Estratégias Quilombolas: segmentaridade e dissenso na política étnica maranhense

Igor Thiago Silva de Sousa

Resumo


Este trabalho tem como objetivo analisar as formas de garantia de direitos territoriais às chamadas “comunidades remanescentes de quilombos” no Maranhão através de seus segmentos organizados. Como primeiro segmento temos a ACONERUQ (Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), que surge em 1997, funcionando como um “fórum de representação das comunidades quilombolas”. Por sua vez, os caminhos políticos e estratégias de intervenção na garantia de direitos territoriais não são unitários, apresentando-se de forma multifacetada e sob diferentes visões sobre os caminhos de interface frente o Estado, o que coloca em questão a unidade política da desta entidade e culmina com a eclosão do MOQUIBOM (Movimento Quilombola do Maranhão) em meados de 2010, apontando divergências nas formas de ação política dos quilombolas. Estes polos organizados têm entre si estratégias diferenciadas e certos antagonismos públicos, o que coloca em pauta as percepções políticas das organizações quilombolas, que politizam seus laços comunitários e práticas a partir de entendimentos, formas de mobilização e parcerias políticas diferentes entre si.


Palavras-chave


comunidades quilombolas, direitos territoriais, grupos étnicos, movimentos sociais, Maranhão.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5902/2318179633123

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