Efeito da poda apical nos atributos morfofisiológicos do porta-enxerto clonal de seringueira GT1

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1980509824542

Palavras-chave:

Hevea brasiliensis, Produção de mudas, Manejo de crescimento das plantas, Viveiro suspenso

Resumo

Os porta-enxertos de seringueira requerem um período em viveiro para atingir o estádio de enxertia, sendo necessária a aplicação de práticas para otimizar o tempo de formação das mudas. O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da poda apical nos atributos morfofisiológicos dos porta-enxertos de seringueira GT1. O experimento foi realizado no período de maio de 2014 a maio de 2015 e os tratamentos consistiram em T1: sem poda apical; T2: poda apical realizada uma vez após o terceiro lançamento foliar maduro; T3: poda apical realizada mensalmente após o terceiro lançamento foliar maduro; T4: poda apical realizada uma vez após o quarto lançamento foliar maduro; T5: poda apical realizada mensalmente após o quarto lançamento foliar maduro; T6: poda apical realizada uma vez após o quinto lançamento foliar maduro e T7: poda apical realizada mensalmente após o quinto lançamento foliar maduro. As mensurações foram realizadas mensalmente, medindo-se o diâmetro e a altura das plantas, de 90 até 360 DAT (dias após o transplantio). Aos 360 DAT foram avaliados: massa seca de raiz, caule, folhas e massa seca total; número de folíolos; comprimento da raiz pivotante; volume do sistema radicular; área foliar e teores de elementos minerais nas folhas. A poda apical influenciou no diâmetro do caule, da altura, da massa seca de caule, da massa seca foliar e da área foliar das plantas. Plantas submetidas às podas apicais apresentaram a massa seca de raiz, a massa seca total, o comprimento de raiz, o volume de raiz e o número de folíolos semelhantes às não despontadas. Os tratamentos com poda apical realizada mensalmente apresentaram maior concentração de elementos minerais nas folhas. A poda apical realizada mensalmente após o quarto lançamento foliar maduro possibilitou o desenvolvimento em diâmetro dos porta-enxertos de seringueira em período semelhante às plantas não despontadas, porém aliado a uma menor altura, que facilita os tratos culturais.

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Biografia do Autor

Amanda Casagrande Pereira, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Cassilândia, MS

Engenheira Agrônoma, MSc., Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade Universitária de Cassilândia.

Erivaldo José Scaloppi Junior, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Votuporanga, SP

Engenheiro Agrônomo, Dr., Pesquisador Científico VI do Centro de Seringueira e Sistemas Agroflorestais do Instituto Agronômico de Campinas.

Edilson Costa, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Cassilândia, MS

Engenheiro Agrícola, Dr., Professor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade Universitária de Cassilândia.

Gustavo Luís Mamoré Martins, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Cassilândia, MS

Engenheiro Agrônomo, Dr., Professsor da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade Universitária de Cassilândia.

Noemi Cristina de Souza Vieira, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Cassilândia, MS

Engenheira Agrônoma, MSc., Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Unidade Universitária de Cassilândia.

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Publicado

30-06-2019

Como Citar

Pereira, A. C., Scaloppi Junior, E. J., Costa, E., Martins, G. L. M., & Vieira, N. C. de S. (2019). Efeito da poda apical nos atributos morfofisiológicos do porta-enxerto clonal de seringueira GT1. Ciência Florestal, 29(2), 900–912. https://doi.org/10.5902/1980509824542

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