Taxas de câmbio e integração econômica: uma análise empírica para Brasil e Argentina

Autores

  • Dirce de Fátima Cattani Dutra Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, Brasil
  • Gilberto de Oliveira Veloso Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, Brasil
  • Ronald Otto Hillbrecht Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.5902/141465093471

Palavras-chave:

Co-integração, Coordenação de políticas, Integração econômica

Resumo

Este trabalho objetiva verificar o comportamento das taxas de câmbios do Brasil e Argentina tendo em vista uma possível definição de políticas harmonizadas. A análise baseia-se em um procedimento econométrico de co-integração de acordo com Johansen (1988). A hipótese da versão relativa da PPC para o Brasil e Argentina é aceita e, de acordo com as estatísticas, conclui-se que existe uma relação de convergência de longo prazo para os dois modelos. Para o estabelecimento de uma política cambial coordenada ou comum e maiores níveis de integração para o Mercosul deve-se passar, primeiro, por uma fase de harmonização de outras políticas, como a monetária, que harmonize os índices de preços internos de cada Estado-parte e suas taxas de juros; estas foram as variáveis significativas no modelo de correção de erros ampliado. O modelo de correção de erros demonstrou que choques são revertidos quase na mesma proporção para Brasil e Argentina.

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Publicado

2008-06-01

Como Citar

Dutra, D. de F. C., Veloso, G. de O., & Hillbrecht, R. O. (2008). Taxas de câmbio e integração econômica: uma análise empírica para Brasil e Argentina. Economia E Desenvolvimento, (20). https://doi.org/10.5902/141465093471

Edição

Seção

Artigos