Maturação fisiológica de sementes de Erythrina variegata L.

Miele Tallon Matheus, José Carlos Lopes, Nathale Bicalho Corrêa

Resumo


O trabalho teve como objetivo estudar a maturação fisiológica de sementes de Erythrina variegata L. Cada flor foi identificada em sua respectiva data de antese. A partir dos 21 dias após a antese (DAA) efetuaram-se coletas semanais de frutos para avaliações das seguintes características: comprimento e diâmetro dos frutos; coloração, massa fresca, massa seca e teor de água de frutos e sementes; germinação e vigor das sementes. O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente casualizado. O crescimento dos frutos de Erythrina variegata, em comprimento e diâmetro, vai até 42 DAA. As sementes começam a germinar aos 63 DAA, cujo teor de água é de 68,15% e a massa seca 481,38 mg semente-1. A máxima germinação e vigor são obtidos aos 77 DAA, que coincide com o máximo conteúdo de massa seca, frutos com coloração castanho-escura, sementes castanho-arroxeadas, com tegumento córneo e teor de água de 21%, considerado o ponto de maturação fisiológica dessas sementes. Após 91 DAA ocorre a deiscência dos frutos.


Palavras-chave


germinação; vigor; época de coleta; morfologia

Texto completo:

PDF

Referências


BORGES, E. E. L.; BORGES, C. G. Germinação de sementes de Copaifera langsdorffii Desf. provenientes de frutos com diferentes graus de maturação. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v. 1, n. 3, p. 45-47, 1979.

BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Regras para análise de sementes. Brasília: Mapa/ACS, 2009. 399 p.

CALIL, A. C. et al. Época de coleta de sementes de Maytenus dasyclada Mart. – Celastraceae no Jardim Botânico de Porto Alegre, RS, Brasil. Iheringia, Porto Alegre, v. 60, n. 1, p. 11-16, 2005.

CARVALHO, N. M.; NAKAGAWA, J. Sementes: ciência, tecnologia e produção. 4. ed. Jaboticabal: FUNEP, 2000. 588 p.

CORVELLO, W. B. V. et al. Maturação fisiológica de sementes de cedro (Cedrela fissilis Vell.). Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v. 21, n. 2, p. 23-27, 1999.

DELOUCHE, J. C. Recentes conquistas de pesquisa tecnológica de sementes. In: DELOUCHE, J. C. Pesquisas em sementes no Brasil. Brasília: AGIPLAN, 1975. p.27-36.

FARIA, S. M. et al. Recuperação de solos degradados com leguminosas noduladas e micorrizadas. Seropédica: Embrapa Agrobiologia, 1998. 23 p. (Documentos, 77).

GEMAQUE, R. C. R.; DAVIDE, A. C.; FARIA, J. M. R. Indicadores de maturidade fisiológica de sementes de ipê-roxo (Tabebuia impetiginosa (Mart.) Standl.) Cerne, Lavras, v. 8, n. 2, p. 84-91, 2002.

HARTMANN, H. T. et al. Plant propagation: principles and practices. 6thed. New Jersey: Prentice-Hall, 1997. 770 p.

HEGDE, N. G. Cultivation and uses of Erythrina variegata in Western India. In: WESTLEY, S. B.; POWELL, M. H. Erythrina in the new and old worlds. Paia: Nitrogen Fixing Tree Association, 1993. p. 77-84.

HEGDE, N. G.; DALLA ROSA, K. Erythrina variegata: more than a pretty tree. Morrilton: FACT Net, 1994. (NFT Highlights, 94-02). Disponível em: Acesso em: 13 de abril de 2007.

LEONHARDT, C. et al. Maturação fisiológica de sementes de tarumã-de-espinho (Citharexylum montevidense (Spreng.) Moldenke – Verbenaceae), no Jardim Botânico de Porto Alegre, RS. Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v. 23, n. 1, p. 100-107, 2001.

LIMA, R. V. Avaliação das características físicas e biológicas das sementes de urucu cv. casca verde durante o desenvolvimento da maturação fisiológica. 2005. 82 p. Dissertação (Mestrado em Produção Vegetal)–Universidade Federal do Espírito Santo, Alegre, 2005.

LOPES, J. C.; DIAS, P. C.; PEREIRA, M. D. Maturação fisiológica de sementes de quaresmeira. Pesquisa Agropecuária Brasileira, Brasília, v. 40, n. 8, p. 811-816, ago. 2005.

LOPES, J. C.; SOARES, A. S. Estudo da maturação de sementes de carvalho vermelho (Miconia cinnamomifolia (Dc.) Naud.). Ciência e Agrotecnologia, Lavras, v. 30, n. 4, p. 618-622, 2006.

LORENZI, H. et al. Árvores exóticas no Brasil: madeiras, ornamentais e aromáticas. Nova Odessa: Plantarum, 2003. 368 p.

MAGUIRE, J. D. Speed of germination aid in selection and evaluation for seedling emergence and vigor. Crop Science, Madison, v. 2, n. 2, p. 176-177, 1962.

MARCOS FILHO, J. Fisiologia de sementes de plantas cultivadas. Piracicaba: FEALQ, 2005. 495 p.

MATOS, L. V. et al. Plantio de leguminosas arbóreas para produção de moirões vivos e construção de cercas ecológicas. Seropédica: Embrapa Agrobiologia, 2005. (Sistemas de Produção: versão eletrônica, 3). Disponível em: Acesso em: 6 de abril de 2006.

PIÑA-RODRIGUES, F. C. M.; AGUIAR, I. B. Maturação e dispersão de sementes. In: AGUIAR, I. B.; PIÑA-RODRIGUES, F. C. M.; FIGLIOLIA, M. B. (coord.). Sementes florestais tropicais. Brasília: ABRATES, 1993. p.215-274.

POPINIGIS, F. Fisiologia da semente. Brasília: AGIPLAN, 1985. 289 p.

ROTAR, P. P.; JOY, R. J.; WEISSICH, P. R. ‘Tropic coral’ tall Erythrina: Erythrina variegata L. Honolulu: Hawaii Institute of Tropical Agriculture and Human Resources, 1986. . (Research Extension Series, 72).

SAEG. Sistema para análises estatísticas e genéticas. (SAEG versão 7.1). Viçosa: UFV/FUNARBE, 1997.

SILVEIRA, M. A. M.; VILLELA, F. A.; TILLMANN, M. A. A. Maturação fisiológica de sementes de calêndula (Calendula officinalis L.). Revista Brasileira de Sementes, Brasília, v. 24, n. 2, p. 31-37, 2002.

TING, I. P. Plant physiology. Menlo Park: Addison-Wesley, 1982. 642 p.

WHISTLER, W. A.; ELEVITCH, C. R. Erythrina variegata (coral tree). In: ELEVITCH, C.R. Traditional trees of pacific islands: their culture, environment, and use. Holualoa: Permanent Agriculture Resources, 2006. p.329-344.




DOI: https://doi.org/10.5902/198050984507

Licença Creative Commons