A ‘teoria da renda da Floresta’ como complemento à ‘teoria da renda do Solo’ para a análise econômica de ativos florestais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5902/1980509842406

Palavras-chave:

Manejo florestal, Teoria da máxima receita, Valor esperado da terra

Resumo

Análises econômicas de projetos florestais são tradicionalmente baseadas em indicadores financeiros – obtidos a partir da construção de fluxos de caixa descontados. Nesse contexto, merece destaque a ‘teoria da renda do SolotrS’, também chamada de valor esperado da terra – VET. Em contraposição a esta, surgiu a ‘teoria da renda da FlorestatrF’. Foi objetivo do presente estudo apresentar a trF como complemento à trS no contexto de plantações de Pinus taeda no sul do Brasil. A abordagem apresentada pela trF permite avaliar a gestão do ativo florestal por uma outra perspectiva, dando maior ênfase à capacidade do ativo em gerar riqueza de forma sustentável. Conclui-se que a trF é uma abordagem interessante e complementar à trS. De acordo com a trF, plantios de Pinus taeda regulados ou próximos à regulação, com o objetivo de maximizar o retorno econômico de forma sustentada, devem considerar ciclos de produção >30 anos. O manejo multiprodutos apresenta resultado econômico duas vezes superior ao pulpwood, independentemente da duração do ciclo de produção (16-30 anos). O emprego da trF de forma complementar às análises tradicionais, com fluxos de caixa descontados, reforçam a viabilidade de estratégias de manejo multiprodutos com ciclos de produção mais longos que os comumente utilizados.

Biografia do Autor

Mário Dobner Júnior, Universidade Federal de Santa Catarina, Curitibanos, SC

Engenheiro Florestal, Dr., Professor do Departamento de Agricultura, Biodiversidade e Florestas, Centro de Ciências Rurais, Universidade Federal de Santa Catarina, Rod. Ulysses Gaboardi Km 3, CEP 89520-000, Curitibanos (SC), Brasil.

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Publicado

17-11-2021

Como Citar

Dobner Júnior, M. (2021). A ‘teoria da renda da Floresta’ como complemento à ‘teoria da renda do Solo’ para a análise econômica de ativos florestais. Ciência Florestal, 31(4), 1695–1713. https://doi.org/10.5902/1980509842406

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