Banco de sementes do solo em uma área florestal afetada pelo corte de árvores na Floresta Nacional de Jamari, estado de Rondônia, Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5902/1980509890977Palabras clave:
Unidades de conservação, Manejo florestal sustentável, Mecanismos de regeneração natural, Grupos sucessionaisResumen
O banco de sementes do solo é um importante indicador ecológico da resiliência florestal após perturbações. Este estudo avaliou a composição e a estrutura do banco de sementes do solo em áreas afetadas pela exploração madeireira na Floresta Nacional do Jamari (Flona do Jamari), na Amazônia brasileira. Amostras de solo foram coletadas a uma profundidade de 5 cm usando uma estrutura de ferro de 25 x 25 cm em dois ambientes: pátios de estocagem (L) usados para extração de madeira em 2010 (n = 20) e floresta não perturbada (F) usada como controle (n = 20). As amostras foram monitoradas por 11 meses em uma casa de sombra, e todas as mudas emergentes foram quantificadas, identificadas e classificadas por forma de vida e grupo ecológico. A dissimilaridade florística entre os ambientes foi avaliada através do índice de Bray-Curtis, enquanto as diferenças foram testadas utilizando o teste t de Student. A densidade de mudas foi maior na floresta não perturbada (580 mudas m-²; 27 espécies) do que nos pátios de estocagem (420 mudas m-2; 23 espécies). Asteraceae, Bellucia grossularioides e espécies herbáceas e pioneiras foram dominantes em ambos os ambientes. Embora tenha sido observada apenas uma semelhança florística parcial, oito anos após a perturbação, o banco de sementes do solo nas áreas exploradas apresentou padrões comparáveis aos da floresta não perturbada.
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