Conexões on-line e off-line em Vista Alegre: análise das relações sociais de uma comunidade rural

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/2318179641617

Palavras-chave:

aplicativo de mensagens, comunicação rural, redes.

Resumo

A dinâmica das relações sociais das comunidades rurais brasileiras vem sofrendo impacto em sua estrutura em razão da utilização das mídias sociais. Isso pode ser observado na comunidade rural Vista Alegre, localizada no município de Rio Casca, Minas Gerais, Brasil, que faz uso dessas mídias sociais na comunicação. Portanto, a finalidade deste artigo é comparar as redes face a face e a de contatos via aplicativo de mensagens, através da estrutura dessas redes. Para tanto, elucidar-se-á as características da utilização da tecnologia de comunicação entre os atores na forma de se relacionar no meio rural. Como resultado, observou-se que na rede on-line os atores mais jovens ocupam papéis de notoriedade, já que possuem maior probabilidade de receber e compartilhar informações, assim como os atores com profissões na área de saúde, educação e prestação de serviço em virtude da proximidade com os demais moradores. O estudo apontou que apesar das distinções entre os atores predominantes em ambas as redes, elas se complementam, ou seja, a comunicação na comunidade se caracteriza por uma comunicação híbrida que se constitui nos espaços on-line e off-line.

Biografia do Autor

Danieli Barbosa de Andrade, Universidade Federal de Viçosa

Graduada em Economia Doméstica (UFV). Mestrado em Extensão Rural (UFV). E-mail: danieliandradeufv@gmail.com

Gustavo Bastos Braga, Universidade Federal de Viçosa

Graduado em Administração pela Universidade Presidente Antônio Carlos. Mestrado em Administração (UFV). Doutorado em Extensão Rural (UFV). Professor do Programa de Pós Graduação em Extensão Rural (UFV). E-mail: gustavo.braga@ufv.br

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Publicado

2020-12-30

Como Citar

Andrade, D. B. de, & Braga, G. B. (2020). Conexões on-line e off-line em Vista Alegre: análise das relações sociais de uma comunidade rural. Extensão Rural, 27(4), 29–47. https://doi.org/10.5902/2318179641617