARES NO NORTE DE PORTUGAL E SUAS IMPLICAÇÕES NOS PROCESSOS EROSIVOS ACTUAIS

António Sousa Pedrosa, Bruno Martins

Resumo


As formações superficiais no Norte de Portugal e suas implicações nos processos erosivos actuais.

Resumo

Os processos morfogenéticos do Quaternário recente condicionam, de modo indubitável, a actual dinâmica de vertentes. De entre os factores que tiveram maior influência na evolução do relevo de Portugal no decurso final do Quaternário é incontestável que o frio e os processos que lhe estão associados tiveram um papel muito importante na modelação das formas de relevo.
Neste trabalho procuraremos fazer uma síntese dos principais aspectos da evolução das vertentes relacionados com os frio, inferir através dos vestígios que chegaram até ao nossos dias quais as condições morfo-climáticas em que ocorreram e quais os processos que se lhes encontravam associados.
Finalmente, tentar-se-á demonstrar que existe uma relação directa entre as morfodinâmicas actuais de vertente no Norte de Portugal e, o facto de se apresentarem regularizadas por formações superficiais herdadas do frio. Esta regularização das vertentes por depósitos glaciares, periglaciares e tardiglaciares é, sem margem para dúvida, o factor, que no Norte de Portugal mais contribui para o desencadear de ravinamentos e de movimentos em massa. As características das formações superficiais podem determinar a profundidade, o tipo de movimento e, ainda, a própria velocidade do mesmo

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DOI: https://doi.org/10.5902/223649947346

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